Jessica
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Livros e Histórias de Jessica
O Fim de Um Ciclo Doloroso
Moderno A memória da minha vida passada era um zumbido constante, uma dor que nunca desaparecia.
Lembro-me do meu filho, Léo, o seu pequeno peito a subir e a descer com dificuldade na cama de hospital, vítima de uma alergia grave a amendoins que o Marcos, meu marido, sempre desconsiderou.
Naquele dia fatídico, Léo sofreu um choque anafilático severo depois de comer um bolo na casa da amante do meu marido, Laura, uma viúva que Marcos insistia que precisava da 'nossa' ajuda.
Eu gritei para o Marcos que precisávamos ir para o hospital imediatamente, mas ele, terrivelmente calmo, preferiu acreditar na Laura, que insinuou que Léo estava a fazer birra.
Cada segundo perdido foi uma facada no meu coração.
Quando chegámos ao hospital, já era tarde demais.
Léo, o meu anjinho, o meu único filho, morreu.
Morreu porque o pai preferiu acreditar na amante, e porque uma mulher invejosa e cruel o envenenou deliberadamente.
A dor consumiu-me, o luto transformou-se em ódio.
Marcos e Laura usaram o seu dinheiro e influência para abafar tudo, e eu fui retratada como uma mãe negligente e histérica.
Eu vivi o resto dos meus dias num inferno de solidão e desespero, até que a escuridão finalmente me engoliu.
E então... eu acordei.
"Mamã, acorda! Vamos perder o autocarro para a escola!"
Era a voz do Léo.
Eu tinha voltado.
Tinha voltado a três anos antes da sua morte.
Tinha recebido uma segunda oportunidade.
E desta vez, eu não ia falhar.
Eu ia proteger o meu filho e fazer com que aqueles que lhe fizeram mal pagassem.
Cada um deles.
Desta vez, a história seria diferente. O Projeto Roubado: Um Amor Destruído
Moderno A tela do tablet brilhava no escuro do apartamento, revelando a manchete que selaria meu destino.
"Jovem Talento Pedro Revela Projeto Inovador e Garante Estágio com a Renomada Arquiteta Dona Clara."
Abaixo da foto sorridente do calouro Pedro, estava o MEU projeto, o fruto de três anos da minha vida, e meu nome, um mero "assistente de pesquisa" em letras minúsculas.
Minha noiva, Ana, lixava as unhas sentada na cama, indiferente à bomba que acabara de explodir em minhas mãos.
"O que é isso, Ana? O MEU projeto?" explodi, mas ela me olhou com uma calma irritante, como se eu fosse uma criança fazendo birra.
"É só um projeto, Miguel. Você é talentoso, pode fazer outro," ela disse, as palavras me atingindo como pedras.
A fúria subiu. Não era "só um projeto". Era meu sonho, minha chance de trabalhar com Dona Clara – e ela o entregou a outro, dizendo que era "para ajudar alguém que precisava mais".
A manipulação em sua voz, as mentiras que começavam a se desvendar, o projeto estraçalhado em minhas mãos após jogá-lo contra a parede.
Então a voz dela: "Eu amo o Pedro!"
Essa confissão foi o golpe final. A traição era profunda demais para ser curada.
Meu coração se quebrou, mas a raiva, que antes me cegava, agora me impulsionava.
Não era apenas meu projeto, era minha alma que ela tentava apagar.
Eu não era mais o tolo apaixonado. Estava pronto para lutar.
Eu peguei meu telefone, meus dedos tremendo enquanto discava o número do meu pai. Vínculo Vital Rompido
Romance Heitor olhou para mim, sua xícara de café intocada.
Meus cinco anos de casamento terminaram com uma frase: "Clara, eu quero que você tenha um filho para mim."
Não era nosso filho.
Era para Vanessa, a amante dele, a mulher com quem ele passava a maior parte das noites.
Ele queria que eu fosse uma barriga de aluguel para o herdeiro de seu amor com outra.
A humilhação era um abismo, mas a indiferença dele era ainda pior, um vazio gelado.
Ele me entregou os papéis do divórcio.
Disse que era apenas uma formalidade, para o bebê ter o sobrenome dele quando ele se casasse com Vanessa.
Minha mão tremeu ao pegar a caneta.
