ia Barreto e foi como se eu tivesse cr
ado, conversando alto, cada um sabendo exatamente o que fazer. Mais adiante, máquinas enormes - tratores, colheitadeiras, caminhões com caçamba alta - trabalhavam nas plantações, barulhentas,
era: ele não tinha apenas herdado terra, ele tinha transformado tudo em um império porque não aceitava o que era "mais ou menos", não aceitava limites, n
vam voltas no andar de cima e um jardim tão bem cuidado que não havia uma folha seca sequer no chão. Desci com as minhas botas, que ag
m rigor, olhos afiados como agulhas, postura ereta de quem manda há anos e não gosta de ver ninguém novo ocupar o espaço que ela considera seu. Ela desceu devagar,
é uma propriedade pequena, onde tudo é feito de qualquer jeito. Aqui, as coisas têm ordem, têm regras, têm jeito certo de ser feito. E eu estou há vinte anos cuidando para q
o pequeno, falso, que
a muito aqui tentando ser
não devia trabalhar na terra, que a nossa fazenda era pequena demais, que nunca chegaríamos
s dela, sem desvia
de vim e o que eu valho. Se a senhora cuida desta casa há vinte anos, parabéns - faz o seu trabalho direitinho. Mas eu faço o meu também, e ninguém, nem a senh
não esperava resposta, muito menos uma resposta tão clara. Antes que ela pudesse voltar com
para mim. Não havia expressão suave no rosto dele - era o homem que comandava
rto, sem mais explicações. - Qual
, agora com um brilho diferente: não era só antipatia, era aviso. Ela ia ser difícil, ia vigiar
e o tom de voz mudou: ficou mais duro, mais direto,
o, e agora tem deveres aqui. E não vem com história de que não sabia, po
as terras que se espalhavam ao redor, pa
companha nas visitas, nos almoços, nas reuniões com outros fazendeiros. Você age como a senhora da Estância Barreto, com respeito, com postura, como se
queixo erguido, já pronta
eu finja que gosto de estar aqui. Eu salvo a minha fazenda, cumpro a minha parte, e
sorriso de quem esperava exatamente essa
ma que coloque tudo em risco... - ele parou, chegou mais perto, os olhos escuros queimando de seriedade - ...eu não vou ter pena. O contrato diz que eu paguei a dívida de vocês, mas também diz que se qualquer condição for quebrada, o valor total volta a ser devido. E com juros ainda maiores. Se você me
va usando exatamente o que eu tinha medo: perder tudo, e ainda ficar
qui porque escolhi salvar o que é do meu pai, não porque tenho medo de você. Mas saiba: se eu cumprir o
medindo a minha coragem, e depois virou-se para ent
mostrar onde v
ciam valer fortunas. Tudo era silencioso, arrumado, perfeito - e frio. Subimos uma escada larga, e ele abriu a porta de um quarto que era maior do que toda
o que vai acontecer: fofocas, perguntas, desconfianças. E nós não podemos ter isso. Mas não se assuste: eu não chego perto de mais do que o necessário, não toco em
sa, e repetiu,
o você estiver dentro das regras. Se sair, a dívida
m. Ele era duro, era calculista, usava o acordo como arma. Mas ao mesmo tempo, eu via nele o mesmo tipo de h
seca. - Agora pode ir.
eu meia-volta e fechou a p
tinha construído com trabalho duro e mão firme. Vi o quanto ele era poderoso, o quanto ele controlava tudo ao seu redor. E vi também o tamanho do desafio que eu tinha pela
dono da minha dívida, o homem que me tinha comprado com um contrato. E que, se eu quisesse sobreviver aqui, se e
rte, e repeti para mim mesma, como uma promessa: Eu
eçado de verdade.
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