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Pura luxuria

Capítulo 2 A conversa de mãe e filha

Palavras: 1315    |    Lançado em: 26/10/2026

poltronas de linho cru, estantes cheias de livros em italiano e porta-retratos de prata em todas as superfícies: Evelyn bebê no colo do pai, Evel

m gesto raro. A mansão tinha mais seguranças que um banc

Madame Odile prometera mandar a ajudante desfazer os colchetes dali a pouco. A sai

riu. Depois, como a mãe não retribuiu, p

cima e tirou uma caixa de veludo cinza. - Só passei a vida inteira me p

um leito de cetim, havia um colar de pérolas pequenas e ir

faltam o novo, o emprestado e o azul, mas isso a gente resolve na véspera. - Passou o colar em volta do pesco

am imperfeições que a ponta dos dedos reco

gada,

e diz na véspera do casamento. Só que as minhas não são exatamente as que a minh

n esp

eu sei sob

Evelyn deu

be o

e menino durante catorze anos. Vi você inventar desculpa para ir aos jantares dos Vasconcelos, vi você ficar acorda

as pérolas, para as próprias mãos, para q

ma outr

que você entrasse numa casa onde seria a segunda opção de alguém. Ele me ouviu, e chorou, e depois me disse o que eu já sabia: que o trata

do - murmu

te o que eu vou dizer e guarde: casamento nenhum, por mais assinado que esteja, dá a alguém o direito de te fazer pequena

u s

hucar, de qualquer maneira, com a mão, com a palavra, com o silêncio, você não vai

engoliu

chucaria, mamãe. Ele n

ém acho. Mas só vou dormir e

rom

? - perguntou Helena, num sussurro, como

n qua

lia. Para a

é antes de oferecer pão. - Hel

ave do fim da tarde, e os regadores automáticos giravam sobre os canteir

sa vez havia um brilho divertido no

ntiu o rosto pegar f

o essencial. O seu corpo é seu. Sempre foi, e continua sendo depois de uma aliança no dedo. A primeira vez é um misto de medo e curiosidade, até com quem a gen

que a fazia entender que aquelas não eram palavras de vésp

papai... - arris

ias em que nenhum dos dois queria estar. Estávamos certos os dois: ele era arrogante, eu era teimosa. E ainda assim, em três meses, eu já não sabia res

ma da chaise longue, a seda amassando entre as duas, o colar de pérolas roçando o pes

murmurou Helena, com o rosto afundado nos c

e eu precisava - respondeu Evelyn. - S

a. Passou o polegar pelo rosto da filh

- Seu pai deve estar impaciente para ver o vestido. Se a

o seco, vindo do andar de baixo, cur

porta? -

ara o chão, como se pudesse ver através dele,

ndeja - disse, mas a v

ndo estalo.

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Pura luxuria
Pura luxuria
“Pura Luxuria Seattle, 2006. Evelyn Castellani, filha de um chefe da máfia, prova o vestido de noiva ao lado da mãe quando sua família é assassinada numa emboscada. Escondida num compartimento secreto do escritório, ela vê tudo pela fresta: não o rosto do assassino, mas um par de sapatos de camurça preta e branca, manchados com o sangue dos pais. Quinze dias depois, de luto e sem poder contar a ninguém o que viu, ela se casa com Henrique Vasconcelos, herdeiro de uma dinastia poderosa e seu melhor amigo desde os oito anos, o homem que ela ama em silêncio desde a infância. Mas o coração dele pertence a outra, e o casamento, selado por um tratado de paz entre duas famílias, se transforma numa jaula de ouro. Quando a humilhação chega ao limite, Evelyn desaparece. Na Itália, com outro nome, ela descobre uma gravidez que decide guardar só para si e aprende, devagar, a viver de novo. Quatro anos depois, o retorno a Seattle a coloca de frente com o marido que deixou, com o filho que ele nunca soube ter e com o assassino que ainda a procura. Entre perseguições, segredos de família, traições e uma paixão que se recusa a morrer, Evelyn e Henrique descobrem que perdoar também pode ser um ato de coragem, e que a única luxúria que vale a pena é a de estar vivo.”