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Cativa do Pecado

Capítulo 3 2

Palavras: 2254    |    Lançado em: 15/07/2026

RIE

. Desligaram câmeras, manipularam sensores, alteraram a temperatura ambiente para comprome

icadeza quase artesanal, descida ágil e retirada épic

diava admitir isso,

, por si só, já bastava para me irritar. Aproxime

ena de crime. Não deveria estar aqui

pelo ar como seda sob luz dourada. Os olhos cor de mel encontraram os meus, não co

ão em tom terracota moldava seu corpo com precisão quase indecente, caindo em linhas longas que al

para entregar. A cintura era marcada por um cinto largo dourado, metálico, que capturava o olha

calça de pernas amplas descia até os tornozelos, criando movimento e impo

, pulseiras, refletiam a luz como extensões natur

o oposto

vidamente autorizada. - disse ela, com uma voz cl

o crachá pr

os lidando com obras de arte. Todo cuidado é pouco. Um suor excessiv

contrair dentro de mim, ela sustentou meu

situações. Mas ali, sob a luz fria do museu, sent

, expansivo, impossível de ignorar. E, pela primeira vez naquela noite, tive a descon

sorriso que não era cortesia nem provocação gratuita, era cálculo. Co

Minha voz saiu mais dura do que eu p

era, a enviada da seguradora. O que não fazia sen

a as

naturalidade perigosa. - Pelo visto,

ão entre os dedos com uma firmeza tranquila, segura demais para ser casual. Elevou-a lentamente até os l

como uma descarga lenta, insistente. Não era apenas o toque. Era a intenção por trás dele. O

a mão, e naquele instante compreendi, com um desconforto quase

ontra toda a minha disciplina, meu co

vidade que não enganava ninguém - serei sua parcei

o com uma delicadeza calculada demais para ser inocente, como se

- respondi, a raiva

tímetros de mim, invadindo meu espaço com uma naturalidade insolente. Inclinou o rosto, e senti a respiração quente roçar meu pescoço ante

o irrestrito a tudo o que for necessário - murmurou. - O gove

pausa míni

a minha até recuperarmo

elegância insolente. Percebeu meus olhos brilhan

- respon

dos dedos e passei por baixo. Ela veio atrás, mas não para trabalhar. Sentou-se com calma excessiva, cruzou as pernas num movimen

ra que eu ouvisse, mas o suficiente para que eu sentisse. Intuição afia

eu telefone tocou

e cima. Ordens diretas. Sem margem para interpretação. Tratar a

olhar, Beatrice me observava como quem assiste ao desabrochar exato de uma rea

em mim para exercer do

voz cortou o ar com autoridade. Apon

se esvaziou às pressas, deixando para trás o silêncio tenso, carregado

lle? - a pergunta veio

, o decote visível demais, indecente na medida exata para provocar. O tecido revelava

aire . - co

avia gentileza al

gou, lento. - Prefere Gabrielle só quando d

, senti o impacto a

istração sua, nem objeto do seu jogo. Você é apenas uma mercenári

va que eu vinha segurando desde o primeiro ol

andar para trás sem tocar, apenas impondo presença. Imponente e calculada, antes q

a não machucar, e forte o bastante para não permitir fuga. A outra mão prendeu me

o com naturalidade indecente. O corpo próximo demais. O perfume quen

sso me inclinar e tomar seus lábios como correção. Um beijo não pedido, um lembrete

tou um pouco mais. Não força, intenção.

