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A FILHA SECRETA DO ASTRO COREANO

Capítulo 2 Bae-Te-Mi

Palavras: 3176    |    Lançado em: 16/10/2026

-Te

70, levando poucas malas, muitos sonhos e a coragem de começar uma vida inteira em outro país. Meus pais se conheceram na faculdade, quando meus avós paternos mandaram papai de volta ao país de origem da família. O objetivo era dar a ele uma educação melhor, aproximá-lo das raízes e, pr

galanteador que parecia natural, ele chamava a atenção por onde passava. Todas se apaixonavam, suspiravam pelos

om moço, porém, existia um moleque que adorava uma farra, gostava de andar pelas ruas com um grupo de amigos e acreditava que a juventude jamais terminaria. Os companheiros fumavam,

seguro e um título capaz de encher a família de orgulho. Entretanto, não se pode controlar o destino, muito menos obrigar um espírito criativo a caber dentro de um plano pronto. Papai se tornou artista. Tinha talento, sensibilidade e mãos capazes de transformar ideias em beleza, mas não se deu muito bem na parte comercial. Não sabia empreender, cobrar pelo p

s qualquer possibilidade de interferência, limitou-se a avisar: - Casei-me. Foi outra grande decepção para meus avós, talvez maior do que o abandono das carreiras que haviam escolhido para ele. Mas, como d

ire-se. A partir daquele instante, papai deixou de ser apenas o filho rebelde protegido pelo dinheiro da famíli

ar especial para cores, espaços e formas. Ainda assim, só conseguiu alavancar de verdade a carreira nesse ramo quando viemos para o Brasil, onde encontrou mais oportunidades e liberdade para mostrar seu talento. Eu cheguei ao mundo em uma noite quente de vinte e três de junho. Na maternidade, mamãe dividiu o quarto com o

na Coreia do Sul. Naquela noite, porém, nossas mães eram apenas duas jovens cansadas, emocionadas e assustadas com os bebês recém-nascidos nos braços. Conversaram, div

coincidência não existe - ou pelo menos gosto de acreditar que não -, a linha do destino, ou outra força qualquer, amarrou novamente nossas histórias. Mudamos de bairro e fomos morar exatamente na mesma rua,

iluminado pelo sol, fomos à praça arejar os ânimos e descansar um pouco da bagunça das caixas, antes que o pior do inverno chegasse. O vento já soprava frio, mas o céu estava claro e convidativo. Como toda criança, brinquei, corri, pulei e inventei mundos até me cansar. Mesmo

stante, observando o rosto de mamãe como quem procurava uma lembrança antiga. Reconheceu-a quase de imediato. A surpresa

como se não acreditasse no que via. Quando chegou perto de nós, parou por alguns segundos,

? A jovem que dividiu o quarto c

iso cordial e segurou as mãos da mulher, rec

e você? - perguntou mamãe, cumprimentando-a com carinho. Depois apontou para

! Quando ouvi sua filha cantando, achei a voz tão bonita que olhei para cá.

amãe, sorrindo. - Parece que foi ontem que estávamo

se desejasse ficar invisível. Parecia desconfortável com toda aquela conversa de adultos e, de vez em quando, levantava os olhos apenas o suficiente para

Mi. E você, c

e, talvez esperando que ela falasse por ele. Depois voltou os

om a voz tão baixa que q

a frente, tentando enx

me bonito. Você mor

confirmou c

estuda aq

do. Suas respostas pareciam ficar presas na garganta antes de conseguirem

a muito, não é

or um instante, surpres

Fa

o fale

ei o qu

que quer se

boçou um sorriso,

inda não c

dizer meu nome e moro na ca

om toda a segurança que

s ser

ensar seriamente sobre a proposta, como se aquela fosse uma dec

er amigos

a você já tem

novo - acrescentou ele

inquedos dentro das caixas, mas ainda

eu a cabeça de verdade. Hav

está chei

labirinto. Ontem quase n

aquela foi a primeira vez qu

o dos filhos e os anos em que ficaram sem notícias uma da outra. Quando perceberam, já atr

n vai brincar co

perguntou à mã

lher, esperando

ndeu ela, sorrindo.

