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Pura luxuria

Capítulo 4 O sapato de camurça

Palavras: 1231    |    Lançado em: 26/10/2026

os sapatos antes de ve

senhados no couro em arabescos delicados e os cadarços encerados, atados com um nó duplo, um desses nós de marinheiro, apertado e simétrico. Eram sapatos feitos por encomenda

o tapete, o pé de mogno da mesa e, mais além, um retângulo es

o inglês perfeito de quem aprendeu a falar com governanta.

o pai. A voz saiu rouca, mas firme. - Nem o

uma calça cinza, de corte impecável, roçou a perna da mesa. - Você assinou o tratado com a sua própria mão, Vittorio. Eu vi. Estava lá, de pé, bebe

stou cansado de enter

ortável. - Cada negócio que você e Augusto cortaram da mesa me custaria milhões. Seu casamento de co

oeda estrangeira no bolso. A cabeça estava lenta, cheia de algodão e de zumbi

o par de sapatos se virou. - Helena. Eu gostava da

a, tremia de raiva, e não de medo. - Ele va

horar e assinar o que lhe derem para as

pernas. O coração parecia ter se transferido para a garganta e bater ali, contra

torio. - Onde você

- Uma escola de moças, uma tia, algo assim. A cozinheira nos contou, mas as cozinheiras me

riso curto, ásper

a vai pôr a

marelada da luminária, e viu, tão perto que quase podia tocar com a ponta dos dedos, o nó duplo de marinh

spirar. Ouviu a mãe respirar. Ouviu, na outra extremidade da sala, um homem tossir, e outro m

de repente, com uma doçura

olhando,

uma vi

a me

de tarde, a mão dela descendo devagar e encontrando a mão de Vittorio

único músculo que obedeceu foi o que a manteve imóvel. As promessas que fez ao pai pesaram mais que qualquer medo

er - disse

outro, com um intervalo pequeno demais para ser m

ouro de Vittorio, a mão ainda aberta. Depois um tecido cinza, a barra de um vestido. E por fim, bem diante dos olhos dela, o lí

, manchou o nó duplo de marinheiro. O dono dos sapatos olhou para

se, com a mesma voz tranquil

si mesma que aquilo tinha acontecido. Fixou o olhar naquele sapato manchado, no preto, no branco, no vermel

a armário. Quero o cofre aberto e as joias na mala. E

m botas, vozes, o tilintar de metal. Um dos homens se aproximou da estante, passou os dedos pe

ou. - Aqui tem

ndo

nge. - São livros, idiota. O patrã

astou. Os p

em volta do corpo, as lágrimas escorrendo sem som pelo rosto, uma atrás da outra, como se alguém tivesse a

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Pura luxuria
Pura luxuria
“Pura Luxuria Seattle, 2006. Evelyn Castellani, filha de um chefe da máfia, prova o vestido de noiva ao lado da mãe quando sua família é assassinada numa emboscada. Escondida num compartimento secreto do escritório, ela vê tudo pela fresta: não o rosto do assassino, mas um par de sapatos de camurça preta e branca, manchados com o sangue dos pais. Quinze dias depois, de luto e sem poder contar a ninguém o que viu, ela se casa com Henrique Vasconcelos, herdeiro de uma dinastia poderosa e seu melhor amigo desde os oito anos, o homem que ela ama em silêncio desde a infância. Mas o coração dele pertence a outra, e o casamento, selado por um tratado de paz entre duas famílias, se transforma numa jaula de ouro. Quando a humilhação chega ao limite, Evelyn desaparece. Na Itália, com outro nome, ela descobre uma gravidez que decide guardar só para si e aprende, devagar, a viver de novo. Quatro anos depois, o retorno a Seattle a coloca de frente com o marido que deixou, com o filho que ele nunca soube ter e com o assassino que ainda a procura. Entre perseguições, segredos de família, traições e uma paixão que se recusa a morrer, Evelyn e Henrique descobrem que perdoar também pode ser um ato de coragem, e que a única luxúria que vale a pena é a de estar vivo.”