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Casamento de contrato com Dono de Fazenda

Capítulo 2 Papéis, Botas e um Olhar que Não Devia Existir

Palavras: 1676    |    Lançado em: 07/06/2026

antes do sol nascer, como sempre fazia, mas dessa vez não era para conferir o gado ou ver se a cerca do pasto estava inteira. Era porque, daqui a algumas horas, eu iria assinar

im num dia de amor, de escolha, de felicidade. Levantei devagar, abri a caixa de madeira, e passei a mão por aquele tecido macio. Por um segundo, senti uma dor no peito - a do

z firme. - Não vou fingir que sou uma noiva feliz. Não

inhar pela fazenda. Era um tecido que já conhecia a poeira, o vento e o sol. Depois, fui até o canto onde ficavam as minhas botas de couro - as mesmas que eu usava pa

história de tudo o que eu era. Se Otávio Barreto queria uma esposa, ele teria exatamente a mulher que ele comp

e culpa que eu odiava ver no rosto dele. Ele segurava os papéis dobrados, os mesmos documento

, olhando de relance para as minhas botas.

s papéis da sua mão com fir

pois nas botas. - Não é uma roupa que vai mudar o que esse casamen

e cor, me lembrava do pai, de como ele lutou para manter tudo isso, e de como eu estava ali para salvar o que restava. Por dentro, o coração doía, apertado, chorando por tudo o que eu tinha per

amos, ele j

e brim escura, camisa de algodão azul, botas também limpas e bem cuidadas. O chapéu estava na mão, e o sol batia nos cabelos escuros, com alguns fios de prata nas têmporas que eu nunca tinha

mo uma noiva de verdade. Mas não vi nada disso. O olhar dele parou nas botas por um segundo mais longo, e depois subiu de novo para os meus olhos. E ali, naqueles olhos esc

cabeça, um movimento pequeno, quase impe

tos, e algumas testemunhas - homens que eu não conhecia, provavelmente gente da Estância Barreto, pessoas que trabalhavam para ele. Ninguém sorri

ial começou a ler os termos, palavras que pareciam voar pelos meus ouvidos: "união civil", "bens", "o

ssemos o que nos levava a fazer aquilo. Eu

inha família e para prese

afeto, nenhuma menção a futuro, nenhum sin

ou em silêncio por um segundo, e eu

trabalham nelas - disse ele, com a voz grave, calma, sem nenhuma emoção aparente. Era a resposta que se

uquerque Barreto. Eu deixaria de ser dona da minha própria vida para ser a esposa do meu maior rival. Olhei para o papel, para as linhas que definiam o meu destino, e lembrei de

apel, e com ela, o fim de

hesitar. Quando ele terminou, os dedos dele roçaram de leve na borda

isse o oficial, fechando

a bênção, nenhum beij

o chão tinha mudado debaixo dos meus pés. Otávio parou ao meu lado, tão perto que eu podia sentir o cheiro de terra e de madeira

ão queria sentir nada que não fosse raiva e dever. Ma

bem. Era o que eu

a, não era apenas o homem que tinha comprado o meu nome. Havia algo mais ali, algo que ele escondia por trás daquela másca

e carinho. Apenas acenou para o carro,

gora você

da passo que eu dava, com o vestido simples que era a minha v

. Tinha cumprido o acord

não era ter casado por contrato. O pior era saber que, de alguma forma, naquele dia frio e sem amor, Otávio Bar

ívida, qualquer rivalidade, ou qualquer promessa

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Casamento de contrato com Dono de Fazenda
Casamento de contrato com Dono de Fazenda
“Eles tinham tudo para se destruir... até que um contrato os amarrou ao mesmo destino. Helena Albuquerque é a definição da bruta de coração mole. Criada na lida da roça, ela sabe manejar o gado e enfrentar qualquer peão, mas usa essa armadura para esconder as dores de um luto recente. Quando seu pai morre repentinamente, Helena se vê diante do maior pesadelo de sua vida: a fazenda da família está atolada em uma dívida milionária e prestes a ir a leilão. Otávio Barreto é o impiedoso herdeiro da estância vizinha. Um fazendeiro raiz, de poucas palavras, olhar intimidador e mãos calejadas, que comanda suas terras com punho de ferro. Ele tem o poder de salvar o legado dos Albuquerque, mas não fará isso de graça. Otávio tem uma condição inegociável para quitar a dívida: ele quer Helena como sua esposa. Para Helena, a proposta é uma humilhação inaceitável, um ato de pura ganância para unificar as terras da região. Mas, sem saída, ela aceita o sacrifício. Ela entra na igreja jurando odiá-lo por cada dia de suas vidas, prometendo que ele comprou apenas o seu sobrenome, mas nunca o seu respeito. O que ela não imagina é que, por trás da marra desse cowboy implacável, existe um segredo guardado a sete chaves: Otávio a deseja em silêncio há anos, e o casamento forçado foi a única saída desesperada que ele encontrou para protegê-la de uma ameaça ainda maior. Agora, trancados sob o mesmo teto, duas forças da natureza vão colidir. Entre brigas explosivas no curral, provocações à luz de lampião e uma tensão sexual impossível de conter, eles vão descobrir que o orgulho pode até ditar as regras... mas a paixão bruta é quem manda nesse chão.”