Neste exato momento, um aviso fatal brilhou no ar, visível apenas para mim: [AVISO DO SISTEMA: O VÍNCULO VITAL ESTÁ LIGADO AO AMOR DO ANFITRIÃO. O DIVÓRCIO CORTARÁ O VÍNCULO.]
[CONSEQUÊNCIA: MORTE DA USUÁRIA EM 30 DIAS.]
Eu estava presa.
Há anos, salvei Heitor de um acidente, e um "sistema" ligou minha vida ao amor dele por mim.
Sua indiferença já me esgotava, o divórcio selaria meu destino.
Eu não assinei.
Dois dias depois, ele postou uma foto de Vanessa com um anel de noivado, a legenda era uma facada: "Para o meu verdadeiro amor, Vanessa. Nosso futuro começa agora."
A raiva me consumiu, uma fúria rara.
Eu o amei, cuidei dele.
Ele me jogou fora por Vanessa, que me humilhava publicamente enquanto eu morria lentamente.
Dez dias.
A contagem regressiva era incessante, me preparando para o fim.
Eu estava cansada da traição, da dor, do jogo de aparências.
Vinte e quatro horas.
Heitor ligou, impaciente.
Ele ainda queria que eu assinasse os papéis do divórcio, para Vanessa não ficar "impaciente" .
"Tudo bem, Heitor" , eu disse, minha voz um sussurro. "Me encontre na cafeteria."
Enquanto caminhava para o que seria meu fim, um carro em alta velocidade surgiu.
O impacto foi brutal.
A escuridão engoliu tudo.
Mas então, uma nova interface surgiu: [FALHA NO SISTEMA. VÍNCULO VITAL ROMPIDO PREMATURAMENTE. INICIANDO PROTOCOLO DE COMPENSAÇÃO.]
[NOVA MISSÃO: COLETA DE ARREPENDIMENTO.]
[OBJETIVO: ACUMULAR 1.000.000 PONTOS DE ARREPENDIMENTO DE HEITOR MENDES.]
[RECOMPENSA: RESSURREIÇÃO E LIBERDADE DO SISTEMA.]
Minha dor, meu sacrifício, seriam a chave para minha liberdade. A Guerra Começou: Não Sou Mais a Vítima
Moderno O cheiro a antisséptico invadia-me as narinas quando acordei no hospital.
A minha mãe estava aliviada, mas o Miguel, o meu marido, não.
Ele estava a consolar a minha cunhada, Beatriz, que cozinhara o jantar com camarão, apesar da minha alergia mortal.
E, no meio da minha quase morte, descobri que tinha perdido o nosso bebé.
Para Miguel, a minha emergência era um inconveniente.
Ele defendeu Beatriz, dizendo que eu "dramatizava".
A minha sogra ligou para me culpar, chamando a minha alergia de "pequena".
Senti-me invisível, despedaçada e incrivelmente só.
Como podia o homem que eu amava ser tão cego e cruel?
Era um acidente, diziam. Mas tudo cheirava a traição, a indiferença gélida.
O meu bebé, a nossa promessa, foi-se. E porquê?
Foi ao encontrar o tablet de Beatriz, com pesquisas sobre "dose letal de camarão para alérgicos" e "como induzir choque anafilático", e o seu diário, onde lia "O bebé deles, se existir, será apenas um dano colateral", que a verdade me atingiu.
Não foi um acidente. Foi um plano.
Naquele instante, soube que a minha vida, ou o que restava dela, nunca mais seria a mesma.
A guerra tinha acabado de começar. Você pode gostar
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Quando fui avaliar o sangramento, meu estômago revirou. A paciente era Allena, a noiva do primo dele.
August me empurrou violentamente contra a parede, exigindo tratamento VIP e escondendo o rosto dela. Mas o ultrassom revelou a verdade nojenta: uma ruptura interna grave causada por sexo agressivo nas últimas horas. Para me calar, ele jogou um cheque de cem mil dólares no chão, bem aos meus pés, enquanto Allena sorria cinicamente para mim da maca.
Mais tarde, para proteger a amante, ele me empurrou contra uma mesa de vidro, rasgando o meu braço, e exigiu que eu me ajoelhasse para pedir desculpas a ela por espalhar boatos.
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