nha voz saiu firme por

s lábios da curva do meu pescoço. O sopro quente me atra

inho... - diss

a pele, lentos, precisos, fechei os olhos por instinto. Não por rendição, por sobrev

elas me denunciou. Praguejei em silêncio

te prendo - ameacei,

rriu d

, levando minha mão aos lábios num gesto deliberadamente íntimo. - Mas algo me diz que aq

entendi com uma clareza perturbadora. Beatrice não precisava

oz saiu baixa, vibrando de

surpresa. Apenas aquele controle infuriador, aquela certeza insol

adeza. Foi possessivo. Quente. Cheio de uma fúria que espelhava a minha. Seus lábios esmag

rem

cintura, puxando meu corpo contra o dela, enquanto a outra subiu até meu pescoço,

ter recuperado o controle, lembrado quem eu era, lembrado da parede bran

nhas mãos falharam. Em vez de afastá-la, enroscar

. Nossos lábios se chocavam e se moviam com fome, com urgência, como

ura. Foi a aproximação de passos no corredor que rasgou o

inha boca inchada, minha pele sentiu a ausência do t

os lábios com os dedos, devagar, como quem prova um vinho rar

profissional demais para combinar com o que acabara de acontecer. - No

e para que apenas eu ouv

vez. Mas sou paciente... es

ia forte demais

oïse chamou, e

tavam vermelhos demais, minha respiração irregular demais. Beatrice já se afastava, o sor

frio súbito na minha pele. Fiquei ali por um segundo a mais, tentando control

braria a única regra que sempre

erti não era apenas uma colega. Era o tipo de erro q

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Cativa do Pecado
Cativa do Pecado
“Beatrice Bianchi Lamberti vive sob a fachada impecável de investigadora de seguros. Cruza fronteiras com contratos limpos, circula entre galerias, cofres e aeroportos com a elegância calculada de quem nunca deixa rastros. Oficialmente, recupera obras de arte roubadas para grandes seguradoras. Nas sombras, decide quais peças retornam aos seus donos e quais desaparecem para sempre, revendidas no mercado negro a colecionadores que pagam fortunas pelo silêncio. Calculista, sedutora, implacável e intocável, Beatrice construiu um império invisível sustentado por mentiras elegantes, e domina o jogo porque raramente é desafiada. Tudo muda quando uma obra rara desaparece do Museu do Louvre. Enviada à França como especialista no caso, Beatrice usa sua rede de contatos para integrar oficialmente a força-tarefa. No submundo, é conhecida como Rainha de Espadas, não por seguir a lei, mas por compreender que ela é apenas mais uma carta no baralho. Ela aprendeu cedo que o crime organizado não teme a polícia apenas a manipula. Ao cruzar o caminho da Comissária Gabrielle De La Fontaine, Beatrice entra em território hostil. Antes mesmo do primeiro toque, já está marcada. pelo ódio contido, pelo desejo incontrolável, pelo olhar que promete guerra e algo perigosamente mais íntimo. O que deveria ser uma investigação de resolução rápida torna-se um jogo obscuro de poder e provocação. Cada pista revela não apenas o rastro do ladrão, mas a tensão crescente entre caçadora e predadora, embora, em certos momentos, seja impossível distinguir quem ocupa qual papel. Beatrice não se contenta em vencer, ela observa, invade, provoca. Impõe presença, controle e desejo com a mesma frieza com que negocia obras roubadas. Gabrielle resiste à manipulação, às mentiras, e à atração que ameaça desarmá-la por dentro. O atrito é imediato. Olhares afiados. Silêncios carregados. Confrontos que queimam sob a superfície profissional. À medida que a investigação se aprofunda, o desejo entre elas torna-se inevitável, intenso, proibido e perigoso. Cada toque é uma ameaça. Cada segredo, uma arma. Entre corredores dourados, noites parisienses e leilões clandestinos, lealdade e traição se entrelaçam enquanto a linha entre justiça e crime se dissolve. Quando a verdade finalmente vier à tona, não será apenas a arte que estará em risco, mas tudo o que arde entre elas. Porque, no fim, ambas precisarão escolher. a lei, o crime... ou uma paixão capaz de destruir tudo. Prepare-se para um romance sáfico, sensual e implacável, onde amar pode ser o golpe mais arriscado de todos.”