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Pura luxuria

Capítulo 5 As sirenes

Palavras: 1221    |    Lançado em: 26/10/2026

timento, deixou de ser um

e, depois a um azul sujo que devia ser a noite chegando. As pernas dormiram, acordaram, voltaram a dormir. Uma cãibra terrível agarrou-lhe a p

casa chegav

terrompido bruscamente. Passos subindo, passos descendo, vozes que riam, que discutiam o peso de uma bandeja de prata, que apostavam quanto valia u

ntou os primeiros sem querer. Parou de contar no oitavo. Cada um tinha o rosto de alguém: Antônio, o jardineiro, que lhe ensinara a plantar tomates.

elyn reconheceu como reconheceria a própria respiração. - Ela está na Escócia! Eu juro por Deu

voz baixa, que

soluçou Rosa. - Podem me matar!

que se faz quando uma casa i

que chegava a ser uma forma estranha de paz: uma anestesia de pura grandeza. Naquela hora, ela tinha vinte e dois an

tas batendo uma a uma. O ronco de motores se afastando e,

virar um fiapo, até o frio atravessar a seda e subir pelos ossos, até as pérolas ficarem geladas co

irro tinha ouvido os tiros, ou o alarme disparado de uma das casas vizinhas, ou o sexto sentido de uma cidade que sabe quando uma família como aquela cai. Luz

- gritou um megafone

s chiando. Vozes nov

o no t

Meu Deus. Meu Deus

limpo! Tem gent

ado, que ela mesma não reconheceu: o gemido de um bicho preso. Tentou de no

isso? - per

Vem da

do-a. Dedos tatearam a madeira, e a voz de um homem

s. Eu conhecia o seu pai. Se você puder me ou

a, duas vezes por ano, num jantar discreto em que nada se dizia e tudo se entendia. Foi esse nome qu

u, e a luz a ati

marcado de lágrimas e do sangue seco da própria mão. O capitão Dias, um homem grande, de cabelos já brancos

ela

ltava em público, o rosto virado para o marido. Vittorio de camisa branca, o ombro manchado, os olhos fechados, com uma expressão quase serena, a de um homem que co

ederam. Dias a segurou. Ela sentiu o cheiro de tabaco e loção b

soluçou. - Estavam atrás de mi

com firmeza, olhando-a nos olhos. - Escute, filha. Você fez exatamente o que se

que sim,

ssa casa hoje de manhã, disse que ia tratar de negócios com o seu pai. Eu sei quem era. Não posso provar. Se alguém souber que você estava aqui, vai voltar. Você vai s

ava na Escócia - sussurrou Eve

ias brilharam, duros e úmidos. - É o mínimo que podemos f

a um nome, e ele subiu à boca c

disse. - Cham

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Pura luxuria
Pura luxuria
“Pura Luxuria Seattle, 2006. Evelyn Castellani, filha de um chefe da máfia, prova o vestido de noiva ao lado da mãe quando sua família é assassinada numa emboscada. Escondida num compartimento secreto do escritório, ela vê tudo pela fresta: não o rosto do assassino, mas um par de sapatos de camurça preta e branca, manchados com o sangue dos pais. Quinze dias depois, de luto e sem poder contar a ninguém o que viu, ela se casa com Henrique Vasconcelos, herdeiro de uma dinastia poderosa e seu melhor amigo desde os oito anos, o homem que ela ama em silêncio desde a infância. Mas o coração dele pertence a outra, e o casamento, selado por um tratado de paz entre duas famílias, se transforma numa jaula de ouro. Quando a humilhação chega ao limite, Evelyn desaparece. Na Itália, com outro nome, ela descobre uma gravidez que decide guardar só para si e aprende, devagar, a viver de novo. Quatro anos depois, o retorno a Seattle a coloca de frente com o marido que deixou, com o filho que ele nunca soube ter e com o assassino que ainda a procura. Entre perseguições, segredos de família, traições e uma paixão que se recusa a morrer, Evelyn e Henrique descobrem que perdoar também pode ser um ato de coragem, e que a única luxúria que vale a pena é a de estar vivo.”