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Bella Zafira – A Esposa do Mafioso

Capítulo 2 Embarcar

Palavras: 1426    |    Lançado em: 01/02/2023

escritório, abrindo o livro falso na estante que acionava o compartimento secreto. Papai sempre

scritório sem ser vista. Mesmo que alguém tocasse o mesmo livro do lado de fora, a port

mãos e fiz sinal para que se calasse. Se ela f

ue uma filha pode suportar - que papai não sairia vivo daquela sala

sito, apenas para nós. Nunca questionamos suas decisões. Desde a morte de mamãe, ele s

do. Eu rezava para que Samira conseg

aros. Sons de luta

, o si

ainda que ao longe - a voz de papai. Eu não entendia as palavras,

ilo dur

a fresta. Papai estava caído no chão, empurrado brutalmente por Y

logo on

sso - papai resp

pai gritou de dor. Samira tremia ao meu lado, e m

has agora mesmo. E eu juro, vou me divertir com elas na sua frente. Pri

ai reagiu com um chute ce

a socar papai repetidamente. Ainda assim, ele resistia. Até que Yu

está

, Yusef! - papai cu

. Papai se curvou de dor, o rosto

s anos atrás. Mas agora, cada traço daquele rosto sórdido

anto isso, Yusef se divertia infligindo dor em papai, perfurando e arrancando

silêncio, dor e crueldade. Até que papai p

aiu, sa

de choque ao meu lado. Ela assistira à

via. Os grilos, o mar ao longe. A vida continuava pa

para a Itália, como papai havia d

nderijo. Samira ainda estava se

Mas feche

isto demais. Segurei sua mão e, com a outra, cobri seus

ndo o choro o quanto pude. Mentalmente, pedi

mo sem saber quanto ain

oltei seu rost

umas coisas para fugir

e mel tomados de dor e, pela primeir

ser de nós

eto. Temos uma à outra. E s

mos o essencial: uma muda de roupa, nossos documentos e algum dinheiro. Nã

hando a rua. Era o nosso momento. Mas antes, eu pr

quena pá escondida entre as pedras, desenterrei a caixa. Usei a

ido da Espanha. Aquilo poderia ser nossa única chance de sobrevivê

e entramos no quintal de nossa vizinha, Fatima. Su

er? - Samira pe

uradas. Vesti uma. Entr

e olhares e evitar que nos revis

eu, ainda

como v

Sei com quem contar. Vamos até Omar. E

- sussurrou, q

sta acontecia para os turistas - nossa sorte. Entre luz

asse na esquina. Ele estava sentado na porta, olhando distraído. Quan

a? Cadê

uebrou. - Temos que fugir. Ele disse..

criança. Onde

esperan

Um navio partirá para a Itália em algumas horas.

e, pouco depois, Omar

úcia, disse a cada bloqueio que estava com a esposa e a filha, indo bus

meu coração acelerou. Aquela er

o indicado por Omar. Ele nos apresentou a u

r tudo, Omar - diss

r vocês é a coisa certa a fazer. Tirem essa

com relutância, fez o

você. Não saberia nem como c

seu pai desejaria. Cuidando

primeira vez

.. seu pai deixou

a me fez

antes, exigindo aquilo. E logo depo

orpo entrar

me deu nada.

stá com você, melhor assim

nfiar totalmente. Ainda assim

ar com Samira, que

iver sem el

a por nós. E va

ava, vi Omar digitando algo

se nos ajudand

havia como

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Bella Zafira – A Esposa do Mafioso
Bella Zafira – A Esposa do Mafioso
“Ela não fugiu. Não implorou. Não esperou que alguém viesse salvá-la. Zafira foi atrás do homem mais perigoso da Sicília, e exigiu que ele se casasse com ela. Com um mapa antigo nas mãos, vingança correndo nas veias e coragem suficiente para encarar a própria morte, ela bateu à porta de Marcello Caravaggio, o mafioso mais temido da ilha, e apresentou seus termos: três anos de casamento. Proteção absoluta em troca do segredo enterrado capaz de mudar os rumos da máfia. Ela precisava de justiça. Ele enxergou uma oportunidade de poder. Marcello aceitou o acordo acreditando que poderia controlar a mulher que ousara invadir seu território e negociar com ele de igual para igual. Mas Zafira não era uma donzela indefesa, tampouco uma peça esperando ser movida. Ela conhecia os riscos, escolheu o próprio caminho e estava disposta a atravessar sangue, traições e inimigos para conquistar o que precisava. O que nenhum dos dois calculou foi a atração. Entre ameaças, segredos e uma guerra prestes a explodir, o casamento estratégico se transformou em uma disputa feroz por controle. Marcello estava acostumado a comandar homens, territórios e destinos. Zafira, porém, não havia atravessado o inferno para se tornar propriedade de ninguém. Ela escolheu o marido. Estabeleceu as condições. Colocou a própria vingança em movimento. Mas quanto mais Marcello descobria a mulher por trás do acordo, menos disposto ficava a respeitar a única cláusula que deveria mantê-los seguros: ao fim de três anos, Zafira seria livre. Ela nunca quis que Marcello Caravaggio a salvasse. Queria apenas que ele abrisse as portas do inferno, para que ela mesma pudesse entrar e cobrar cada dívida.”