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MESTRE DO MORRO

Capítulo 2 LOUIS SEAGAL

Palavras: 1131    |    Lançado em: 05/08/2026

Janeiro

entregarem ao tráfico, mas o sangue quente escorrendo pela minha camisa e o segundo tiro passando a centímetros

enferrujado da Escola Municipal Professora Maria Clara com os olhos arregalados de pavor puro. Atrás de

á!

manchava a calça. O segundo tiro passou tão perto da minha orelha que senti o deslocamento de ar quente e o estilhaço do vidro de uma janela explodindo atrás d

tei para trás de um muro baixo de concreto rachado, usando meu próprio tronco como escudo. O cheiro metálico do sangue dele subiu forte, misturado ao de esgoto e ao pó da rua.

aixo, a voz firme que eu usava para manter soldados vivos sob fogo. M

ura de quem já matou e não treme - eu não parecia morador. Deviam ter achado que eu era polícia infiltrada ou algo pior. Aceleraram e su

ncarava ofegan

cê não é

a. Há mu

nome dele - "Pedro! Pedro!" - enquanto tentava afastar minhas mãos sujas de sangue. Eu me afastei devagar, as palmas vermelhas, o coração batendo forte no peito como nos velhos tempos de emboscada. O jo

o ia e

o baixo enquanto ela me corrigia a postura. "A capoeira não é só briga, Louis. É resistência. É vida. É não se entregar." A voz dela ainda ecoava na memória, mesmo depois da

a pequena cheia de papéis e cheiro de café velho. Quando me apresentei - Louis, ex-aluno, ex-soldado das Forças Especiais americanas, de volt

senhor quer

Para os piores. Os que ninguém mais que

escrente, e se recost

Os meninos tão perdidos. Tem crack, maconha, roubo, envolvimento com o tráfico

vazio, uma AK-47 apoiada na parede como se fosse brinquedo. O sol da tarde batia

a. Vou ensinar esses garotos a lutar de outro jeito. Com ginga, com malícia, com intelig

mpo. O silêncio pesou. Depois suspi

eu não avisei. O Silverio não vai gostar

era moleque. Eu ainda não fazia ideia de quanto aquele nome ia cus

a no peito ainda molhada, o cheiro metálico subindo a cada respiração. Caminhei devagar pela ladeira, sentindo os olhares nas minhas costas, o peso da mochila militar no ombro esquerdo, a cicatriz latejando. O

ra que eu ainda n

arou de cima de uma laje, o celular na mão apontado

um gringo alto de olho ver

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MESTRE DO MORRO
MESTRE DO MORRO
“Louis Seagal, ex-soldado das Forças Especiais americanas e homem marcado por cicatrizes físicas e emocionais, retorna ao Rio de Janeiro após anos de guerra no exterior. Filho de uma brasileira e de um militar americano, ele carrega no sangue a ginga da capoeira herdada da mãe e a disciplina implacável aprendida nos campos de batalha. O que encontra no Morro do Coiote é pior do que qualquer zona de conflito: o colégio onde estudou agora é território do tráfico, os alunos estão perdidos na violência e a comunidade vive refém do medo constante. Mestre de capoeira por herança materna, Louis decide transformar os piores alunos da escola em guerreiros de disciplina e respeito. O que começa como um projeto humilde logo se torna uma revolução silenciosa no morro. Seu sucesso, porém, atrai a fúria de Silverio Oliveiras, o impiedoso traficante e mestre de artes marciais que domina o território com punho de ferro e sangue. Entre a roda de capoeira e o fogo cruzado, Louis conhece Helena Costa, a professora obstinada e mãe solo que nunca desistiu dos alunos, mesmo quando o sistema e o crime tentaram quebrá-la. Uma noite, após treinar os meninos sob a chuva fina do morro, Louis a encontra sozinha na sala de aula vazia. O suor escorria pelo peito dele; o olhar dela, cansado e desafiador, o prendeu. Sem palavras, ela tocou a cicatriz em seu ombro. Ele a puxou pela cintura. O beijo foi fome, alívio e perigo - uma paixão intensa e proibida que ameaça curar feridas antigas ou destruir tudo o que estão construindo. Em um morro onde amor e morte dançam juntos, Louis terá que escolher: fugir do passado ou lutar com tudo o que tem para proteger os jovens, a mulher que ama e o futuro que o Coiote merece.”