Entre Sangue e Dever

Entre Sangue e Dever

LibriAna1998

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15
Capítulo

Em uma cidade fraturada por disputas de poder, impérios clandestinos e alianças sangrentas, Kellian Hakim é o homem que carrega o peso de um sobrenome marcado pela violência. Após a derrocada da liderança de sua família, Kell assume o controle do conturbado Setor Sul com um único objetivo implacável: proteger o que restou de sua casa e erguer um novo domínio sobre as ruínas do antigo império. No entanto, o trono das ruas cobra um preço caro. Cerceado por conspiradores da própria sangue - todos dispostos a tudo para reaver a hegemonia -, Kell se vê forçado a jogar uma partida de xadrez de alta volatilidade. Para sobreviver, ele precisará firmar acordos perigosos com uma gélida e influente família russa dona da multinacional "Vanguard", cuja a herdeira é a enigmática Yekaterina Polotsviere – que se torna para ele uma atrativa incógnita – além de encarar as cobranças de honra e sangue da família Moretti da máfia italiana. Entre emboscadas no asfalto, traições familiares, segredos do passado e um desejo inegociável de manter as pessoas que mais ama longe da guerra que se aproxima, Kellian descobre que a maior batalha não é apenas contra os inimigos que cercam o perímetro... mas contra a própria fúria que ameaça consumi-lo.

Entre Sangue e Dever Capítulo 1 Noite Sombria

A porta bateu com força contra a parede do meu quarto. Lucius, o pai dele entrou desesperado e ligou a luz, começou a remexer e pegar algumas coisas das gavetas atirando-as para uma mochila preta que havia acabado de jogar ao chão.

"O que está acontecendo?"

Perguntou o adolescente ainda sonolento e esfregando os olhos. De relance avistou o visor do despertador em cima do móvel ao lado esquerdo da cabeceira da cama e ainda eram apenas 02:14 da madrugada.

"Filho, me escute com atenção pois não temos tempo. Você vai precisar se lembrar de tudo o que te ensinei."

Naquele momento, não compreendeu muito bem. Na verdade, se fosse parar para pensar, até hoje não compreendia. Seu pai não fez questão de explicar do que se tratava aquilo tudo, simplesmente o entregou uma das suas medalhas douradas e em seguida o empurrou para a porta. Sem despedidas. Sem nem olhar para ele direito.

"Agora, pegue Queen e corra até o carro. A partir daqui, você está sozinho."

E dizendo isto ele jogou a mochila e as chaves do carro para o filho. O garoto olhou para aquilo, ainda sem entender e apenas se prontificou a obedecer. Ele não sabia o suficiente sobre o trabalho do seu pai, mas desconfiava que isso tinha a ver com ele. Senão, por qual outro motivo estariam saindo furtivamente no meio da madrugada?

"Kellian." Lucius chamou o filho e este se virei na mesma hora para olhá-lo. "Proteja Queen com a sua vida. Me entendeu?" Ao ouvir a ordem, o jovem fez que sim, ainda que hesitante. Seus olhos vagueavam pelo chão. "Kell, é sério. Não hesite. Prometa que não deixará que nada aconteça à ela. Prometa que não a abandonará nunca." Ele ss encheu de coragem, afinal, não era sempre que assumia o peso da responsabilidade e tinha uma sensação de que acabara de receber uma nobre missão, um propósito. Ele estufou o peito antes de confirmar que o faria. "Eu confio em você para fazer isso, filho."

Tentou não tremer quando o pai o dispensou e foi até o quarto de Queen no final do corredor à esquerda. Sacou a lanterna que estava no bolso externo da mochila, deu uma olhada lá dentro antes de abrir totalmente a porta. Uma pequena silhueta estava enrolada no cobertor parada em pé de frente para porta de vidro que dava para a sacada, que ao se virar para olhar, possibilitou que ele visse vários pequenos pontos vermelhos se destacando em seu pijama.

Saltou em um mergulho rápido até lá gritando para que ela se abaixasse. Tudo o que Queen fez foi uma careta de confusão. Kell a tomou em meus braços puxando-a para perto da porta enquanto a protegia com seu próprio corpo. Não conseguiram chegar até lá.

Os dois rolaram pelo chão até o mais próximo possível do banheiro depois que uma chuva de tiros começou a invadir o quarto, atravessando e quebrando a porta de vidro, atingindo os móveis, as paredes, o chão, tudo. Absolutamente tudo ali parecia participar de uma confusão barulhenta com estilhaços voando para todo o lado.

Ainda com Queen em seus braços, ele a apertou ainda mais contra si na tentativa de abafar o som alto dentro do quarto. Ela gritava e chorava tanto que chegava a soluçar em arrancos desesperados. Rapidamente o garoto vasculhou o perímetro e avistou a basculante do banheiro.

