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sobre o tapete persa. Em cima de um pequeno pedestal de veludo azul, Evelyn Castellani tentava não re
de alfinetes e um sotaque francês que ela fazia questão de pres
te e dois anos, de pele clara, cabelos castanhos presos num coque frouxo e olhos de um azul tão vivo que pareciam acesos por dentro. E havia o vesti
oltrona perto da janela, com a xícara de c
a postura de quem fora criada para ser respeitada num mundo de homens perigosos. Mas naquela tarde estava desarmada. Os o
ce que vou entrar na catedral
e prendeu uma mecha rebelde atrás da orelha da filha. - Você está igualzinha à sua avó
sso na minh
aquela medalha de natação. - Helena riu baixinho. - Vittorio Castellani, o homem que faz
. Quando a porta se fechou, o salão ficou mais silencioso. Um instante depois ela se abriu de novo, e
do dela, durante toda a infância, o pior do que aquela casa guardava. Tinha as mãos grandes e quentes de quem cozin
Parou, olhou o vestido e levou a mão à boca. - Ave M
ambém está ch
do que ia ver se a cozinha já tinha adiantado o jantar, porque a casa receb
acios de empregados, o relógio de pé marcando as horas, o murmúrio grave de vozes masculinas subindo do andar de baixo, o
ma no espelho e, por um in
porque tinha apostado com os primos que conseguia, e o galho estalando sob seus pés. Um garoto de quinze anos, alto para a idade, os cabelos escuros caindo nos olhos, gritou o nome dela lá de baixo,
de costas na grama, com o coração batendo na garganta. Era um
ai, a ler as pessoas nas festas de negócios, a nunca confiar em quem elogia demais. Era o primeiro a quem ela contava as novidade
nos degraus do jardim e, com os cotovelos sobre os joelhos e o olhar per
o, Eve. Juro. Mas não consigo parar de pensar nela. E tem o tratado. Eu sei o que meu pa
o sorriso mais di
respondeu. - E eu estou
om o rosto afundado no travess
i, com seus negócios que as pessoas fingiam não ver, e os Vasconcelos, com seus hotéis, seus estaleiros e seus sócios de sobrenomes que ninguém repetia em v
ntre achatado pela seda e sentiu
nge - disse uma
olhar atento, a cabeç
bonito - mentiu Evelyn, pela segunda
com ternura, uma pressão curta e quente
, venha ao meu salão de chá - pediu. - Tenho uma convers
o prendeu aos cabelos de Evelyn com cuidado de ourives. A jovem do espelho ganhou então mais uma c
unindo as mãos sob o queixo. - Daqui a quinze di
o, no menino de joelho ralado. Pensou que talvez a mãe tivesse razão e
é bateu cinco horas. Ela e
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