ncomoda. É

rmelho e baixou n

sem graça - repreendeu mamãe, em

o na sala. Preparou chá quente para as duas, e o vapor subiu das xícaras enquanto elas continuavam a c

g-Jin permaneceu calado, com as pernas cruzadas e as mãos apoiadas nos joelhos. Eu falava pelos d

o assim? - ele pergunto

ocê sempre fa

se se

certo. Eu falo

o eu quis

u d

u nova

voltou com ainda mais força. Passaram a tomar chá juntas, fazer compras, trocar receitas e dividir preocupações sobre os filh

e a cumprimentos educados e conversas curtas. Acredito que nunca gostaram verdadeiramente um do outro. Não chegavam a brigar, mas existia entre eles uma distânc

casa para a outra como se não existisse portão entre elas. Eu o tirava da solidão e ele, com seu jeito tranquilo, diminuía um pouco minha agita

ng-Jin. Não

stou co

tá,

stou p

pensa

pensa antes d

s amigos. Um co

dos. Ele continuou tímido com quase todo mundo, mas nunca comigo. Ao meu lado, falava, ria e até discutia quando eu exagerava. Eu con

veio a adolescência, acompanhada de suas descobertas, inseguranças e sentimentos difíceis de explicar. No ensino médio, os olhares começaram a demorar mais do que

tranquilo até

parecia tão distante... - mamãe se aproximou d

nda presa às lembranças q

e. A que h

disse que já vai liberar você. - Ela me observou por alguns segundos, desconfi

nha filha, dormindo tra

sido impr

pre das palavras que ouviu da boca dele e do acidente que sofreu depois de sair transtornada. Byeo

amãe. Pode ficar em paz. Não precisa f

u-se do berço outra vez, ajeitou a manta sobre o peq

ou para mim. - Filha, estive pensando... Vamos ensinar somente português para ela

confundo com algumas palavras. Vamos ensinar as duas línguas. O core

e, um dia, ela que

filha com medo de um país ou presa às dores que são minhas. Além d

um olhar indi

o que meu por

tendo um sorriso. - Depois que nós duas aprendermos melhor, podemos usar mai

lhando para a menina. - Então

Estrela no Brasil. Os dois no

orriu,

sa menina chegou para

so lado. A partir dali, seríamos nós duas contra todas as dificuldades que aparecessem. Eu precisava amadurecer, cr

nça para o outro lado do mundo. Depois de toda aquela luta, eu faria o possível p

as palavras ditas por Sung-Jin continuassem decidindo quem eu era. A dor ainda existia e, por mais que eu tenta

deixá-la em casa nas primeiras semanas. Eu saía com o coração apertado, conferia várias vezes se havia leite sufici

rvava cada peça, os gostos das mulheres e a forma como uma joia simples conseguia mudar o brilho

ntre balcões, caixas e cadernos de esboços, dei os primeiros passos para me torna

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A FILHA SECRETA DO ASTRO COREANO
A FILHA SECRETA DO ASTRO COREANO
“Ele conquistou milhões de corações. Mas nunca conseguiu esquecer aquele que perdeu. Sung-Ji é um dos maiores astros da Coreia do Sul. Famoso, admirado e cercado de luxo, ele parece ter a vida perfeita. Entretanto, por trás dos holofotes, existe uma lembrança que nem o tempo conseguiu apagar: Bae-TeMi, a garota que conhecia seus sonhos antes mesmo de o mundo conhecer seu nome. Separados por uma mentira que mudou seus destinos, os dois seguiram caminhos diferentes. Longe de Seul, uma mulher que agora atende pelo nome de Isabela construiu uma nova vida. Tornou-se uma respeitada designer de joias e aprendeu a proteger aquilo que tem de mais precioso. Mas existem segredos que nem a distância, nem uma nova identidade conseguem esconder para sempre. Quando o passado começa a se aproximar perigosamente do presente, uma descoberta ameaça destruir todas as certezas de Sung-Ji. Quem é, afinal, a mulher por trás da marca Byeol? E por que seu nome parece estar ligado ao maior segredo da vida do astro? Algumas histórias de amor terminam com uma despedida. Outras apenas esperam o momento de revelar a verdade. E quando essa verdade vier à tona, ninguém estará preparado para suas consequências.”