Por um momento deixou Queen ali no chão, ela então passou a se agarrar aos pés do lavabo. Levantou, enrolou o braço em uma toalha e começou a socar a pequena janela. Quando finalmente conseguiu retirar o máximo de cacos para passar a garota, escutou alguém do lado de dentro da casa revidando o ataque. Era seu pai, é claro.

Por um momento pensou em ir até lá ajudá-lo, no entanto, lembrou do que havia prometido e voltou sua atenção à Queen. Enrolou a menina em seu próprio cobertor estampado com princesas de desenho animado para que não se ferisse com o resto do vidro e a empurrou pela basculante, com sorte, ela caiu no telhado da parte de trás que dava para um beco e conseguiu se segurar.

Ela foi logo depois, fazendo muito mais esforço para passar no espaço e até se escoriando no processo. Uma vez que conseguiu, segurou a pequena mão fria que tremia e pediu silêncio com o dedo indicador contra os lábios, ela assentiu tremendo e tentando engolir o choro com uma carinha molhada que denunciava o quanto estava com medo. Escalaram para a próxima janela que era a do quarto dele e sem muitos problemas alcançaram a escada que ligava os dois andares da casa.

"Kell!"

Ele ouviu seu nome ser chamado outra vez e parou. O chamado vnha do escritório do seu pai, um dos lugares em que ele não tinha permissão para entrar. De mãos dadas com Queen, ele a puxou para trás de si. Seu pai o olhou e lançou uma arma que deslizou pelo chão e que ele pegou do outro lado do corredor. Ficou um pouco espantado. Seja lá o que fosse, não era simulação e apenas o olhar sinalizava o que ele pretendia.

O garoto respirou profundamente e acenou afirmativamente. Lucius, seu pai, não disse nada, mas fez um sinal com a mão que o ordenava a descer para o primeiro andar e logo voltou o foco à sua mira. Kell guardou a arma na cintura da calça e continuou correndo com Queen para a garagem. Continuaram ouvindo tiros e vozes enquanto buscavam a saída. Pretendiam invadir a casa. Ele olhou pela janela e viu a movimentação pelo jardim, precisava agir depressa.

"Queen! Pula aqui." Ela pulou em seu colo com os braços ao redor do seu pescoço e as pernas circundando seu tronco. "Agora, você tem que ficar quietinha, tudo bem?"

Lançou mão da arma que guardava na cintura. Não queria decepcionar seu pai então foi com a garotinha para a saída estratégica que se abria atrás de um dos armários da cozinha e enquanto realizavam esse movimento conseguiram ver quando o grupo invadiu a casa com seus uniformes pretos, rostos cobertos e as armas em punhos que eram muito maiores do que aquela que ele carregava consigo.

Eles estavam indo para diversos cômodos da casa, inclusive para o andar de cima onde se encontrava seu pai. Esperaram. Ele decidiu que era a hora e atravessaram o fundo falso do armário, se encerrando para dentro das paredes da casa que depois de um tempo se arrastando lá desembocavam dentro de outro armário na garagem.

Kell encheu seus pulmões de ar para ganhar coragem de abrir a porta com tudo e saltar para fora com a arma apontada. Não havia ninguém ali. E foi quando ouviram uma explosão. Queen deu um grito e tampou os ouvidos. Ele preferiu acreditar que era o seu pai explodindo alguém do que sendo explodido e correu com a Queen para o carro dele.

"Fica abaixada, ok?"

"O que está acontecendo? Quem são essas pessoas? Onde a gente está indo? Cadê o tio Lucius? Não vamos esperar por ele?"

"Eu não sei, tudo bem?" Respondeu com irritação. Não contra ela. A garota tentou engolir o choro. "Eu não sei, mas você tem que ficar quieta para eu poder pensar. Pode ser?"

Ela continuou chorando, embora tivesse entrado e se encolhido na parte da frente ao pé do banco. Jogou seu cobertor por cima cobrindo-lhe completamente. Ele sabia que ligar o carro e abrir o portão chamariam atenção dos invasores para a garagem, então precisava ser rápido e também sabia que seu pai estava apenas tentando ganhar algum tempo para eles fugirem.

"Me desculpe, não queria ter gritado com você. Eu prometo que vou tirar a gente daqui, mas para isso você e eu vamos colaborar um com o outro."

Ela apenas balançou a cabeça positivamente. Suas lágrimas ainda descendo o rosto assustado. Ainda era possível ouvir tiros na parte de dentro da casa. Ele precisava disso para disfarçar o motor do carro. Então, esperou. Olhou para suas mãos, ainda trêmulas no volante e achou engraçado que a primeira vez seu pai tivesse confiado nele para dirigir sozinho tenha sido em uma situação como aquela.

