“Correndo feito uma barata tonta, eu confiro pela milésima vez se a porta do meu quarto está trancada. Sentindo a adrenalina percorrendo minhas veias eu tento controlar os batimentos cardíacos e as mãos trêmulas enquanto esborrifo um pouco de perfume, por pouco não derrubo o frasco no chão ao desviar minha atenção para o tubo de batom vermelho mate. Reaplico uma camada nos meus lábios já rubros e confiro se não manchei os dentes (sou mestre em fazer isso!), aproveitando para checar meu hálito ao assoprar na minha mão em concha. Eu estou tão agitada que não percebo o ridículo daquilo, não faria diferença alguma se eu estivesse cheirosa ou com bafo afinal! Espio meu corpo para ter certeza se meu conjunto de lingerie está devidamente em seu lugar, ajustando o fio dental no meu bumbum um pouco incomodada com a sensação dele atochado lá no meio, mas ao mesmo tempo admirada com a forma como ele acentua meus quadris outrora estreitos. Prazer em finalmente te ver, bundinha! Penso enquanto me empino e olho minha forma por trás do ombro. Realmente pareço ter mais bunda do que de costume!”