RIE
. Desligaram câmeras, manipularam sensores, alteraram a temperatura ambiente para comprome
icadeza quase artesanal, descida ágil e retirada épic
diava admitir isso,
, por si só, já bastava para me irritar. Aproxime
ena de crime. Não deveria estar aqui
pelo ar como seda sob luz dourada. Os olhos cor de mel encontraram os meus, não co
ão em tom terracota moldava seu corpo com precisão quase indecente, caindo em linhas longas que al
para entregar. A cintura era marcada por um cinto largo dourado, metálico, que capturava o olha
calça de pernas amplas descia até os tornozelos, criando movimento e impo
, pulseiras, refletiam a luz como extensões natur
o oposto
vidamente autorizada. - disse ela, com uma voz cl
o crachá pr
os lidando com obras de arte. Todo cuidado é pouco. Um suor excessiv
contrair dentro de mim, ela sustentou meu
situações. Mas ali, sob a luz fria do museu, sent
, expansivo, impossível de ignorar. E, pela primeira vez naquela noite, tive a descon
sorriso que não era cortesia nem provocação gratuita, era cálculo. Co
Minha voz saiu mais dura do que eu p
era, a enviada da seguradora. O que não fazia sen
a as
naturalidade perigosa. - Pelo visto,
ão entre os dedos com uma firmeza tranquila, segura demais para ser casual. Elevou-a lentamente até os l
como uma descarga lenta, insistente. Não era apenas o toque. Era a intenção por trás dele. O
a mão, e naquele instante compreendi, com um desconforto quase
ontra toda a minha disciplina, meu co
vidade que não enganava ninguém - serei sua parcei
o com uma delicadeza calculada demais para ser inocente, como se
- respondi, a raiva
tímetros de mim, invadindo meu espaço com uma naturalidade insolente. Inclinou o rosto, e senti a respiração quente roçar meu pescoço ante
o irrestrito a tudo o que for necessário - murmurou. - O gove
pausa míni
a minha até recuperarmo
elegância insolente. Percebeu meus olhos brilhan
- respon
dos dedos e passei por baixo. Ela veio atrás, mas não para trabalhar. Sentou-se com calma excessiva, cruzou as pernas num movimen
ra que eu ouvisse, mas o suficiente para que eu sentisse. Intuição afia
eu telefone tocou
e cima. Ordens diretas. Sem margem para interpretação. Tratar a
olhar, Beatrice me observava como quem assiste ao desabrochar exato de uma rea
em mim para exercer do
voz cortou o ar com autoridade. Apon
se esvaziou às pressas, deixando para trás o silêncio tenso, carregado
lle? - a pergunta veio
, o decote visível demais, indecente na medida exata para provocar. O tecido revelava
aire . - co
avia gentileza al
gou, lento. - Prefere Gabrielle só quando d
, senti o impacto a
istração sua, nem objeto do seu jogo. Você é apenas uma mercenári
va que eu vinha segurando desde o primeiro ol
andar para trás sem tocar, apenas impondo presença. Imponente e calculada, antes q
a não machucar, e forte o bastante para não permitir fuga. A outra mão prendeu me
o com naturalidade indecente. O corpo próximo demais. O perfume quen
sso me inclinar e tomar seus lábios como correção. Um beijo não pedido, um lembrete
tou um pouco mais. Não força, intenção.
nha voz saiu firme por
s lábios da curva do meu pescoço. O sopro quente me atra
inho... - diss
a pele, lentos, precisos, fechei os olhos por instinto. Não por rendição, por sobrev
elas me denunciou. Praguejei em silêncio
te prendo - ameacei,
rriu d
, levando minha mão aos lábios num gesto deliberadamente íntimo. - Mas algo me diz que aq
entendi com uma clareza perturbadora. Beatrice não precisava
oz saiu baixa, vibrando de
surpresa. Apenas aquele controle infuriador, aquela certeza insol
adeza. Foi possessivo. Quente. Cheio de uma fúria que espelhava a minha. Seus lábios esmag
rem
cintura, puxando meu corpo contra o dela, enquanto a outra subiu até meu pescoço,
ter recuperado o controle, lembrado quem eu era, lembrado da parede bran
nhas mãos falharam. Em vez de afastá-la, enroscar
. Nossos lábios se chocavam e se moviam com fome, com urgência, como
ura. Foi a aproximação de passos no corredor que rasgou o
inha boca inchada, minha pele sentiu a ausência do t
os lábios com os dedos, devagar, como quem prova um vinho rar
profissional demais para combinar com o que acabara de acontecer. - No
e para que apenas eu ouv
vez. Mas sou paciente... es
ia forte demais
oïse chamou, e
tavam vermelhos demais, minha respiração irregular demais. Beatrice já se afastava, o sor
frio súbito na minha pele. Fiquei ali por um segundo a mais, tentando control
braria a única regra que sempre
erti não era apenas uma colega. Era o tipo de erro q
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