e eu estava lig
om os dedos apertados ao redor do celular e o olhar preso no carro preto que deslizava pela avenida logo ao lado deles. O veículo era sil
a chamou, olhando pelo re
nário mais temido do país estava ao telefone com ela, seguindo
carro - e
Aq
Ag
foi delicioso. Ela abriu a porta antes mesmo de o táxi parar completamente, enfiou algumas notas na mão do motorista e saiu apressada, sem esperar o troco. O sal
to, impecável, caro de um jeito quase ofensivo. Depois, a calça social perfeitamente ajustada, o palet
ndro D
de encará-lo pessoalmente. Ele era alto. Muito alto. O tipo de homem que não precisava levantar a voz para ocupar uma rua inteira. O cabelo escuro estava alinhado com precisão, mas havia algo de
va o chão em intervalos ritmados e calculado
perseguir mulheres que não querem se ca
Quase. - Você é muitas coisas, Aurora. "E
olhos. - Não finj
heço o s
uelas que obedecem a homem rico
oveu de verdade. Um sorriso mínimo,
me discreto e absurdamente caro que chegou até ela quando ele parou a poucos passos de distância. Madeira escura.
sentenciou, girando nos
um bote: - Sua mãe ainda es
eceu inclinar sob seus pés. Lentamente
s. Internada há oito meses. Tratamento neurológico, fisioterapia três ve
urora gelou.
estômago antes mesmo de ele terminar. - Casa de repouso
duas passadas furiosas. - Quem diabos você
lterada. - Um homem que não entra em uma
o seu campo
e íntimo. - Você é o motivo pelo qu
a profunda como ele a olhava, como se enxergasse muito mais do que ela permitia que as pessoas vissem. Como se, num piscar de olhos, ele tivesse atraves
nte grosseiro, parente desesperado, chefe abusivo, e ainda chego em casa para cuidar da minha mãe quando consigo tirá-la da internação por algumas parcas horas. Pago
ncio avaliativo. - Eu não
tá,
você já teria ent
da amarga e incrédula.
u pr
ocê é ar
amb
gar. Homens como Alessandro De Luca nunca negavam seus
m você - Aurora repetiu,
abeça, como se estivesse testando
ão
Va
ão manda
nda
. Aurora sentiu o coração bater mais
ssim com toda
o próprio destino no ba
ê é l
uvi is
ia ouvi
tendeu, tomada por uma raiva impotente, por que tantas mulheres se perderiam de bom grado por um homem assim. Ele era um perigo, mas um perigo bonito. Um perigo
ta escapou antes que ela
eles: buzinas, passos, vozes cruzadas, motores acelerando. Mas, naquele p
família me de
mínimo humor. -
pod
Problema
ero uma mulh
tageada? Nossa,
ureceram imediata
m o
ente. Aurora obrigou suas pernas
adora. - Ela costuma piorar
e. Mas Aurora viu e sentiu com uma clareza absurda, o suficiente para
as horas - el
ara
ar ao
ão vou
lguém irá
ente! - a palavra saltou como um desafio inco
ou um cartão preto elegante. Sem pedir qualquer permissão, ele segurou a mão dela e colocou o pequeno retângulo em
isse. - Quando parar de fin
caiu no chão sujo da calçada, e a outra permaneceu esmagada entre seus dedos. Os seguranças gigantes próximos ao carro pareceram prend
or - m
a testa, conf
epcionado se você
O nome *Clínica Santa Helena* surgiu iluminando a tela e o cora
Al
sada e tensa do outro lado. -
e acon
sua
olheu de repente. -
entando estabilizá-la, mas precisamos falar
om força. *Não. Não agor
estou
ente na feição dele agora. Não era pena - homens como ele não conheciam esse sentimento -, mas algo mais quieto,
a vai levá-la
preciso
e, pr
isse q
lhar para trás. Imediatamente, ouviu o baque da bengal
uro
inuou ma
uro
o entediado! Minha mãe está doente. Minha avó depende de mim. Eu tenho trabalho amanhã às sete da manhã, tenho contas vencidas, aluguel atrasado e
ra fria ou arrogante. Estava sério, como se cada palavra desesperada dela t
- ele instruiu
Nã
a à clínica em ex
go outr
tá travado na a
esto do mundo. Ela puxou o ar com força, pensando na mãe. Na ligação. Na voz trêmula da enfermeira. Pensou na mensalidade atrasada e no armário de remédios quase v
a cedeu, derrotada. -
da porta traseira do ca
de entrar. - Por que você
ferro rachou. Só um pouco; apenas o suficiente para que ela visse alguma cois
que j
á o tivesse
spiração prender na garganta, esperando uma resposta, mas Alessandro se l
En
ão perto demais, mas perto o suficiente para que sua simples presença parecesse sugar todo o oxigênio do ambiente. Quand
ietude. - Seu chefe se
ar, espantada. - Você p
ufici
veria me
eve
eco. - Pelo meno
a mentira não
acreditar no que ouvia. - Você é o hom
não me c
como uma promessa letal. Ela desv
ido. Quando Aurora abriu a tela, todo o ar saiu de seus pulmões. Era uma foto sua. Dela mesma, de pé na frente do h
odia se casar com outro
u instantaneamente. Uma segunda
minha,
percebeu a mudança corporal brusca de
uem
desespero e encolheu
irme - sobre a dela. Não apertou para machucar, mas exerce
uro
da sua
vazios e absurdamente mais letais. - Quando alguém
ervoso. - Eu nã
nda
Dessa vez, a mensagem carregava uma foto da faixada da Cl
rto dela do que
peratura dentro do carro pareceu cair abaixo de zero em questão de segundos. O rosto dele não demonstrou surpresa e, muito menos, medo. Havia apenas uma calma terrível. Aquel
de a
o absoluto. - O quê? Não!
virou para ela. -
você está
a vez desde que se encontraram naquela rua, Aurora viu o verdadeiro Rei de Ferro. Não o homem polido, nã
de ele não poderá tocar
e lu
har aterrorizado dela c
lar qualquer protesto, uma nova notificação apitou na tela do aparelho. Mas, d
mãe será transferida hoje. Aless
ntinuava em movimento suave, os pneus deslizando no asfalto enquanto a cidade passava borrada pel
prou a clínic
Apenas continuou a encará-la, respondendo com
que não est
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