Ouviu um estrondo bem mais alto e as paredes tremeram. Granadas de mão. Ele sabia identificar, mas não entendeu qual a finalidade de usá-las ali. Esperou por mais um estrondo. A respiração entrecortada. Ele veio. Ligou o carro e esperou por mais barulhos. Pessoas gritavam lá dentro repassando ordens em um idioma que ele não compreendia e se ouviam passos apressados em deslocamento.

Silêncio. Mais espera. Era como se aquilo nunca terminasse. De repente, no susto, apertou o botão que abria o portão ao mesmo tempo em que ouviu mais tiros disparados. Deu partida. Não sabia se pelas aulas de direção que teve com seu pai ou pela urgência de sair dali, mas não pareceu tão difícil quanto achava que seria não ter um co-piloto.

Aquela, sem que soubesse, fora a última vez que viu seu pai. Embora sentisse sua presença constantemente o lembrando da promessa e o culpando por falhar.

HORAS DEPOIS...

A campainha estava quebrada, o melhor seria bater na porta ou chamar. Ele deveria ter feito isso mas estava com medo do que Dona Jocelyn diria quando os visse ali, não atoa esteve dando voltas no quarteirão por meia hora. Deu um passo para trás. Girou sobre os calcanhares.

Queen colocou a cabeça para fora da janela. Kell respirou. Batsu na porta. Uma, duas, três vezes. E como o esperado, a própria Dona Jocelyn quem o atendeu.

"Ah, eu sabia que isso não duraria muito e que você voltaria correndo para a vovó Jo pedindo ajuda para sobreviver ao seu pai."

Ela deu vários tapinhas na bochecha do neto enquanto falava com sua voz estridente e falsamente doce. Olhando de longe até parecia uma avó comum.

"Não foi bem isso o que aconteceu. E sim, eu preciso de ajuda."

"Claro que sim, vem aqui." Jocelyn abriu a porta para que ele entrasse. "Eu ainda tenho aquele trabalho para você, é um esquema novo em que seus primos estão envolvidos."

"Vó, a Queen..."

Ela fez um sinal que o neto conhecia bem. Parou de falar e ela fez o mesmo por alguns instantes. Seus olhos agora se estreitando. A mulher colocou as mãos nos quadris e começou a bater o pé direito no chão.

"Não me diga que essa garota está aqui?"

"Sim, ela vai ficar comigo."

"Não. Não na minha casa."

"Não estou pedindo." Empurrou a porta forçando-a para trás. "A Queen vai ficar aqui."

"E quem é que vai ser responsável por ela? Eu que não serei. Além disso, essa garota dá muita despesa, se acha uma princesa."

"Eu vou trabalhar e cobrir todos os gastos dela."

Sibilou entredentes olhando para os próprios pés. As botas sujas de lama e mal amarradas.

"Talvez tenha se esquecido que você trabalha para mim e em troca sou eu quem te dá tudo o que você precisa para viver."

"Eu arrumo outro emprego. Já disse, eu vou cobrir as despesas e me responsabilizar por ela. Sem discussão."

Alterou a voz. Aquela presunção o irritava. Ele não viveria ali de favor, nunca viveu. O preço era sempre muito alto. Não era como se, de repente, isso fosse mudar. Ela o encarou por mais alguns instantes, pensativa.

"Ótimo! Venham."

Kell sinalizou para Queen que foi correndo até a casa. Ele a passou para sua frente e joguou a mochila nas costas enquanto pegava o casaco dela e indicava seus pés para retirar as pantufas sujas antes de entrar. Não era o melhor lugar do mundo para ele, na verdade, trazia péssimas lembranças, mas era o único lugar que ele tinha para ir naquele momento.

"Então você voltou para nós?"

Na poltrona da sala, sentado com um charuto enorme entre os dedos, estava alguém que ele não esperava encontrar nem tão cedo. A voz era dele.

"Tio Isaac." Parou e respondeu, sibilando, antes de virar. "Não era a minha intenção, mas..."

"E essa menininha aí?"

Notou como os olhos nojentos dele recaíram sobre Queen. Com o histórico dele, não era de surpreender. Seus olhos vasculharam os arredores tentando encontrar Dona Jocelyn. Não a achou, então passou a garota para trás de si e esperou que esse gesto fosse capaz de passar a mensagem.

"Cadê os outros?"

"Você sabe onde estão, garoto. Mas ainda não respondeu a minha pergunta."

"Achei que o senhor ainda estivesse na cadeia."

O cortou tentando ser mais incisivo. Naquele momento sua expressão mudou. Talvez ele tivesse entendido, Kell preferia acreditar que sim, pois se Isaac encostasse em um fio de cabelo de Queen, eles teriam um problema. Melhor dizendo, ele teria um problema.

