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Mo Xin

6 Livros Publicados

Livros e Histórias de Mo Xin

O Retorno da Fênix

O Retorno da Fênix

Moderno
5.0
A última coisa que Maria se lembrava era do vazio no convento, sua carreira e fé pulverizadas por uma tempestade de mentiras. O golpe final veio do sorriso de sua própria irmã, Joana, gabando-se do contrato que um dia fora de Maria. Naquele dia, Maria se entregou à escuridão, sua vida desfeita, seu coração paralisado pela traição de quem amava. Mas um cheiro familiar de lavanda e o brilho de um calendário digital trouxeram uma confusão avassaladora: 15 de outubro, o dia do lançamento do álbum que arruinou tudo. Ela estava de volta? Joana apareceu, doce e melodiosa, estendendo uma caixa de presente e proclamando o "grande dia" de Maria, alheia ao frio desdém nos olhos da irmã ressuscitada. A Maria renascida não abraçaria. Ela buscava a cópia mestre, o pen-drive com o áudio que Joana sabotou, a prova da cobra por trás do sorriso. Familiares e o noivo, Daniel, a acusaram de loucura e ciúmes, defendendo a "vítima" Joana, enquanto Maria era julgada e silenciada mais uma vez. O tapa do tio Roberto, o pastor influente, ecoou, derrubando o pen-drive e o equipamento de som de última geração, destruindo a chance de provar a verdade. Perdendo a esperança e à beira do mesmo abismo, Maria mal podia acreditar que a injustiça se repetia, o poder e a violência a calando novamente. Mas então, uma voz inconfundível soou, Vovô Samuel, o patriarca, entrou pela porta, seus olhos afiados fixos no filho. A batalha contra a escuridão havia acabado de começar para Maria, mas desta vez, ela não estaria sozinha.
A Prioridade Dele

A Prioridade Dele

Moderno
5.0
Estava grávida de oito meses, as minhas mãos acariciavam a barriga, sonhando com a vida que nos esperava. Miguel tinha prometido ser o melhor pai do mundo. Mas no trânsito, o inferno começou. O cheiro a queimado, os gritos, a chapa de metal a prender-me a perna. Em desespero, liguei ao meu marido. "Clara? Estou ocupado", a voz de Miguel soou irritada ao telefone. "A Sofia teve um ataque de pânico por causa do nevoeiro. Não a posso deixar." Ele desligou, abandonando-me ali, presa, enquanto o meu bebé lutava pela vida. Acordei no hospital, num quarto branco e estéril, mas o berço do meu filho estava vazio. A dor da perda era sufocante. Miguel chegou cinco horas depois, não com arrependimento, mas com desculpas esfarrapadas, como se eu fosse um inconveniente. A minha sogra, Isabel, do outro lado da linha, acusou-me de ser "dramática e ingrata" por questionar a lealdade do filho. Como puderam eles, em uníssono, justificar tal crueldade? Como podia o homem que me prometeu o mundo escolher uma "amiga" em detrimento do nosso próprio filho, em tal momento de vida ou morte? O seu comportamento não era apenas negligência, era uma devoção cega e irracional. Havia algo muito mais sombrio e escondido por detrás daquela "amizade". Tinha de haver uma razão para tanto desinteresse e frieza. Naquele leito de hospital, a dor na minha perna era nula comparada à ferida na minha alma. Uma decisão fria e inabalável tomou conta de mim. A partir de agora, a minha vida seria só minha. Peguei no telemóvel e apaguei o seu número. O divórcio seria apenas o primeiro passo.