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Casamento de contrato com Dono de Fazenda

Casamento de contrato com Dono de Fazenda

Autor: AnaClara
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Capítulo 1 A Porteira do Destino

Palavras: 2711    |    Lançado em: 08/06/2026

, com o chapéu de aba larga na cabeça e as mãos sempre sujas de barro. Helena Albuquerque Barreto - ou apenas Helena Albuquerque, como ela ainda se chamava no c

o lugar onde ela aprendera a montar a cavalo antes de saber ler, onde aprendera a tratar d

a de um ataque cardíaco repentino. O luto pesava no peito dela como uma pedra, mas nos últimos meses, ela já vinha

e tudo o que acontecia na fazenda, passou a trancar o escritório com chave, a levar papéis para ler na cama, a fazer contas em cadernos que ning

enas sorria fraco e dizia: "É só coisas da terra

is sempre pagou em dia e com generosidade. Helena chegou a comentar com ele, certa vez: "Pai, a gente tem dinheiro guardado para essas despesas, por que apertar tanto?", e ele apenas desviou o a

. Ele já lutava contra algo que não conseguia venc

gos e documentos amarelados, o rosto pálido, os olhos vermelhos de tanto chorar e de desespero. Ele era mais novo, sempre fora o menino da casa

madeira da varanda. - Eu fui arrumar o escritório do pai, como você pediu. E achei tudo isso. Coisa

s ou negociar com compradores difíceis. A armadura de mulher forte já estava ves

me deixe esperando. E me

ecibos de valores altos, anotações feitas à mão com números que se repetiam e se somav

O empréstimo que ele fez tem juros que cresceram como mato, e ele não conseguia mais pagar nem mesmo os juros. Olha essas anotações: ele calculou tudo, tentou encontrar uma saída, vendeu alguns cabeças de gado escondido, reduziu despesas ao máximo...

olheou cada um com atenção, reconhecendo a letra do pai em cada linha, vendo as contas que ele fez, os erros que cometeu por confiar demais, os sinais que ela agora entendia perfeitame

rdia. - Eu percebi que algo estava errado, que ele estava preocupado, que as coisas ti

Disse que iria proteger a fazenda e a gente de qualquer jeito. Mas agora... agora não temos nada. Nenhuma rese

tas escondidas, o olhar cansado do pai. Não podia deixar que tudo acabasse assim. Não podia deixar que o nome Albuquerque fosse apagado dali. Mas, por mai

estrada subir em nuvens altas. Helena franziu a testa. Ninguém os visitava naquele momento,

a cabeça, os ol

É Otávi

a antiga, vinha de avós e bisavós, de disputas por água, por pastagem, por prestígio. Os Barreto sempre foram vistos como os que cresciam às custas dos outros, os que compravam o que não conseguiam conquistar. E Otávio e

is que contava toda a tragédia financeira da família, enquanto o

sculosos e calejados. O chapéu cobria parte do rosto, mas quando ele o tirou, os olhos escuros e profundos se encontraram com os dela, diretos, sem desvio, como se já soubesse de cada detalhe dos documentos que esta

ou rapidamente para os papéis espalhados - os sinais da falência

Era como se o luto não existisse para ele, e apenas a realidade dura dos números e das terras importasse. - Sei das dívidas, dos juros, dos contratos que o

m os olhos cheios de esperança que pareciam

r favor, qualquer coisa... nós temos todos os docu

fixos em Helena, como se ela fosse a única pessoa que realmente importa

. Acaba a cobrança, acaba o risco de leilão, tudo fica no lugar onde sempre esteve. - Ele fez uma pausa, e um bri

ração bater forte, de raiva e de medo, ao lado de

a voz firme, sem tremer, mesmo que

se casa

sangue subir ao rosto, uma mistura de vergonha e fúria que queimou dentro dela, olhando pa

os, como ninguém nunca tinha feito. - O senhor acha que isso é uma negociação? Que pode comprar a minha vida

dela fosse algo que ele não esperava, e que, de alguma forma, o surpreendesse. E

Fazenda Albuquerque e Estância Barreto, tudo sob um mesmo nome, uma mesma gestão. O casamento é a garantia. Assim, nada vai ser dividido, nada

tudo o que ela não queria perder. - O senhor pode ter todo o dinheiro do mundo, pode ter descoberto todas as nossas dificuldades, pode saber cada erro que a gen

r que ela tentava segurar. E, para a surpresa de Helena, não havia raiva nos olhos dele. Havia respeit

oi, com você ainda podendo andar por essas terras como dona, com toda a dívida paga e todos os problemas resolvidos. Ou recusa, e em trinta dias,

não soube interpretar. Olhou para fora, para as árvores, para o pasto, para o estábulo onde ela passava horas quando era criança, para cada canto que guardava uma memória do pai. Ela pensou em tu

nter vivo o legado da família, para que todo o sofrimento

ágrimas que ela se recusava a deixar cair, a armadura d

er a sua esposa troféu, não vou ficar sentada esperando ordens, nem vou fingir que gosto de nada disso. Eu vou continuar tocando a

sentia, mas os olhos continuavam presos aos dela, como

éis estão prontos. O casamento é daqui a três dias. V

do para trás uma nuvem de poeira, um silêncio pesado e os documentos an

tro de si. Ela tinha salvo a fazenda. Tinha cumprido o dever com o pai. Mas agora, teria que viver ao lado do homem que era

e Otávio Barreto poderia ter o seu nome, mas nunca iria ter o seu coração. E que, custasse o que custasse, ela iria lutar todo

e com uma estranha, inesperada, sensação de que a sua vida tinha acab

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Casamento de contrato com Dono de Fazenda
Casamento de contrato com Dono de Fazenda
“Eles tinham tudo para se destruir... até que um contrato os amarrou ao mesmo destino. Helena Albuquerque é a definição da bruta de coração mole. Criada na lida da roça, ela sabe manejar o gado e enfrentar qualquer peão, mas usa essa armadura para esconder as dores de um luto recente. Quando seu pai morre repentinamente, Helena se vê diante do maior pesadelo de sua vida: a fazenda da família está atolada em uma dívida milionária e prestes a ir a leilão. Otávio Barreto é o impiedoso herdeiro da estância vizinha. Um fazendeiro raiz, de poucas palavras, olhar intimidador e mãos calejadas, que comanda suas terras com punho de ferro. Ele tem o poder de salvar o legado dos Albuquerque, mas não fará isso de graça. Otávio tem uma condição inegociável para quitar a dívida: ele quer Helena como sua esposa. Para Helena, a proposta é uma humilhação inaceitável, um ato de pura ganância para unificar as terras da região. Mas, sem saída, ela aceita o sacrifício. Ela entra na igreja jurando odiá-lo por cada dia de suas vidas, prometendo que ele comprou apenas o seu sobrenome, mas nunca o seu respeito. O que ela não imagina é que, por trás da marra desse cowboy implacável, existe um segredo guardado a sete chaves: Otávio a deseja em silêncio há anos, e o casamento forçado foi a única saída desesperada que ele encontrou para protegê-la de uma ameaça ainda maior. Agora, trancados sob o mesmo teto, duas forças da natureza vão colidir. Entre brigas explosivas no curral, provocações à luz de lampião e uma tensão sexual impossível de conter, eles vão descobrir que o orgulho pode até ditar as regras... mas a paixão bruta é quem manda nesse chão.”