O silêncio na sala ficou pesado, cortado apenas pelo crepitar da ponta acesa do charuto do Tio Isaac. O cheiro forte de tabaco queimado parecia impregnar a tapeçaria gasta do casarão. Ele deu uma tragada lenta, os olhos fixos na garota encolhida atrás das pernas do garoto.

Sentiu a mão de Queen apertar o tecido da sua calça com força, o corpo dela tremendo contra o seu. O reflexo foi imediato: Kell deu um meio-passo à frente, bloqueando totalmente a visão que ele tinha dela, e passou a mão velada por baixo do casaco, pousando os dedos sobre o cabo frio da pistola na cintura. Não puxou a arma, mas fez questão de deixar o movimento claro.

"Eu fiz uma pergunta, Kell." Isaac disse, a voz arrastada, soltando uma fumaça densa para o teto. "Achei que seu pai tinha te ensinado a ter modos com a família."

"O meu pai me ensinou a proteger o que é meu." Respondeu, mantendo o tom baixo, duro, encarando-o diretamente nos olhos. "E a Queen está sob a minha responsabilidade. Você não chega perto dela. Nem olha pra ela."

Isaac arqueou uma sobrancelha, um sorriso irônico e nojento surgindo no canto dos lábios. Ele fez menção de se levantar da poltrona, mas antes que a tensão explodisse, o som de passos firmes ecoou pelo corredor de madeira. Dona Jocelyn retornou, segurando um molho de chaves antigas.

"Já chega, Isaac." A voz da matriarca cortou o ar como uma lâmina. Ela sequer olhou para ele; seus olhos secos caíram direto sobre o neto mais novo. "O garoto voltou porque sabe qual é o lugar dele. E se ele diz que vai cobrir os custos dessa menina, ele vai. Não preciso de você intimidando meu único elo operacional com o lado do traidor do Lucius."

Isaac soltou um estalo com a língua, mas voltou a se encostar na poltrona, embora seu olhar não tenha perdido a malícia.

"O quarto no final do corredor do segundo andar está vago" Jocelyn disse, jogando uma das chaves prateadas na direção de Kell. Ele pegou no ar. "Tome um banho e limpe a sujeira. Às oito em ponto quero você no escritório. Seus primos Joshua e Eidel já estão cientes do serviço de amanhã. Você vai mostrar se o tempo que passou com o traidor do seu pai serviu pra alguma coisa."

Não houve resposta. Ele apenas pegou na mão de Queen e a puxou com pressa em direção à escadaria principal, sentindo o olhar de Isaac queimando em suas costas a cada degrau subido.

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Entre Sangue e Dever Entre Sangue e Dever LibriAna1998 Máfia
“Em uma cidade fraturada por disputas de poder, impérios clandestinos e alianças sangrentas, Kellian Hakim é o homem que carrega o peso de um sobrenome marcado pela violência. Após a derrocada da liderança de sua família, Kell assume o controle do conturbado Setor Sul com um único objetivo implacável: proteger o que restou de sua casa e erguer um novo domínio sobre as ruínas do antigo império. No entanto, o trono das ruas cobra um preço caro. Cerceado por conspiradores da própria sangue - todos dispostos a tudo para reaver a hegemonia -, Kell se vê forçado a jogar uma partida de xadrez de alta volatilidade. Para sobreviver, ele precisará firmar acordos perigosos com uma gélida e influente família russa dona da multinacional "Vanguard", cuja a herdeira é a enigmática Yekaterina Polotsviere – que se torna para ele uma atrativa incógnita – além de encarar as cobranças de honra e sangue da família Moretti da máfia italiana. Entre emboscadas no asfalto, traições familiares, segredos do passado e um desejo inegociável de manter as pessoas que mais ama longe da guerra que se aproxima, Kellian descobre que a maior batalha não é apenas contra os inimigos que cercam o perímetro... mas contra a própria fúria que ameaça consumi-lo.”
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Capítulo 1 Noite Sombria

18/10/2026

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Capítulo 2 Predadores

18/10/2026

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Capítulo 3 Contraste

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Capítulo 4 Jardim dos Desejos

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Capítulo 5 Acordo entre rivais

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Capítulo 6 Primeira Missão

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Capítulo 7 Ninho de cobras

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Capítulo 8 Agente Duplo

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Capítulo 9 Traição

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Capítulo 10 As chaves do império

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Capítulo 11 Direito de Sangue

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Capítulo 12 Disputa de território

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Capítulo 13 Nova armadura

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Capítulo 14 Salão Imperial

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Capítulo 15 Primeiro e último encontro

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