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DESEJOS QUE NÃO PEDEM PERMISSÃO

Capítulo 5 A namorada

Palavras: 1472    |    Lançado em: 31/07/2026

a

ixando o titio em paz. Vi ele sair sozinho, sem mulher nenhuma pendurada no braço, e me senti vitoriosa. Pequena vitór

ia cometer. Mas eu também era paciente. E teimosa. E o que eu queria, eu conseguia. Kevin Dumont ia se

pois eu estav

ado contra a coxa. Ele me viu nua duas vezes: uma quando a toalha escorregou de propósito, outra quando eu "esqueci" de trancar a porta do banheiro. Nas cinco vezes o ar ficou

e bolo para o resto. Eu escolhi um vestido preto curto, costas nuas, decote profundo o bastante para fazer qualquer homem engolir

va um pouco, mas o olho não saía da porta. Kevin demorava. O relógio andava e o peito aperta

preta, calça jeans escura, cabelo penteado para trás, barba por fazer. Pedrão ao lado, sor

po

aniversário. A raiva subiu quente, amarga, quase doendo na garganta.

rda é es

e mel se abrindo de surpresa. Pedrão se adiantou rápido, m

qui. Depois vocês resolvem.

raiva só pela metade. Meu pai apar

gou, irmão. Pense

edrão. O olhar curioso

é essa

lhar dele me encontrou por u

lena. Minh

pai apertou a mão dela, minha mãe a abraçou. Elena sor

ka. Seu tio fal

tocar nela. Sem abraço.

a. Fiquem

pletou, a voz

le é daqueles protetores que ainda não percebeu que a s

evin e soltei u

es eu acho qu

o jardim, sentei num banquinho escuro e abri o presente com dedos

u apertei o urso até as unhas entrarem no teci

ei entre dentes. -

meus amigos, forçando o sorriso, forçando a alegria. Mas a cada dois minutos meu olhar escapava para a mesa dele. E toda vez que eu o

subia um pouco a cada movimento. Eu rebolava de propósito, o olhar preso no dele. Vi o desconforto crescer. Ele se remexia na cadeira, aper

vestido colado ao corpo suado. Segui o corredor estreito que levava aos banheiros masculinos. O salto ecoava. Eu estava

colado no meu. Uma mão no meu pulso, acima da cabeça. A outra na minha cintura, os dedos apertando a pele nua das

tos de raiva e de outra coisa q

stá fazendo? - a voz sai

ito dele. O volume duro da calça jeans pressionava minha barri

, titio. Ou agora dançar tamb

do quadril. Eu arquejei. O som saiu sem eu querer. Kevin fechou os olhos por um segu

ika. Você não sabe

- E você também sabe. Por isso trouxe a Vacalena. Por isso me deu um ursinho de p

ar os meus contra a parede. O polegar dele roçou a parte de dentro do meu pulso, sentindo o batimento acelerado. Eu levantei o queixo. Nossas

o importava. Só o corpo dele me prendendo na parede, o pau duro pressionando minha barriga, a respir

ça. Os lábios quase t

a tremeu com u

z de Elena ecoou do corr

ar frio invadiu o espaço que ele deixou. Eu fiquei colada na parede, o peito arfando, os

stura de fome, raiva e medo. Depois virou o rosto, destrancou a porta e saiu sem dizer uma palavra, deixando-me so

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DESEJOS QUE NÃO PEDEM PERMISSÃO
DESEJOS QUE NÃO PEDEM PERMISSÃO
“Entre encontros que ninguém planejou e desejos que se recusam a obedecer, este box de contos revela casais que se descobrem no instante em que o destino decide brincar. Há ela: mulher de olhar afiado, rotina impecável e corpo que há tempos não se deixa tocar de verdade. E ele: homem de silêncios densos, mãos firmes e uma presença que invade o espaço como se sempre tivesse pertencido ali. Eles não se conheciam. Não deveriam se encontrar. Mas uma noite qualquer - um elevador travado, um bar quase vazio, um erro de endereço - coloca os dois no mesmo pedaço de escuridão. O ar muda. Os olhares se cruzam e não soltam. Ele se aproxima sem pedir permissão, a voz baixa roçando a orelha dela: - Você também sente isso? Ela não responde com palavras. Apenas gira o corpo, prende a gravata dele entre os dedos e o puxa até a boca colidir com a dela. O beijo é voraz, urgente, quase violento de tanta necessidade reprimida. As mãos dele sobem pela cintura dela, apertam, exploram. O corpo dela responde antes da razão, arqueando-se contra o dele, entregando-se ao calor que sobe rápido demais. É só o começo. Nas páginas que seguem, outros casais se encontram da mesma forma: de repente, sem aviso, com atração tão intensa que desafia lógica, orgulho e destino. Histórias curtas, densas e irresistíveis que prendem desde a primeira linha e não soltam até a última. Permita-se mergulhar. Descubra até onde o desejo pode levar quando duas pessoas param de fingir que conseguem resistir.”