- O Voo par
Co
nto de adormecer meus dedos. Meus pés descalços já não sangravam apenas pelos cortes da queda
mulo. As pessoas na calçada se desviavam de mim com expressões de asco e medo, achando
precisava de socorro. Em uma metrópole como aque
. A vista começava a escurecer nas bordas de novo. Eu sabia que estava no meu limite físico absoluto: a pe
de Sophie surgiu na minha frente, soltei um so
enhor idoso que lia um jornal no saguão envidraçado, deu um pulo assustado quan
passava de um chiado patético
esconfiado, mas o desespero cru no meu rosto e o rastro de água barrent
bi os lances de escada puxando o corrimão de ferro com os dois braços, usando o peso do meu próprio
orças que me restavam, soquei a madeira com
. abre...
etão, revelando minha amiga vestindo um pijama de flanela e segurando uma xícara de
! - o grito de So
meu corpo. Ela se jogou no chão do corredor, passou os dois braços por baixo dos meus ombros e me puxou para
ela chorava descontrolada, passando as mãos pelo meu rosto ge
cia que eu mal conseguia articular as palavras. - Eles me doparam, Sophie
em questão de segundos, a uma fúria gélida e focada. Sophie era a pessoa mais pragmática e le
- ela disse com firmeza, me erguendo nos braços
r os cortes na minha coxa e me colocou sob o jato acolhedor. Enquanto a água lavava o sangue, a lam
aí do chuveiro, ela aplicou pomada cicatrizante e envolveu minhas mãos e tornozelos com ataduras limpas. Ela
duas mãos trêmulas. O calor começava a voltar para os me
m medo de ver os faróis dos carros dos capangas de Helena surgirem na rua. - O
aqui quando eles chegarem - Sophie cortou, abrindo o p
, confusa pelo
O
s documentos? E
ssaporte está na gaveta do meu escritório...
es como se estivesse maquiando algo,
o uma pasta de couro. - Você deixou a sua segunda via e uma cópia autenticada dos seus documentos aq
aro e precioso quanto ar em
nha esquecido
com a polícia local e com meio mundo de criminosos de colarinho branco dessa cidade. Se o seu pai e aquela víbora da Helena estão agindo com o dinheiro dele por tr
lher na clínica clandestina sobre meu pai as
ê está faze
lhos da tela iluminada. - Londres. Há um voo da British Airways saindo d
o dinheiro para me manter
ire divide um apartamento pequeno em Camden Town e trabalha num escritório de design comercial. Ela de
compartimento interno e tirou um maço grosso de not
ocê estava juntando para abrir o seu p
na voz dela era inabalável. - Dinheiro a gente trabalha e ganha de novo, Mia. A sua vida e a desse bebê não têm preço de reposição. Você vai pegar essa mala, vai entrar
dessa vez não eram de pânico. Eram de uma gratidão prof
ie. Eu juro pela vida do meu filho que
gora levanta. Temos que ir de metrô até o aeroporto. Pegar um táxi na porta do meu
terno escuro que cruzava meu caminho parecia um perseguidor enviado por Helena. Minhas pernas doíam a cada passo, ma
dência para o encerramento do embarque. Minha amiga falou com a p
gurança, Sophie me abraçou com tanta força que o cheiro
papel na minha mão. - Ela já está te esperando. - Sophie sussurrou contra o meu ouvido
me salvar, Soph
viva. E prove para todos aqueles
al bateu na folha em branco do meu documento e ele me devolveu a caderneta com um indifere
cabine, procurei meu assento ao lado da janela na classe
lêncio da pista úmida. O avião acelerou com força, levantando voo e
eu havia contemplado daquela cobertura ao lado do homem misterioso poucas semanas antes,
o direita sobre a minh
s, minha casa, meu nome e tudo o que eu conhecia, rumo a uma terra estranha se
trás. Gregory Stone havia ficado para trás. A co
ntindo a vibração suave do motor ecoar nas minhas costelas. - Eu vo
lântico rumo ao desconhecido. Minha velha vid
Mia estava pr
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