Un Amore Improvviso - Doce Engano

Un Amore Improvviso - Doce Engano

Afrodite LesFolies

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10
Capítulo

Um beijo impulsivo, roubado no momento errado, com um homem que parecia a pior escolha possível. Tudo por um motivo ainda pior: fazer o ex acreditar que sua traição não tinha deixado estrago algum. O problema é que o desconhecido escolhido por Alina não era exatamente um desconhecido. Romeo Ferri não era o tipo de homem que passava despercebido. Herdeiro de uma das famílias mais poderosas da Itália, reservado, seguro de si e acostumado a manter cada parte da própria vida sob controle, ele também tinha bons motivos para sustentar aquela mentira. Assim nasceu um acordo simples: algumas semanas em Portofino, um namoro falso, alguns beijos estratégicos e a certeza de que ninguém seria insensato o bastante para confundir desejo com sentimento. Naturalmente, tudo começou a sair do previsto. Porque fingir que se está apaixonado parece fácil até os toques começarem a acontecer sem plateia, os ciúmes aparecerem sem permissão e os beijos durarem muito mais do que qualquer acordo poderia justificar. Entre um ex-noivo inconveniente, mulheres do passado, uma família poderosa, diferenças sociais, orgulho em excesso e uma atração que insiste em escapar de todas as regras, Alina e Romeo vão descobrir que algumas mentiras são muito mais difíceis de controlar do que parecem. E o que começou como um acordo em Portofino talvez acabe se tornando o mais doce dos enganos.

Un Amore Improvviso - Doce Engano Capítulo 1 Agora é a sua vez de mentir

Alina Bellardi

- Meu namorado está em uma reunião importante - repeti para mais um dos convidados, sustentando um sorriso que começava a doer.

As desculpas já se confundiam na minha cabeça. Reunião importante, viagem de última hora, compromisso inadiável... Ele chegaria a Portofino nos próximos dias. A cada nova pergunta, eu acrescentava um detalhe e tornava a mentira mais difícil de controlar.

Nunca soubera mentir bem. Antonela perceberia em poucos segundos se não estivesse feliz demais com o casamento para prestar atenção em mim. Por sorte, minha melhor amiga estava cercada por convidados, flores, fotógrafos e uma equipe inteira dedicada a registrar cada instante dos quinze dias de celebração.

Minha invenção passava despercebida, pelo menos por enquanto, e eu só precisava impedir que sentissem pena de mim. Meses antes, era eu quem estava noiva. Agora, Lorenzo, meu ex noivo, aparecia no casamento de nossos amigos exibindo outra mulher ao lado, como se a rapidez com que havia me substituído fosse uma conquista digna de admiração.

- Alina, querida...

A voz atravessou as conversas no terraço. A tia de Antonela acenava para mim com entusiasmo, enquanto seus olhos percorriam descaradamente o espaço ao meu redor, procurando o namorado misterioso de quem todos tinham ouvido falar.

O homem não estava ali pela razão bastante simples de não existir, mas explicar aquilo já não era uma opção. Acenei de volta e me virei depressa, tentando escapar antes que ela se aproximasse, porém meu movimento foi interrompido quando vi Lorenzo.

Ele acabava de entrar no terraço com a nova noiva presa ao braço. Alguns convidados se voltaram para os dois, atraídos pelo brilho do anel dela, pelo vestido impecável ou pela habilidade natural de Lorenzo para transformar qualquer chegada em uma apresentação.

Seus olhos me encontraram no meio da multidão, e o sorriso surgiu devagar em seu rosto, fazendo meu estômago se contrair.

Eu conhecia aquele sorriso. Era a expressão que usava quando sabia ter alguma vantagem sobre mim e, naquele momento, ele provavelmente já procurava o homem de quem eu havia falado. O namorado que deveria estar ao meu lado e provar que eu não continuava sozinha, abandonada e incapaz de seguir em frente.

Mudei de direção antes que Lorenzo pudesse se aproximar e entrei no bar do hotel sem olhar para trás, com o coração acelerado, toda a humilhação vivida no último mês voltando em forma violenta em meu peito, tudo o que eu desejava era que o namorado imaginário existisse, que os olhares de pena e os de superioridade sumissem.

