mi
, La R
o/2023,
surgindo por trás do trio de amigos com um sorris
em Monte Carlo começava a mergulhar no Mediterrâneo, tingindo o céu de um laranja profundo e violeta que refletia nas vidraças dos iates atraca
a adrenalina do movimento ainda pulsava sob minha pele, intensificada pelas dua
brilhando de uma excitação contida. A francesa Amélie deu um pulinho na cadeira, rindo e ajeitando os óculos. Louise, no
o-se sobre a mesa. "Lembra que eu comentei que estava saindo com o Marc, aquele produtor que c
mo algo saído de um romance de época, mas o tom d
ncês."Soa como um baile de máscaras de Ve
nos meus. "É um clube liberal. Entretenimento adulto do mais alto nível. Máscaras obrigatórias, anonimato absoluto e uma discrição q
parecendo um pouco desco
cê sabe, Leo é monogâm
ra. É sua última noite em Mônaco. Eu não quero ir sozinha e sei que os meninos não
to bagunçar meus cabelos. Olhei para Aline, minha secretária, que
ra antecipação. Faltam exatos dez dias para essa Eurotour acabar. Seis aulas, um baile, e de volta para a realidade no Rio
esto do meu espumante em um único gole, sentindo as bolhas explodirem no fundo da garganta. "Eu s
hecia bem e que geralmente precedia uma his
seja em um lugar onde o 'proibido' é apenas o ponto
჻჻჻჻჻჻჻჻჻჻჻
, Le M
o/2023,
ue sensorial. A iluminação era extremamente baixa, em tons de vermelho escuro e âmbar, projetando sombras longas pelas paredes decoradas em uma Belle Époque sombria e decadente. O cheiro de perfume caro se mistur
reação, nos estendeu uma bandeja de prata com diferentes tipos de máscaras. Peguei uma máscara de renda e senti o
a. Ali dentro, ninguém tinha nome. Ninguém tinha passado. Minha amiga se despediu com um aceno rápido as
onhecia ninguém ali. Ninguém sabia que eu era Camila Rios; ali, eu era apenas uma silhueta de lantejoula
lugar. Eu não estava intimidada. Apoiei uma das mãos na parede de textura aveludada e parei por um instante, deixando meus olhos castanhos, agora moldados pelo contorno escuro da máscara, mapearem o território. A pista de dança estav
a ser o centro das atenções quando começo a dançar, mas quando me movo no ritmo do
mulheres são um espetáculo à parte e o fato de algumas me olharem com tanto desejo faz meu estômago congelar em antecipação. Eu devo parecer uma visão tropical com meu
u o vi descer. O porte chamou minha atenção de imediato: um homem alto, muito alto, com cerca de 1,90m, de ombros largos e uma postura impecável que ostentava uma rigidez quase militaflexo dos espelhos e pela periferia da minha visão. Vi quando ele avançou em direção ao salão, com um andar frio, calculista, ignorando a opulência de mármore e cristal ao redor como se tudo aquilo estivesse abaixo dele. Ele se encost
coisa, tentou se aproximar invadindo meu espaço com uma conversinha barata, tentando dançar perto demais. Mal olhei na cara dele; apenas mudei
r e desarmar. Qualquer outra mulher se sentiria acuada, mas eu sei exatamente o tamanho do corpão que tenho, o quanto sou
valor do prêmio que ele estava cobiçando, e se um homem como aquele, claramente acostumado a ter o
cara dourada extravagante achou que minha dança solitária era um convite. Ele se aproximou demai
nçar sozinha. Me deixa te acompanhar?" ele sussur
minha pele. "Não perca seu tempo. Eu danço muito melhor sozinha" respondi de forma seca, direta, com um gesto firme de mão que o disp
o as lantejoulas desenharem a curva do meu quadril a cada passo lateral. Joguei a cabeça para trás, sentindo o suor colar algumas mechas do m
mesa. O som dos sapatos de couro dele no mármore foi abafado pelo g
po dele colou no meu espaço pessoal. O perfume dele, algo importado, amadeirado, forte e sofisticado, se misturou ao ca
voz dele ecoou em inglês, um barítono baixo, rouco e firme, que vibrou rente ao meu ouvido, cortando a músi
iferença controlada. Só então girei o corpo devagar, ficando de frente para os seus 1,90m, obrigando meu pescoço a inclinar levemente para encarar a imensi
ensaiando na frente do e
a mesma facilidade com que descartei o outro e saí dançando em direção ao lado oposto da pista, deixando o pe
ural quanto a sua necessidade de fingir que a minha presença não te afeta" ele disparou, a voz carregada daquela arrogância pesada, mas absurdamente magnética. "O espelho é para os narcisistas. E
se culpar o ar-condicionado do clube, eu sabia exatamente o que era. Aquele gr
ainda mais, invadindo meu espaço pessoal com uma audáci
ntinue dançando" ele provocou, o tom descendo para uma autoridade sombria, quase uma ordem sussurrada na minha nuca. "Adoro ver como você ten
endi o jogo dele no mesmo segundo. Aquele olhar de predador, aquela postura de quem comanda e dita regras, era a assinatura de um homem que esperava que eu fizesse uma de duas
le não tinha a menor
de passagem e onde não tenho motivos para voltar tão cedo. Eu estava livre de amarras, de reputações, de expectativas. E a verdade
ar para me deixar sozinha com a pista, meu corpo respondeu no puro instinto da dança. Girei os quadris de forma lenta, deixando que o tecido líquido do me
ueria ver até onde aquele gringo durão estava disposto a ir antes de quebrar aquela cas
com a pist
/0/19626/coverbig.jpg?v=ed56e45c06ea1605497c361c1b602275&imageMogr2/format/webp)