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Madison

4 Livros Publicados

Livros e Histórias de Madison

O Pesadelo do Casamento Morto

O Pesadelo do Casamento Morto

Romance
5.0
A viagem de cinco horas foi longa, mas a alegria de Alice, minha filha, tornava tudo leve. Mal sabia eu que a surpresa planejada para meu marido Pedro, que estava em outra cidade a trabalho, se transformaria no maior pesadelo da minha vida. Ao chegar ao escritório dele, encontrei-o rindo com uma mulher jovem e linda. O sorriso dele congelou ao me ver, e o dela se tornou um triunfo presunçoso. "Júlia! Alice!", a voz forçada dele ecoou. O pânico em seus olhos não era de surpresa, mas de puro terror. A mulher, Sofia, não escondeu o deboche, nem o fato de conhecer minha filha. "Seu pai me mostrou tantas fotos suas.", ela disse, e meu mundo desabou. Mais tarde, no hotel, em um ato de desespero, peguei o celular dele. Lá, a verdade explodiu em mensagens e fotos: "Meu Anjo"... "A patroa ligou de novo. Drama porque a pirralha está com febre."... "Deixa elas pra lá, amor. Volta pra cá." E a pior de todas: uma foto deles no mesmo hotel, no dia do nosso aniversário de casamento. Meu casamento não estava em crise; ele estava morto. E eu tinha acabado de chegar ao funeral. A humilhação parecia não ter fim. Pedro tentava me controlar com a filha, e para piorar, Sofia apareceu na porta do nosso quarto, trazendo um lanche para ele. Nesse momento, Alice, com sua inocência, revelou que a "Tia Sofia" já visitava o papai no escritório, com a "vovó" de cúmplice. O que mais eles me esconderam? Meu sangue gelou. Eles estavam usando minha filha. A traição, misturada com uma rede de mentiras e manipulações por parte de Pedro e sua família, me encurralou. Eles ameaçavam tirar Alice de mim, usando minha dependência financeira como arma. O que eu, uma arquiteta que havia sacrificado a carreira pela família, poderia fazer contra todo um clã rico e sem escrúpulos? Mas a dor não me paralisou, ela me deu um propósito. Eles achavam que iriam me quebrar. Mas a Júlia que eles conheciam havia morrido. E uma nova Júlia, mais forte e determinada, estava prestes a renascer das cinzas.
A Vida Depois Dele

A Vida Depois Dele

Romance
5.0
O celular vibrou na cozinha, mas meus olhos estavam fixos nas duas linhas vermelhas do teste. Positivo. Grávida. Depois de dois anos de tentativas, a alegria me inundou. Mal tive tempo de sonhar com o Pedro e nossa família, quando o celular vibrou de novo. Era um vídeo. O som de um samba de roda e ele, Pedro, bêbado. Alguém perguntou: "E a Maria, Pedro? Cadê a patroa?" Ele virou o rosto para a câmera, os olhos brilhando de álcool e de uma euforia cruel. "Maria? A gente está junto por costume, só isso." "A verdade? Eu não a amo mais como antes. Chega uma hora que cansa, sabe?" Meu mundo desabou. A imagem de Sofia, a estagiária "esforçada" dele, desfocada atrás dele, não saía da minha cabeça. Eu liguei, o coração batendo no peito. Ele atendeu, a voz normal. Tão normal. "Eu recebi um vídeo seu." Um silêncio. Um suspiro. "Ah, isso? Maria, pelo amor de Deus, era só uma brincadeira de bêbado." Ele desligou. Fui ao supermercado, as lágrimas escorrendo. E então os vi. Pedro e Sofia, de mãos dadas, rindo. Ele disse que estava em reunião! A raiva me dominou. "Você não me assusta mais, Pedro." Naquele dia, na calçada gelada, enquanto eu protegia um cachorrinho assustado, o mundo me cobrava mais um preço pela traição dele. Senti algo quente entre minhas pernas. Sangue. E a dor me rasgou por dentro. Perdi meu bebê. E ele, o meu marido, nem sabia que eu estava grávida. Ele nem percebeu. Agora, eu não sentia mais raiva. Eu não sentia nada. Eu olhei para o Pedro, para o homem patético e assustado a meus pés, chorando arrependido no hospital. Eu puxei minha mão. "Acabou, Pedro. Eu quero o divórcio." Era hora de recomeçar. Sem ele. Eu precisei de tempo. Curei minhas feridas, ao lado do Fofão, o cachorrinho caramelo que salvou a minha vida naquele dia. E agora, dois anos depois, ao lado de Ricardo, eu finalmente sinto que tudo o que eu passei valeu a pena. Eu finalmente estava novamente pronta para amar.
Nove Vidas, Um Só Amor

Nove Vidas, Um Só Amor

Romance
5.0
Esta era a nona vez. Nona vez que eu abria os olhos para o mesmo teto branco e estéril de hospital, o cheiro de desinfetante invadindo minhas narinas. Eu já sabia onde estava e o que viria a seguir. Meu corpo estava exausto, minha alma cansada de oito vidas de sofrimento e mortes brutais. Em todas elas, eu fui apenas um personagem secundário, um obstáculo irritante na grande história de amor entre Isabella, minha tia adotiva, e o verdadeiro protagonista, Gabriel. Meu papel? Amá-la, falhar miseravelmente, e morrer para fortalecer o amor deles. Lembro cada morte com clareza horrível: afogado, jogado de um precipício, envenenado. Todas orquestradas ou permitidas por ela, a mulher que um dia amei desesperadamente. Mas, na nona vida, algo quebrou. Meu amor por Isabella se tornou um vazio oco. "Não, obrigado", pensei quando ouvi o sistema anunciar: "[Iniciando o nono ciclo. Missão principal: Conquistar o amor de Isabella. Recompensa: Sobrevivência.]" Eu só queria paz, liberdade, mesmo que o preço fosse a morte definitiva. A porta se abriu, e ela entrou, deslumbrante como sempre, com Gabriel ao seu lado. Ela me ofereceu sua falsa preocupação, ele, seu sorriso de escárnio. "Ele é fraco, meu amor", Gabriel disse, "Provavelmente só queria um pouco de atenção." Então, vi Flocos, o pequeno spitz alemão, pular nos braços de Gabriel, recebendo carinho que eles nunca me deram. E Isabella sorriu, um sorriso genuíno que há anos não via. A verdade me atingiu com a força de um soco: para eles, eu valia menos que um cachorro. A humilhação suplantou a dor de todas as minhas mortes passadas. Com uma calma que eu não sentia há muito tempo, arranquei o acesso intravenoso do meu braço. Peguei o porta-retrato com nossa foto e o joguei na lixeira. O vidro se quebrando foi o som de correntes se partindo. "Eu desisto", eu disse, minha voz rouca, mas firme. "Eu não quero mais fazer parte disso." Isabella e Gabriel me encararam, chocados. Foi a primeira vez em nove vidas que eu me senti no controle. Eu me importava com as consequências? Não. Eu só queria que tudo acabasse.