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MESTRE DO MORRO

Capítulo 4 HELENA COSTA

Palavras: 1322    |    Lançado em: 05/08/2026

antendo a vida dura mas estável de mãe solo e professora, mas o olhar verde daquele gringo cicatrizado atraves

ral como um fio elétrico e se instalou quente, pulsante, no fundo da barriga. Os olhos verdes de Louis Seagal me atravessaram como se conseguissem ver além da professora de português durona, da viúva que criava o filho sozinha há quatro anos e da mulher q

maciado por um leve tom carioca enterrado, me fez apertar as coxas sem querer. A voz grave, baix

propostas. Homens do morro, de fora, até um professor substituto que durou três semanas. Eu afastava todos. A solidão era segura. O desejo era perigo. E agora aquele gringo aparecia do nada, alto, forte, chei

as vou te avisando desde já: aqui não é brincadeira. Tem gente que não vai

, lenta, os olhos verdes sem surpresa. Como se já esperasse exatamente por aquilo. Como se já tivesse calculado o risco antes mesmo d

purrando carteiras, gritando, a energia repentina contrastando com o cansaço habitual. Eu fui atrás, de braços cruzados, tentando manter distância física e emocional. O pátio de terra batida ainda carregava

que

Deus

vessando as costelas. O abdômen marcado, os ombros largos, os braços fortes cheios de veias e marcas de quem tinha carregado peso demais por tempo demais. A pele morena clara brilhava de suor. Ele começou a gingar devagar no início, os pés deslizando na terra como se conhecessem ca

serviço", parou de olhar pro lado e concentrou o corpo inteiro na ginga. Larissa, celular esquecido no bolso, deu um passo à frente, os olhos brilhando. Pela primeira vez em muito tempo vi esperança crua no olhar daqueles adolescentes qu

u estava

stalar baixo, quente, pulsante. A boca secou. O coração acelerou tanto que eu tinha certeza de que ele ouviria se chegasse mais perto. "Não, Helena. Não mesmo", pensei, os dedos cravados nos próprios braços. "Esse homem é problema. Gr

ito molhado, e veio até mim. Estendeu a mão. Eu segurei. A palma dele era grande, quente, calejada, áspera de quem tinha segurado armas e cordas e talvez o berimbau da mãe. O aperto durou um segundo a mais do que o n

uficiente para só eu ouvir, os olhos verdes ainda

ntagiosa. Eu fiquei parada no meio do pátio, o vento quente do fim de tarde bagunçando os cachos que já tinham

te chamado Lucas, que ainda não sabe o quanto o morro tenta puxá-lo todos os dias. Sou viúva há quatro anos e carrego a solidão como quem carrega u

o. Mais frio. Mais conhecido. Levantei a cabeça e vi, no alto da laje vizinha, a silhueta de um homem parado, c

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MESTRE DO MORRO
MESTRE DO MORRO
“Louis Seagal, ex-soldado das Forças Especiais americanas e homem marcado por cicatrizes físicas e emocionais, retorna ao Rio de Janeiro após anos de guerra no exterior. Filho de uma brasileira e de um militar americano, ele carrega no sangue a ginga da capoeira herdada da mãe e a disciplina implacável aprendida nos campos de batalha. O que encontra no Morro do Coiote é pior do que qualquer zona de conflito: o colégio onde estudou agora é território do tráfico, os alunos estão perdidos na violência e a comunidade vive refém do medo constante. Mestre de capoeira por herança materna, Louis decide transformar os piores alunos da escola em guerreiros de disciplina e respeito. O que começa como um projeto humilde logo se torna uma revolução silenciosa no morro. Seu sucesso, porém, atrai a fúria de Silverio Oliveiras, o impiedoso traficante e mestre de artes marciais que domina o território com punho de ferro e sangue. Entre a roda de capoeira e o fogo cruzado, Louis conhece Helena Costa, a professora obstinada e mãe solo que nunca desistiu dos alunos, mesmo quando o sistema e o crime tentaram quebrá-la. Uma noite, após treinar os meninos sob a chuva fina do morro, Louis a encontra sozinha na sala de aula vazia. O suor escorria pelo peito dele; o olhar dela, cansado e desafiador, o prendeu. Sem palavras, ela tocou a cicatriz em seu ombro. Ele a puxou pela cintura. O beijo foi fome, alívio e perigo - uma paixão intensa e proibida que ameaça curar feridas antigas ou destruir tudo o que estão construindo. Em um morro onde amor e morte dançam juntos, Louis terá que escolher: fugir do passado ou lutar com tudo o que tem para proteger os jovens, a mulher que ama e o futuro que o Coiote merece.”