O ambiente do bar estava quase vazio. Um bartender organizava as garrafas atrás do balcão, enquanto um homem ocupava sozinho um dos bancos altos. Analisei-o em poucos segundos: terno escuro perfeitamente ajustado ao corpo, ombros largos, um copo de uísque em uma das mãos e o celular na outra.

Nenhuma aliança.

Era o suficiente, ou o mais próximo de suficiente que o desespero poderia me oferecer.

Ele ergueu os olhos quando me aproximei e, por um instante, quase desisti. Não deveria existir um homem tão bonito sentado sozinho em um bar, sobretudo quando uma mulher desesperada precisava tomar decisões ruins.

Seu rosto era firme, masculino, marcado por traços precisos e uma boca que parecia indecentemente consciente do próprio efeito. Os olhos azuis lembravam o mar antes de uma tempestade, profundos, frios e atentos. Ele não demonstrou surpresa quando parei diante dele. Apenas inclinou levemente a cabeça, fazendo uma mecha do cabelo perfeitamente alinhado cair sobre sua testa.

- Com licença, preciso da sua ajuda... - comecei, odiando imediatamente a maneira patética como minha voz soou.

Pelo espelho atrás dele, vi Lorenzo entrar no bar. Não havia mais tempo para explicações, muito menos para reconsiderar a péssima ideia que me levara até ali.

Segurei o rosto do desconhecido e o beijei.

Durante um segundo, ele permaneceu imóvel, e o pânico explodiu dentro de mim. Eu havia cometido um erro absurdo, humilhante e possivelmente acompanhado de uma denúncia à polícia.

Então a mão dele se fechou em minha cintura, e tudo mudou.

Ele correspondeu sem hesitação, puxando-me para o espaço entre suas pernas. O beijo que eu começara como uma mentira perdeu qualquer traço de improviso no instante em que ele assumiu o controle. Sua boca se moveu sobre a minha com uma calma perigosa, prolongando o contato até torná-lo mais lento, quente e profundo do que eu precisava, muito mais do que eu esperava.

Seus braços me envolveram e trouxeram meu corpo contra o dele. Senti a firmeza escondida sob o terno, o calor de sua mão atravessando o tecido do meu vestido e o gosto de uísque em seus lábios. Tudo nele sugeria controle, experiência e o tipo de perigo que uma mulher sensata reconheceria antes de recuar.

Eu não fui sensata, na verdade, naquela situação sensatez era a última coisa que eu desejava sentir.

Meus dedos encontraram os cabelos de sua nuca enquanto ele inclinava meu rosto e aprofundava o beijo. Meu coração batia com tanta força que tive certeza de que ele podia sentir. Sua mão percorreu lentamente minhas costas e parou na curva da cintura, pressionando-me contra seu corpo como se eu tivesse ido até ali exatamente para aquilo.

Quando tentei recuperar algum espaço entre nós, seus dentes prenderam suavemente meu lábio inferior. Um som baixo escapou da minha garganta, e a vergonha me trouxe de volta à realidade.

Abri os olhos e o encontrei me observando de perto, senti o calor incendiar minhas bochechas. O azul de seus olhos parecia mais escuro, intenso demais, como se ele tivesse acabado de descobrir alguma coisa sobre mim que eu mesma preferia ignorar.

- Desculpe - murmurei, sentindo o rosto queimar, embora ainda não tivesse conseguido me afastar por completo. - Eu precisava...

Ele desviou o olhar por cima do meu ombro.

- Convencer aquele homem?

A pergunta me paralisou.

- Como sabe?

- Porque ele está olhando para mim como se quisesse arrancar minha mão de você.

A mão continuava firme em minha cintura, como se não tivesse a menor intenção de permitir que Lorenzo tentasse arrancá-la.

- É meu ex.

- Imaginei.

Seus olhos voltaram aos meus, e um traço de diversão rompeu a frieza de sua expressão.

- Mas ele ainda parece pouco convencido. Acho melhor continuarmos.

- O quê?

