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Liebling: O Acordo de uma Semana

Liebling: O Acordo de uma Semana

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Capítulo 1 A Presa

Palavras: 2015    |    Lançado em: 20/06/2026

, Le M

o/2023,

o denso, com batidas que não se ouve, se sente no plexo solar. M

o Le Masque consegue esconder. Ajusto a minha máscara de cetim preto. Ela me dá o anonimat

luxúria contida. Mas meus olhos, treinados para detectar o qu

ssuindo aquela

dá vontade de passar os dedos ali e puxar, só para ver se e

vas e o decote em V é um convite perigoso, mas são as costas nuas, descendo

ção que se move com uma cadência que me faz esquecer como se respira. É

e um sorriso cínico que a máscara esconde. Vejo um idiota tentar

a. Gost

izer "não", porque torna o

lhares. E é exatamente essa independência que me irrita e

o tempo dela de dançar sozinha acabou. Afasto a máscara apenas para ajusta

da

estou saboreando o mo

ejo estalar como eletricidade. Ela ainda não me viu, mas eu já decidi: h

nto a outra repousa no bolso da calça do meu terno sob medida. A máscara de cetim aperta

tinto, desequilibra a ordem desse salão. As lantejoulas desenham a curva da sua bunda

ão recua como uma vítima; ela se esquiva como uma predadora que não quer ser incomodada. O modo como ma

evi

Eu não me movo. Não recuo para as sombras. Deixo que ela sinta o peso do meu escrutínio. Quero que ela saiba que

a vi. Sua respiração parece mais pesada agora, o peito subindo e descendo sob o decote profundo, e eu me pego acendendo por de

ra fora da proteção da coluna. O som do meu sapato de couro no chão de mármore é engolido p

o me

r

meu corpo invada o seu espaço pessoal, mas sem tocar. O cheiro da s

a sua atenção", digo, minha voz saindo baixa, um barítono que vibra rente ao seu ouvido, cor

linha da sua mandíbula. Estou esperando. Quero ver se ela vai fugir, se vai

espelho ou saiu natural?", ela diz e simplesmen

, e mesmo oculto pela máscara, meus olhos não esc

enquanto ela continua a se mover, mas a indiferença é o comb

costas nuas, e o desejo de passar a língua por aquela curva pecaminosa me atinge como um soco no estômago. Mantenho as mãos nos bolsos, ma

ase fundindo-se à batida grave da música. "O espelho é para os narcisistas. Eu prefiro observar o real. E o que eu vejo aqui é uma mulhe

a respiração atinja a pele sensível logo abaixo da sua orelha, onde o cab

ver como você tenta manter o controle enquanto eu invado o seu espaço. Mas cui

ulheres da Renânia que baixam os olhos diante do meu sobrenome. Ela é o caos em lantejoulas pra

com a pist

carrega mais desdém do que qualquer insulto direto. O modo como seus quadris balançam sob o brilho pratea

a petu

le, para mim, é um vício, e ela acabou de chutar a porta da minha zona de conforto. Sigo seus passos, mantendo uma di

maioria das pessoas consideraria intimidante. Não me sento. Fico de pé,

ém com essa postura de quem é dona do mundo escolhesse algo com mais personalidade. Ou t

iar os olhos dela por um segundo sequer. Analiso a forma como segura o copo, a força nos

ue você está tentando esconder atrás desse seu ar de superi

do à hortelã da bebida, e isso me irrita profunda

deixar sem palavras?", observo o modo ela pega o copo de drink e como seus lábios envolvem o canudo, a sucção lev

ente para me enquadrar na sua visão,

esafio? Desculpe

r é um insulto delici

onstatação de que encontrei exatamente o que não sab

mente a lateral do seu braço. Sinto o calor que emana de

ha voz descendo um tom, tornando-se uma vibração grave que sei que ela sente na pele. "E sim, foi um desafio. Mas se você não percebeu,

seu copo, mas sem tocá-la. Meus o

o que parece queimar

audácia calculada, toco a base do seu pescoço por apenas um segundo, sentindo a batida acelerada do seu sangue con

so de segurar seu queixo e forçá-la a en

é onde vai a minha paciência? Porque eu garanto... eu tenho toda a noite,

ue ela faz, virando-se de frente para mim pela primeir

Glos

ch! - Puta

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Liebling: O Acordo de uma Semana
Liebling: O Acordo de uma Semana
“Uma professora de dança brasileira com o ritmo nas veias. Um CEO alemão implacável com o controle do mundo em suas mãos. Uma noite em Mônaco onde todas as regras são quebradas. Camila Rios é puro movimento, ritmo e o calor do Rio de Janeiro. Como professora de dança, ela está cruzando a Europa em uma turnê disputada, ensinando sua arte e deixando sua marca por onde passa. Ela tem data para voltar e sabe exatamente quem é. Mas quando uma noite em Monte Carlo a leva até as portas do Le Masque, um clube liberal ultraexclusivo, ela decide, apenas por uma noite, dançar no ritmo de um desconhecido. Ela só não esperava atrair os olhos de um predador social. Friedrich Amsberg está acostumado a ditar as regras, seja no mercado de ações de Zurique ou nos bastidores do seu império tecnológico em Düsseldorf. Alto, magnético e de uma arrogância fria e calculista, ele nunca aceita um "não". No segundo em que ele vê aquela silhueta tropical de lantejoulas prateadas desafiando seu espaço, o jogo começa. O que deveria ser apenas um encontro anônimo e passageiro se transforma em uma invasão mútua. Friedrich quer a posse total; Camila recusa-se a ser domesticada. Entre coberturas minimalistas, marcas na pele que a maquiagem não consegue esconder e juros altíssimos cobrados entre quatro paredes, eles vão descobrir que a posse é um vício perigoso. E que, no tabuleiro deles, quem tenta manter o controle é o primeiro a quebrar. Qual é o risco de se entregar ao proibido quando se está a milhares de quilômetros de casa? Ceder aos desejos mais intensos é fácil sob a ilusão do anonimato e com a certeza de que você nunca mais verá aquelas pessoas. Era para ser apenas uma noite de liberdade em Mônaco... o erro foi deixar que ela se transformasse em uma semana implacável de posse e controle em Frankfurt.”