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Entre Sangue e Dever

Capítulo 4 Jardim dos Desejos

Palavras: 2215    |    Lançado em: 19/10/2026

barricada improvisada. Mas o ar lá dentro pesava com a ameaça invisível do orçamento escolar e o peso in

saiu pela porta dos fundos para a varanda isolada que dava para o jardim escuro do casarão. O plano inicial era tentar uma linha de contato

pela janela. A pessoa hesitou, mas caminhou lentamente até a varanda e se aproximou devagar do jovem que andava de um lado para o ou

Como sempre.

cou a port

trada de pedra fria, a mente ainda colada nos números

saber quando

coisa mesmo sabendo que não controla.

er. Ele suspirou, o cansaço moldando cada fibra de seu corpo. A voz rouca, a postura e o olhar intenso que ele l

cê quer,

oc

ucius com os outros. Ele riu. Um som seco, sem humor, perdido no vento frio da noite. Mas sua mente lembrava de como ela o olhava, de como era única ali a

procurar c

lto baixo raspando no piso de madeira da varanda.

olhos escuros semicerrados en

ressa

tom, cortando o ar com uma franqueza corta

ração dificultosa. Adaline parou bem na frente dele, invadindo seu

to que achei que nunca mais iria te ver." Ela

ue não veio

Fiquei apenas observando qu

ensão mudou de figura instantaneamente; o ar rarefe

você ficou

, estudando-o como se dec

matari

nda traziam o hematoma da última aç

lve

ente. O calor do corpo dela colou-se ao seu. Os olhos de Kell pousaram nos lábios de sua prima Adaline e mais que rapidamente ele se obrigo

de se envolver com qualquer um ali dentro, o medo de que algo acontecesse com Queen, a forma como el

devia

er que e

orque nomear a atração tornava aquilo real. E ali, naquele mundo

te não

bre "dever", K

ão sutil ali; era pura simbiose entre dois predadores feridos pela mesma matilha. Ela o puxou para perto e o beijou. Kell hesitou. Um segundo. Dois segundos, foi o tempo que sua

o, ele

resistência evaporou, substituída pela urgência crua de quem não tinha mais nada a perder. Deixando-se envolver pelo calor do corpo dela, Kell permit

a pele macia e aveludada de seu ombro. Em meio ao perfume doce e ao cheiro de terra molhada, e

rima, sentindo o tecido do mamilo enrijecer sob o calor de sua boca, enquanto os dedos de sua outra mão estim

im, o ato logo deixou de ser apenas um alívio para a tensão

uladas pelo dia guiando seus movimentos iniciais. A lascívia crua transparecia na força

fome. Mas, no segundo em que a respiração dela falhou de um jeito diferente -

. Sabia o que o Tio Isaac havia feito anos atrás, o trauma que a família varreu para

os dele na penumbra, marejados, e

devagar.

idado feroz e protetor. As mãos que antes apertavam com força deslizaram para segur

boca dela de onde deslizou os lábios e foi deixar um

Há muito

quase reverentes, como se quisessem apagar cada toque indesejado que ela já havia sofrido naquele mesmo lugar. E quando ele entrou nela,

e medo que ameaçavam consumi-la fossem substituídos por ondas de um calor genuíno. Entre gemidos abafados e r

pice. Ali, escondidos da família que os corrompera, dois rejeitados encon

passada dos dois. Kell permaneceu ali, ainda próximo, ajudando Adaline a reajustar a

tensão do corpo dela havia cedido por completo, substituída por um olhar calm

agar..." Ela murmurou, a voz grave,

brindo a mão dela com a sua. "Eu qu

, mas não conseguia evitar a vontade de conhecer o seu toque." Ela declarou e isso fez

o que o tio Isaac fez e como todo mundo fingiu que nada aconteceu. Mas agora isso a

ela primeira vez em anos, ela não precisou vestir a armadura de garota debochada. Ela se senti

sse jogo nojento. Mas você... você sempre foi diferente do resto deles, Kell. Mesmo depois de hoje, mesmo depois do que fi

ado, o peso da dívida da escola e o perigo do casa

Ele confessou. "Mas eu não sei como vou p

sorriso, apertando a

ocê quando você tiver que sair para os trabalhos da vovó. Posso

ou, surpreso

faria

a faculdade." Ela respondeu, tentando

scou, c

do? A universidade mais próxima fi

ho baixo, quase infantil de tão genuíno - um

tarde. Passei. Não achei que fosse conseguir

uma felicidade genuína - a primeira em muito tempo - transbordaram em s

ssou? Adaline, i

olhos dele com intensidade. "Eu não contei nem para os

or você. De verdade. Você merece s

família. Adaline se aproximou mais uma vez, descansando as mãos no peito dele, e o puxou para um beijo - ag

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Entre Sangue e Dever
Entre Sangue e Dever
“Em uma cidade fraturada por disputas de poder, impérios clandestinos e alianças sangrentas, Kellian Hakim é o homem que carrega o peso de um sobrenome marcado pela violência. Após a derrocada da liderança de sua família, Kell assume o controle do conturbado Setor Sul com um único objetivo implacável: proteger o que restou de sua casa e erguer um novo domínio sobre as ruínas do antigo império. No entanto, o trono das ruas cobra um preço caro. Cerceado por conspiradores da própria sangue - todos dispostos a tudo para reaver a hegemonia -, Kell se vê forçado a jogar uma partida de xadrez de alta volatilidade. Para sobreviver, ele precisará firmar acordos perigosos com uma gélida e influente família russa dona da multinacional "Vanguard", cuja a herdeira é a enigmática Yekaterina Polotsviere – que se torna para ele uma atrativa incógnita – além de encarar as cobranças de honra e sangue da família Moretti da máfia italiana. Entre emboscadas no asfalto, traições familiares, segredos do passado e um desejo inegociável de manter as pessoas que mais ama longe da guerra que se aproxima, Kellian descobre que a maior batalha não é apenas contra os inimigos que cercam o perímetro... mas contra a própria fúria que ameaça consumi-lo.”