Não tive tempo de compreender. O desconhecido passou um braço por baixo das minhas pernas e me levantou com uma facilidade que arrancou meu fôlego, acomodando-me sobre seu colo antes que eu pudesse protestar.

O tecido do vestido subiu sobre minhas coxas, e o calor voltou em meu rosto quando percebi que aquele beijo não havia provocado apenas a mim. O corpo dele reagia sob o meu, firme e evidente apesar das camadas do terno caro. A descoberta espalhou um calor lento pelo meu ventre, tornando impossível fingir que aquilo ainda era apenas parte daquela louca encenação.

Tentei me afastar, mas sua mão subiu até minha nuca e ele voltou a me beijar. Desta vez, não houve surpresa, hesitação ou espaço para arrependimento. Sua boca tomou a minha com uma intensidade que fez minhas mãos se fecharem sobre seus ombros.

Eu deveria ter me lembrado de Lorenzo, da mentira e do fato de que não sabia sequer o nome do homem que me segurava, mas tudo desapareceu quando ele me trouxe ainda mais para perto.

O bar, os convidados, o casamento e a humilhação que me levara até ali deixaram de existir. Restaram apenas o gosto de uísque, a mão firme em minha cintura e a maneira alarmante como meu corpo respondia a um desconhecido.

Um pigarreio atrás de nós rompeu o momento. Logo depois, uma voz masculina e mais velha surgiu perto demais.

- Romeo, meu neto...

O homem que me beijava parou.

Afastei-me apenas o suficiente para respirar, ainda sentada em seu colo, com as mãos presas ao tecido caro do terno e os lábios ardendo. O desconhecido, ou melhor, Romeo, não pareceu constrangido. Muito pelo contrário, manteve os olhos nos meus e sorriu devagar, como se tivesse acabado de encontrar diversão em uma noite que prometia ser entediante.

Então aproximou a boca do meu ouvido em um sussurro.

- Agora é a sua vez de mentir.

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Un Amore Improvviso - Doce Engano Un Amore Improvviso - Doce Engano Afrodite LesFolies Bilionários
“Um beijo impulsivo, roubado no momento errado, com um homem que parecia a pior escolha possível. Tudo por um motivo ainda pior: fazer o ex acreditar que sua traição não tinha deixado estrago algum. O problema é que o desconhecido escolhido por Alina não era exatamente um desconhecido. Romeo Ferri não era o tipo de homem que passava despercebido. Herdeiro de uma das famílias mais poderosas da Itália, reservado, seguro de si e acostumado a manter cada parte da própria vida sob controle, ele também tinha bons motivos para sustentar aquela mentira. Assim nasceu um acordo simples: algumas semanas em Portofino, um namoro falso, alguns beijos estratégicos e a certeza de que ninguém seria insensato o bastante para confundir desejo com sentimento. Naturalmente, tudo começou a sair do previsto. Porque fingir que se está apaixonado parece fácil até os toques começarem a acontecer sem plateia, os ciúmes aparecerem sem permissão e os beijos durarem muito mais do que qualquer acordo poderia justificar. Entre um ex-noivo inconveniente, mulheres do passado, uma família poderosa, diferenças sociais, orgulho em excesso e uma atração que insiste em escapar de todas as regras, Alina e Romeo vão descobrir que algumas mentiras são muito mais difíceis de controlar do que parecem. E o que começou como um acordo em Portofino talvez acabe se tornando o mais doce dos enganos.”
1

Capítulo 1 Agora é a sua vez de mentir

14/09/2026

2

Capítulo 2 A mentira perfeita

14/09/2026

3

Capítulo 3 Não quero soltar você

14/09/2026

4

Capítulo 4 Só falta você dizer sim

14/09/2026

5

Capítulo 5 O começo do nosso acordo

14/09/2026

6

Capítulo 6 A parte que não combinamos

14/09/2026

7

Capítulo 7 A mentira entre nós

14/09/2026

8

Capítulo 8 Nem tudo estava no acordo

14/09/2026

9

Capítulo 9 Convincente o bastante

14/09/2026

10

Capítulo 10 Ainda está fingindo

14/09/2026