saliva. Apenas uma viscosidade desagradável que só piora a sensação de sufocamento. Quando tento me mexer, cada músculo do meu corpo grita em protesto. Sinto como se cada f
o nebulosa, um despertar sem saber onde estou ou como cheguei aqui. Por um instante, existe até uma paz
fosse a coisa mais preciosa do mundo. Primeiro, a confusão. Depois, o reconhecimento do que estava acontecendo. E, por fim... Nada. Um vazio onde antes existia vida. Um som estranho escapa da minh
esar toneladas. A primeira imagem que consigo enxerga
to
tro de um
ndos, não consigo o
lado como se meu cérebro preci
de ser
pode
mões. Isso tem que ser um pesadelo, um delírio provocado
s contin
inua frio sohada pelo meu
erguer a cabeça e
não chega até mim. Só a luz. O restante do ambiente é luxuoso. Reconheço isso imediatamente. Os móveis são caros. Muito caros. A poltrona de couro perto da lareira vale uma pequena fortuna. A mesa de mogno maciço parece uma peça antiga. A estante d
metros de cada lado. Consigo ficar de pé apenas
xiste
iste c
e. O significado daquilo me atinge imediatamente. É para as minhas necessidades. O nó na
omo se tivesse saído de um conto de fadas. Heitor chorou quando me viu vestida com ele... chorou de verdade. As lágrimas escorriam pelo rosto enquanto aquele sorriso enorme iluminava tudo ao redor. Agora... O vestido está destruído. A saia está rasgada em vários pontos. O corpete, antes impecável
Tudo parece misturado dentro da minha cabeça. Meus pés continuam descalços, só que agora estão enfaixados de qualquer jeito. Não é um curativo feito por alguém que sabe o que está fazendo. A pessoa apenas rasgou um pedaço de tecido, enrolou nos meus pés e parou o sangramento da forma
. Seguro as barras da gaiola antes
á aco
bra com o impacto e meu coração dispara. Por um instante, tenho certeza de que é Bernardo... Mas não é. Uma figura se levanta da poltrona próxima à lareira. Até entpa
rd As
a gravata está perfeitamente alinhada. Não faço ideia de quantas horas se passaram desde o casamento e a floresta. Mas ele parece pronto para participar de uma reunião de Estado. Os olhos verdes encontram os meus, os
- minha vo
até parar diante da gaiola. Cada
nt
cis
rola
eiro entra em alerta. Ele para a poucos centímetros da gaiola. As mãos deslizam para os bolsos da calça com a tranquilidade de quem sabe que estcomo f
der às expectativas dele, que era apenas m
uir continuar. Ela é a única coisa que me impede de desmoronar. - Como v
estou sendo ingênua, quando acha que ainda não entendi como o mundo funciona. - Eu ouso porque sou seu pai, Yari. Porque você é minha filha, minha
sou sua p
no de milhares de pessoas. As mesmas mãos que mandaram matar o meu marido. - Quem pagou pela sua educação nas melhores escolas da Costa Leste? Quem comprou as roupas que você usava? Quem pagou pela sua faculdade de Design de Interiores e Literatura, do outro ladEu
iscussão antes mesmo que ela terminasse. Ele sabe exatamente o efeito que aquelas palavras provocam em mim. Desde criança, tudo o que tenho passou pelas mãos dele. A casa onde cresci, as escolas que frequentei, as roupas que vesti, as faculdades que esc
r me
rar nada
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