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MESTRE DO MORRO

MESTRE DO MORRO

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Capítulo 1 LOUIS SEAGAL

Palavras: 1058    |    Lançado em: 05/08/2026

Janeiro

mim que os anos de guerra tinham engolido, mas o ar quente e o cheiro de pólvora velha me lembraram, já no pri

ertou no rosto assim que saí do terminal. Maresia, diesel, suor e fritura de comida de rua invadiram os pulmões e, por um segundo, me senti outra vez com dezoito anos, a mesma idade em que tinha subido aquela ladeira pela última vez com uma mala de plástico e o coração

r direto pro morro. Ele me olhou pelo ret

e tá brabo hoje. Tiroteio onte

Eu sei exatamente on

em viveu o inferno reconhece faziam o resto do trabalho. O carro subiu as ruas estreitas. Casas grudadas umas nas outras, fios elétricos enrolados como cobras nos postes, crianças descalças correndo entre poças de esgo

tas. O Morro do Coiote estava igual ao que eu lembrava, só que pior. As vielas apertadas, o cheiro de esgoto aberto misturado com maconha e churrasco de l

uem é esse

s para aqueles becos, dava pinta de gringo, de forasteiro, de alguém que não pertencia mais. Uma senhora na janela fez o sinal da c

render a tocar o berimbau que minha mãe me deu. Nada, absolutamente nada, me preparou para o que vi quando pisei de novo naquela ladeira. O asfalto rachado, as casas subindo a favela ainda mais apertadas, como se lutassem por espaço para respirar. O som distante do funk misturado com grito de criança, latido

passo ecoava memórias: a saída da escola, a mão da minha mãe me puxando pela ladeira, o cheiro de feijão e café que saía da nossa casa de madeira. Tudo aquilo tinha virado cinza quando ela morreu. A notícia chegou por me

prédio estava destruído. Paredes rabiscadas com pichações de gangues, janelas quebradas, parte do telhado caído. O pátio que um dia foi pintado de verde agora era terra batida misturada com lixo e cacos de vi

P

nde outrora eu carregava a pistola. O coração disparou, a visão estreito, o suor frio escorreu pela nuca. O cheiro de pólvora fresca misturou-se ao de esgoto e maconha. Alguém gritou ma

mais em zona

es

to eu ouvia o segundo tiro e sentia o joel

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MESTRE DO MORRO
MESTRE DO MORRO
“Louis Seagal, ex-soldado das Forças Especiais americanas e homem marcado por cicatrizes físicas e emocionais, retorna ao Rio de Janeiro após anos de guerra no exterior. Filho de uma brasileira e de um militar americano, ele carrega no sangue a ginga da capoeira herdada da mãe e a disciplina implacável aprendida nos campos de batalha. O que encontra no Morro do Coiote é pior do que qualquer zona de conflito: o colégio onde estudou agora é território do tráfico, os alunos estão perdidos na violência e a comunidade vive refém do medo constante. Mestre de capoeira por herança materna, Louis decide transformar os piores alunos da escola em guerreiros de disciplina e respeito. O que começa como um projeto humilde logo se torna uma revolução silenciosa no morro. Seu sucesso, porém, atrai a fúria de Silverio Oliveiras, o impiedoso traficante e mestre de artes marciais que domina o território com punho de ferro e sangue. Entre a roda de capoeira e o fogo cruzado, Louis conhece Helena Costa, a professora obstinada e mãe solo que nunca desistiu dos alunos, mesmo quando o sistema e o crime tentaram quebrá-la. Uma noite, após treinar os meninos sob a chuva fina do morro, Louis a encontra sozinha na sala de aula vazia. O suor escorria pelo peito dele; o olhar dela, cansado e desafiador, o prendeu. Sem palavras, ela tocou a cicatriz em seu ombro. Ele a puxou pela cintura. O beijo foi fome, alívio e perigo - uma paixão intensa e proibida que ameaça curar feridas antigas ou destruir tudo o que estão construindo. Em um morro onde amor e morte dançam juntos, Louis terá que escolher: fugir do passado ou lutar com tudo o que tem para proteger os jovens, a mulher que ama e o futuro que o Coiote merece.”