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Sexo sem amor

Capítulo 4 Sexo sem amor

Palavras: 1240    |    Lançado em: 20/03/2022

as apago porque acho que a insegurança não combina com Walkiria Ross. Ela é poderosa demais para apenas dar um olá. Tem que ser algo melhor, mais impactante. Opto por um boa noite, para ficar ma

uém merece acordar tão cedo no sábado, mas como fiquei de encontrar Ashley para assinar o contrato, acordar cedo não chega ser o pior, mesmo que meus olhos mal conseguem abrir. Se dormi quatro horas, foi muito. Terminei o capítulo da foda com a ruiva gostosa, mas avencei muito pouco no capítulo do sexo por telefone. Entrei em bloqueio criativo. Foi praga dele, de Alek, aquele maldito gostoso. Tomo uma ducha e escolho um vestido soltinho com um casaquinho. Escovo meu cabelo e enrolo no alto da cabeça. Mando uma mensagem para encontrar com Ashley no parque lá pelas dez horas. Assim consigo ainda passar na feirinha para comprar alguns livros. Eu gosto de morar no Brooklyn. Tenho tudo que preciso aqui. E a região de Williansburg fica perto do Parque Domino, meu lugar favorito para relaxar e ouvir música. A paisagem da orla é magnífica e o entardecer nos rende uma vista de tirar o fôlego. E sabe que madrugar no sábado não é tão ruim. Encontro Ashley com seu poodle e uma pastinha embaixo do braço. - Que dia lindo – ela diz feliz. - Maravilhoso mesmo, mas trouxe o contrato para eu assinar? – pergunto ansiosa. - Está aqui! – Ela mostra a pastinha e seguimos para encontrar um banco para nos sentar. - Revisado nos mínimos detalhes, para você não correr nenhum risco. Você assinando eu envio para Davis. - Trocamos mensagem ontem à noite – conto. - E aí? - Sei lá, Ashley! – Dou de ombros. - Gostei de flertar com ele, mas e se as coisas saírem do controle vai ser um banho de água fria. - Não vão sair. Você é inteligente, Petra. - Ele me deu uma ideia ótima para um capítulo. Como sabe estou na reta final. Pensei em sexo por telefone. - Uau! – Ashley dá um tapa na minha coxa. - Davis propôs sexo por telefone! - Não! Quer dizer, ele insinuou que pode me ajudar com o livro. E achei que uma cena de sexo por telefone poderia deixar o livro mais empolgante. - E sexy! – Ashley fala enquanto prende os cabelos loiros em um rabo de cavalo. - E como ficou a cena? - Não ficou! Não consegui escrever. Todo o livro foi escrito com base no que tenho assistido no

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Sexo sem amor
“- Está morto? - Ouço uma voz perguntar, mas ela parece vir de muito longe. - Quase, mas ainda respira. O que quer que eu faça com ele? Posso acabar com a agonia do garoto com uma única bala. - Não. Valorizo a lealdade. Ele foi contra o próprio pai para proteger a Organização. Esse aí entendeu que a Irmandade[4] está acima da família. - Dizem que ele é meio maluco. - Quem de nós não é? De qualquer modo, o rapaz é corajoso. Não é qualquer um que enfrentaria um avtoritet[5] para cumprir com seu dever de lealdade ao Pakhan[6]. - Não costuma ser tão generoso, Papa[7]. Alguns diriam que um fruto nunca cai longe da árvore. E se for como o pai? - Nesse caso, por que não permitiu que o maldito seguisse com o plano para me matar? Não, o menino é água de outra pipa. E o que estou fazendo não tem a ver com generosidade, mas com pensar no futuro. Conto nos dedos de uma mão quantas pessoas morreriam realmente por mim e por minha família. É mais novo do que os meus netos. Um dia, Yerik e Grigori[8] vão estar no comando e precisarão de homens de verdade ao lado deles. Eu acho que eles continuam conversando, mas não tenho certeza. Acordo e perco a consciência várias vezes. Entretanto, entendo que o Pakhan acha que eu fiz o que fiz por ele, mas não foi. Minha decisão não teve nada a ver com alguém, mas com algo. Regras. É por elas que eu vivo. Eu nunca as quebro. Elas são o meu verdadeiro deus, muito acima do que as pessoas chamam de sentimentos ou emoções. Não tenho amor e nem raiva dentro de mim. Não consigo entender esses conceitos, já as regras, são simples: siga-as ou quebre-as. Há sempre somente duas escolhas. Preto ou branco. O cinza é uma impossibilidade e também uma desculpa para quem não consegue se manter fiel à sua palavra. Não me ofendo com xingamentos ou me dobro à tortura. Não temo a morte e nem sinto medo de nada, a não ser ter minha vida fora de padrões que estabeleci. Eu preciso dos padrões e os procuro em qualquer lugar. Quando descobriu essa minha habilidade de pensar em cem por cento do tempo de forma lógica, meu pai usou-a por muito tempo em seu trabalho na Organização. O que ele não entendeu, é que essa não era apenas uma característica minha, mas quem sou. Em tudo, todas as áreas da minha vida, busco padrões. É assim que consigo compreender o mundo ao meu redor. Foi assim que descobri a traição dele. Ele não estava somente roubando, planejava entregar o Pakhan nas mãos dos inimigo e isso desordenaria meu plano de continuar servindo à Organização. Atrapalharia as entregas de carregamentos de armas, cujas rotas calculei com precisão matemática. Traria um novo chefe para a Irmandade, que talvez quisesse modificar a planilha de lucro. Iniciar guerras desnecessárias. Eu odeio mudanças. Qualquer alteração me desestabiliza. Até mesmo uma solução alternativa para mim, tem que ser analisada de antemão. Tusso e me sinto sufocar. O ar está impregnado com uma mistura esquisita. Um dos odores é sangue, eu sei. Estou acostumado a esse cheiro desde pequeno. Aos treze anos, matei pela primeira vez. Uma ideia destorcida do meu pai para que eu fosse iniciado dentro da Organização. O outro odor, acredito que seja álcool, então acho que devo estar em um hospital. Eu não me importo, só quero ficar curado. Preciso que me costurem para que eu possa seguir com o meu trabalho. Se demorar muito, vai atrapalhar meu cronograma e eu não tolero imprevistos.”