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MESTRE DO MORRO

Capítulo 3 HELENA COSTA

Palavras: 1387    |    Lançado em: 05/08/2026

o ano letivo intactos, mas a chegada daquele gringo alto de olhos verdes e cicatrizes na minha

da. Levantei os olhos, o corpo cansado depois de quatro aulas seguidas sob o calor infernal daquele fim de tarde. O cabelo cacheado, sempre rebelde, estava preso num coque improvisado que já começava a se desf

lo curto com fios brancos prematuros nas têmporas, e aqueles olhos verdes penetrantes, frios e atentos, como se tivessem olhado o diabo no fundo dos olhos e voltado para contar a história. Parecia um soldado saído de filme de

u nome, a voz cansada de sempre, o corpo encolh

o olhar daquele desconhecido. Meus dedo

novidades

cano misturado a um leve tom carioca enterrado em algum lugar distante. Os olhos verdes varreram a sala uma vez, registrando

ase debochada. Os alunos pararam de conversar e virara

ta. Essa escola tá caindo aos pedaços. As janelas estão quebradas, o teto pinga quando chove, e os meninos tão mais preocupados em a

recuando para a porta, o olhar fugin

a neles. Também não havia medo. E isso me incomodou profundamente. Homens que não demonstram medo no Morro do Coiote geralmente duram pouco. Eu já tinha visto dema

anos, corpo magro cheio de tatuagens caseiras feitas com agulha e tinta de cane

nsinar a gente a dançar, seu Louis? Tipo aquele negóci

gritando, batendo na mesa, ameaçando expulsão que nunca acontecia. Em vez disso, ele simplesmente tirou a mochila mil

. Capoeira não é brincadeira de criança. É resistência. E pelo que

ctativas, os meninos ficaram quietos. Ratão, que nunca calava a boca, só ficou olhando, a risada morrendo no canto da boca. Tiago, o menino de quinze anos que vivia faltando aula por causa de "serviço" pro

controlava o morro. Controlava os meninos. Controlava quem entrava e quem saía. Um professor de capoeira gringo, alt

o próprio Rio, que a ginga era movimento, mas também estratégia de guerra. Falou de malandragem, de enganação, de usar o corpo para sobreviver quando as armas não bastavam. Enquanto ele falava, a voz grave e constante, os alunos mais rebeldes - aqueles que eu mal cons

pertando o pano sujo até as unh

e eu não queria ouvir. O jeito como ele se posicionava, sempre de lado para a porta, nunca de costas completamente expostas. A calma que não era paz, mas vigilância. Ele não era só um gringo qualqu

ação acelerado, o mesmo batimento que vinha sempre que algo ameaçava o frágil equilíbrio da escola. Eu amava aqueles meninos, mesmo os piores. E

egundo, só um segundo, algo passou entre nós - reconhecimento, talvez, ou o peso

Quem quiser aprender de verdade, apar

se imperceptivelmente. Larissa baixou o

scorrendo pela nuca, e senti o estômago revirar quando, lá fora, uma

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MESTRE DO MORRO
MESTRE DO MORRO
“Louis Seagal, ex-soldado das Forças Especiais americanas e homem marcado por cicatrizes físicas e emocionais, retorna ao Rio de Janeiro após anos de guerra no exterior. Filho de uma brasileira e de um militar americano, ele carrega no sangue a ginga da capoeira herdada da mãe e a disciplina implacável aprendida nos campos de batalha. O que encontra no Morro do Coiote é pior do que qualquer zona de conflito: o colégio onde estudou agora é território do tráfico, os alunos estão perdidos na violência e a comunidade vive refém do medo constante. Mestre de capoeira por herança materna, Louis decide transformar os piores alunos da escola em guerreiros de disciplina e respeito. O que começa como um projeto humilde logo se torna uma revolução silenciosa no morro. Seu sucesso, porém, atrai a fúria de Silverio Oliveiras, o impiedoso traficante e mestre de artes marciais que domina o território com punho de ferro e sangue. Entre a roda de capoeira e o fogo cruzado, Louis conhece Helena Costa, a professora obstinada e mãe solo que nunca desistiu dos alunos, mesmo quando o sistema e o crime tentaram quebrá-la. Uma noite, após treinar os meninos sob a chuva fina do morro, Louis a encontra sozinha na sala de aula vazia. O suor escorria pelo peito dele; o olhar dela, cansado e desafiador, o prendeu. Sem palavras, ela tocou a cicatriz em seu ombro. Ele a puxou pela cintura. O beijo foi fome, alívio e perigo - uma paixão intensa e proibida que ameaça curar feridas antigas ou destruir tudo o que estão construindo. Em um morro onde amor e morte dançam juntos, Louis terá que escolher: fugir do passado ou lutar com tudo o que tem para proteger os jovens, a mulher que ama e o futuro que o Coiote merece.”