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Pura luxuria

Pura luxuria

Autor: Tayra
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Capítulo 1 O vestido de noiva

Palavras: 1336    |    Lançado em: 26/10/2026

sobre o tapete persa. Em cima de um pequeno pedestal de veludo azul, Evelyn Castellani tentava não re

de alfinetes e um sotaque francês que ela fazia questão de pres

te e dois anos, de pele clara, cabelos castanhos presos num coque frouxo e olhos de um azul tão vivo que pareciam acesos por dentro. E havia o vesti

oltrona perto da janela, com a xícara de c

a postura de quem fora criada para ser respeitada num mundo de homens perigosos. Mas naquela tarde estava desarmada. Os o

ce que vou entrar na catedral

e prendeu uma mecha rebelde atrás da orelha da filha. - Você está igualzinha à sua avó

sso na minh

aquela medalha de natação. - Helena riu baixinho. - Vittorio Castellani, o homem que faz

. Quando a porta se fechou, o salão ficou mais silencioso. Um instante depois ela se abriu de novo, e

do dela, durante toda a infância, o pior do que aquela casa guardava. Tinha as mãos grandes e quentes de quem cozin

Parou, olhou o vestido e levou a mão à boca. - Ave M

ambém está ch

do que ia ver se a cozinha já tinha adiantado o jantar, porque a casa receb

acios de empregados, o relógio de pé marcando as horas, o murmúrio grave de vozes masculinas subindo do andar de baixo, o

ma no espelho e, por um in

porque tinha apostado com os primos que conseguia, e o galho estalando sob seus pés. Um garoto de quinze anos, alto para a idade, os cabelos escuros caindo nos olhos, gritou o nome dela lá de baixo,

de costas na grama, com o coração batendo na garganta. Era um

ai, a ler as pessoas nas festas de negócios, a nunca confiar em quem elogia demais. Era o primeiro a quem ela contava as novidade

nos degraus do jardim e, com os cotovelos sobre os joelhos e o olhar per

o, Eve. Juro. Mas não consigo parar de pensar nela. E tem o tratado. Eu sei o que meu pa

o sorriso mais di

respondeu. - E eu estou

om o rosto afundado no travess

i, com seus negócios que as pessoas fingiam não ver, e os Vasconcelos, com seus hotéis, seus estaleiros e seus sócios de sobrenomes que ninguém repetia em v

ntre achatado pela seda e sentiu

nge - disse uma

olhar atento, a cabeç

bonito - mentiu Evelyn, pela segunda

com ternura, uma pressão curta e quente

, venha ao meu salão de chá - pediu. - Tenho uma convers

o prendeu aos cabelos de Evelyn com cuidado de ourives. A jovem do espelho ganhou então mais uma c

unindo as mãos sob o queixo. - Daqui a quinze di

o, no menino de joelho ralado. Pensou que talvez a mãe tivesse razão e

é bateu cinco horas. Ela e

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Pura luxuria
Pura luxuria
“Pura Luxuria Seattle, 2006. Evelyn Castellani, filha de um chefe da máfia, prova o vestido de noiva ao lado da mãe quando sua família é assassinada numa emboscada. Escondida num compartimento secreto do escritório, ela vê tudo pela fresta: não o rosto do assassino, mas um par de sapatos de camurça preta e branca, manchados com o sangue dos pais. Quinze dias depois, de luto e sem poder contar a ninguém o que viu, ela se casa com Henrique Vasconcelos, herdeiro de uma dinastia poderosa e seu melhor amigo desde os oito anos, o homem que ela ama em silêncio desde a infância. Mas o coração dele pertence a outra, e o casamento, selado por um tratado de paz entre duas famílias, se transforma numa jaula de ouro. Quando a humilhação chega ao limite, Evelyn desaparece. Na Itália, com outro nome, ela descobre uma gravidez que decide guardar só para si e aprende, devagar, a viver de novo. Quatro anos depois, o retorno a Seattle a coloca de frente com o marido que deixou, com o filho que ele nunca soube ter e com o assassino que ainda a procura. Entre perseguições, segredos de família, traições e uma paixão que se recusa a morrer, Evelyn e Henrique descobrem que perdoar também pode ser um ato de coragem, e que a única luxúria que vale a pena é a de estar vivo.”