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Liebling: O Acordo de uma Semana

Capítulo 2 A Predadora

Palavras: 2682    |    Lançado em: 20/06/2026

mi

, La R

o/2023,

surgindo por trás do trio de amigos com um sorris

em Monte Carlo começava a mergulhar no Mediterrâneo, tingindo o céu de um laranja profundo e violeta que refletia nas vidraças dos iates atraca

a adrenalina do movimento ainda pulsava sob minha pele, intensificada pelas dua

brilhando de uma excitação contida. A francesa Amélie deu um pulinho na cadeira, rindo e ajeitando os óculos. Louise, no

o-se sobre a mesa. "Lembra que eu comentei que estava saindo com o Marc, aquele produtor que c

mo algo saído de um romance de época, mas o tom d

ncês."Soa como um baile de máscaras de Ve

nos meus. "É um clube liberal. Entretenimento adulto do mais alto nível. Máscaras obrigatórias, anonimato absoluto e uma discrição q

parecendo um pouco desco

cê sabe, Leo é monogâm

ra. É sua última noite em Mônaco. Eu não quero ir sozinha e sei que os meninos não

to bagunçar meus cabelos. Olhei para Aline, minha secretária, que

ra antecipação. Faltam exatos dez dias para essa Eurotour acabar. Seis aulas, um baile, e de volta para a realidade no Rio

esto do meu espumante em um único gole, sentindo as bolhas explodirem no fundo da garganta. "Eu s

hecia bem e que geralmente precedia uma his

seja em um lugar onde o 'proibido' é apenas o ponto

჻჻჻჻჻჻჻჻჻჻჻

, Le M

o/2023,

ue sensorial. A iluminação era extremamente baixa, em tons de vermelho escuro e âmbar, projetando sombras longas pelas paredes decoradas em uma Belle Époque sombria e decadente. O cheiro de perfume caro se mistur

reação, nos estendeu uma bandeja de prata com diferentes tipos de máscaras. Peguei uma máscara de renda e senti o

a. Ali dentro, ninguém tinha nome. Ninguém tinha passado. Minha amiga se despediu com um aceno rápido as

onhecia ninguém ali. Ninguém sabia que eu era Camila Rios; ali, eu era apenas uma silhueta de lantejoula

lugar. Eu não estava intimidada. Apoiei uma das mãos na parede de textura aveludada e parei por um instante, deixando meus olhos castanhos, agora moldados pelo contorno escuro da máscara, mapearem o território. A pista de dança estav

a ser o centro das atenções quando começo a dançar, mas quando me movo no ritmo do

mulheres são um espetáculo à parte e o fato de algumas me olharem com tanto desejo faz meu estômago congelar em antecipação. Eu devo parecer uma visão tropical com meu

u o vi descer. O porte chamou minha atenção de imediato: um homem alto, muito alto, com cerca de 1,90m, de ombros largos e uma postura impecável que ostentava uma rigidez quase milita

flexo dos espelhos e pela periferia da minha visão. Vi quando ele avançou em direção ao salão, com um andar frio, calculista, ignorando a opulência de mármore e cristal ao redor como se tudo aquilo estivesse abaixo dele. Ele se encost

coisa, tentou se aproximar invadindo meu espaço com uma conversinha barata, tentando dançar perto demais. Mal olhei na cara dele; apenas mudei

r e desarmar. Qualquer outra mulher se sentiria acuada, mas eu sei exatamente o tamanho do corpão que tenho, o quanto sou

valor do prêmio que ele estava cobiçando, e se um homem como aquele, claramente acostumado a ter o

cara dourada extravagante achou que minha dança solitária era um convite. Ele se aproximou demai

nçar sozinha. Me deixa te acompanhar?" ele sussur

minha pele. "Não perca seu tempo. Eu danço muito melhor sozinha" respondi de forma seca, direta, com um gesto firme de mão que o disp

o as lantejoulas desenharem a curva do meu quadril a cada passo lateral. Joguei a cabeça para trás, sentindo o suor colar algumas mechas do m

mesa. O som dos sapatos de couro dele no mármore foi abafado pelo g

po dele colou no meu espaço pessoal. O perfume dele, algo importado, amadeirado, forte e sofisticado, se misturou ao ca

voz dele ecoou em inglês, um barítono baixo, rouco e firme, que vibrou rente ao meu ouvido, cortando a músi

iferença controlada. Só então girei o corpo devagar, ficando de frente para os seus 1,90m, obrigando meu pescoço a inclinar levemente para encarar a imensi

ensaiando na frente do e

a mesma facilidade com que descartei o outro e saí dançando em direção ao lado oposto da pista, deixando o pe

ural quanto a sua necessidade de fingir que a minha presença não te afeta" ele disparou, a voz carregada daquela arrogância pesada, mas absurdamente magnética. "O espelho é para os narcisistas. E

se culpar o ar-condicionado do clube, eu sabia exatamente o que era. Aquele gr

ainda mais, invadindo meu espaço pessoal com uma audáci

ntinue dançando" ele provocou, o tom descendo para uma autoridade sombria, quase uma ordem sussurrada na minha nuca. "Adoro ver como você ten

endi o jogo dele no mesmo segundo. Aquele olhar de predador, aquela postura de quem comanda e dita regras, era a assinatura de um homem que esperava que eu fizesse uma de duas

le não tinha a menor

de passagem e onde não tenho motivos para voltar tão cedo. Eu estava livre de amarras, de reputações, de expectativas. E a verdade

ar para me deixar sozinha com a pista, meu corpo respondeu no puro instinto da dança. Girei os quadris de forma lenta, deixando que o tecido líquido do me

ueria ver até onde aquele gringo durão estava disposto a ir antes de quebrar aquela cas

com a pist

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Liebling: O Acordo de uma Semana
Liebling: O Acordo de uma Semana
“Uma semana em Frankfurt. Esse era o limite da aventura. Camila Rios, uma professora de dança brasileira em turnê pela Europa, encontrou no Le Masque em Mônaco a chance de explorar seus desejos. Longe de casa e dona de suas escolhas, ela não hesita quando os olhos frios de Friedrich von Amsberg cruzam os seus. Bilionário do setor de tecnologia, Friedrich está acostumado a conduzir cada passo de seus encontros, mas depara-se com uma mulher que entra na experiência por vontade própria e com desejos muito claros. A atração explode em uma química movida por provocações e confiança. Porém, as regras dessa intimidade têm uma fronteira. Friedrich descobre que a entrega de Camila não lhe concede autoridade para decidir por ela. Enquanto ela prepara o retorno ao Brasil, sentindo o peso e a dificuldade de encerrar aquela convivência, o "Imperador de Gelo" confronta sua própria vulnerabilidade: ele não está pronto para o fim. O que acontece quando o homem que controla tudo deseja a única coisa que não pode exigir?”