Sunny
3 Livros Publicados
Livros e Histórias de Sunny
Ferramenta do Destino, Senhora do Mundo
Fantasia O ar no escritório do advogado era abafado, pesado, e eu, como uma espectadora invisível, flutuava, enquanto o testamento de Pedro, o homem com quem passei dez anos da minha vida, era lido.
"Eu, Pedro Almeida, deixo todos os meus bens, incluindo a empresa \'Construções Futuro\', para a minha amada, Juliana Bastos."
Um silêncio chocado. Eu lembrava da dor aguda, mas agora era apenas um frio entorpecente.
O advogado continuou, sua voz monótona e cruel: "Minha ex-parceira, Sofia, com quem não tenho mais nenhuma ligação emocional, deverá organizar meu funeral e cuidar de Juliana em seu luto."
Cada palavra era um tapa. Ele me legava tarefas e dor, enquanto entregava a ela a fortuna que eu ajudei a construir. A fortuna erguida sobre minhas ideias, meus projetos, minhas noites em claro.
Lembrei-me do nosso pequeno apartamento, do cheiro de macarrão instantâneo, de mim curvada sobre a prancheta até as três da manhã, enquanto ele dormia. Ele prometia o mundo.
Ele me deu o mundo, sim. O mundo da humilhação e da servidão.
Percebi com clareza terrível: eu nunca fui uma parceira. Eu era uma ferramenta. Uma arquiteta talentosa e barata, uma empregada doméstica sem salário, uma cuidadora para usar e descartar.
Ele usou minhas ideias para a empresa, meu talento para prêmios, e quando a herdeira rica apareceu, ele me descartou como lixo. E agora, morto, me queria servindo a mulher que tomou meu lugar.
Uma raiva fria e profunda borbulhou, diferente da primeira vez, quando a dor e o choque me cegavam. Todo meu sacrifício, amor, dedicação... para quê? Para ele viver no luxo e depois me deixar limpar sua sujeira final?
A injustiça me sufocava. Eu via o rosto satisfeito de Juliana, as lágrimas de crocodilo, e a arrogância dos pais dele. Todos sabiam. Todos concordavam.
Naquele momento, revivendo minha tragédia, um pensamento tomou forma: se eu tivesse outra chance. Ah, se eu tivesse apenas mais uma chance, as coisas seriam muito, muito diferentes.
O telefone tocou, me puxando para fora do torpor. Era Juliana.
"Sofia? É a Juliana."
A voz dela era falsamente doce, mas carregada de triunfo.
"Eu só queria dizer que sinto muito por tudo. Sei que deve ser um choque para você. Mas o Pedro me amava de verdade. Ele só estava esperando o momento certo para te contar. A fortuna... bem, foi a maneira dele de garantir que eu ficasse bem."
Cada palavra era uma provocação. Ela não sentia muito. Ela estava se deliciando com a minha dor.
Antes que eu pudesse responder, a campainha tocou insistentemente. Abri a porta e dei de cara com a mãe de Pedro.
"Sua descarada!", ela gritou, tentando me empurrar. "Você achou que ia conseguir alguma coisa, não é? Meu filho nunca te amou! Ele só te usou porque você era útil! Agora saia desta casa! Isso tudo pertence à Juliana!"
Ela avançou. Eu recuei, chocada. Mas a raiva do testamento voltou. Eu não seria mais um saco de pancadas.
Quando ela tentou me agarrar, segurei seus pulsos com força.
"Saia da minha casa," eu disse, com uma voz fria que eu mesma não reconheci.
Ela recuou, lançando-me um olhar de puro ódio antes de ir embora, gritando ameaças.
Fechei a porta, tremendo. Não de medo. De raiva. Eu não os deixaria me destruir.
Naquela mesma semana, contratei um advogado. Eu tinha provas. E-mails, rascunhos, testemunhas. Provas de que a 'Construções Futuro' foi construída sobre meu trabalho. Eu lutaria pelo que era meu.
O processo foi longo e desgastante. A família de Pedro e Juliana usaram todo o dinheiro e influência para me difamar. Pintaram-me como aproveitadora, ex-namorada amarga e gananciosa. Mas eu persisti.
No dia do veredito, o juiz bateu o martelo.
"A corte decide em favor da senhorita Sofia. Fica provado que ela é cofundadora intelectual da empresa \'Construções Futuro\' e tem direito a cinquenta por cento de seus ativos."
Uma onda de alívio me inundou. Eu tinha conseguido. Justiça. Por um breve momento, eu senti que podia respirar de novo.
Saí do tribunal e entrei no carro, exausta e triunfante. Liguei para minha mãe para dar a boa notícia. Enquanto o telefone chamava, dirigi para casa, sonhando com o futuro. Um futuro onde eu finalmente estaria livre de Pedro e sua sombra.
Foi quando eu vi os faróis.
Um caminhão vindo na contramão, em alta velocidade. Não tive tempo de reagir. O impacto foi brutal. Metal se contorcendo, vidro quebrando. E então, uma dor lancinante e a escuridão.
Minha última visão consciente foi a de dois rostos na janela do meu carro destruído.
Pedro e Juliana.
Eles não pareciam preocupados ou chocados. Eles sorriam.
"Que pena", disse Juliana, com a voz gotejando sarcasmo. "Parece que você não vai poder aproveitar seu dinheiro, Sofia."
Pedro se inclinou, seu rosto uma máscara de desprezo.
"Eu te avisei para não mexer comigo. Você nunca aprendeu, não é? Você sempre foi tão ingênua. Agora, tudo é meu. E da Juliana. Como deveria ter sido desde o começo."
A escuridão me engoliu. A última coisa que senti foi a raiva queimando, a injustiça me consumindo. Eles tinham me tirado tudo. Minhas ideias, minha carreira, meu amor, e finalmente, minha vida. E eles saíram impunes.
O cheiro de gasolina e pneu queimado invadiu minhas narinas. Abri os olhos, piscando contra a luz forte de um poste. Eu estava no meu carro. O airbag acionado. O para-brisa trincado.
Meu coração disparou. O caminhão. O acidente.
Mas... algo estava errado. Eu me toquei. Eu estava viva. Inteira.
Olhei pela janela. Reconheci o lugar. Era a rotatória perto do centro de convenções. E a data no painel do carro. Era o dia. O dia em que Pedro me humilhou publicamente, anunciando o noivado com Juliana em um evento da empresa, após apresentar um projeto meu como se fosse dele.
Eu tinha sofrido um pequeno acidente a caminho do evento. Na vida passada, ajudei uma senhora que havia caído e cheguei atrasada, a tempo de ver meu mundo desmoronar.
Gritos me tiraram dos pensamentos. A senhora. Ela havia caído, sua bolsa espalhada pela calçada. Na vida passada, corri para ajudá-la, a "boa samaritana" de sempre.
Desta vez, pisei no acelerador.
O carro cantou pneu. Eu não olhei para trás. A senhora seria ajudada por outra pessoa. Não por mim. Não mais.
Minha mente estava a mil por hora. Renascimento. Eu voltei no tempo. Voltei para o dia em que tudo começou a dar errado.
Uma risada borbulhou no meu peito, meio louca, meio aliviada. Eu não estava morta. E tinha uma segunda chance. Uma chance de fazer tudo diferente.
Na vida passada, minha bondade só me trouxe dor. Ajudei a senhora e torci o tornozelo, uma lesão que me assombrou por anos. Fui a "justiceira" no trabalho e acabei isolada. Fui a parceira leal e fui traída e morta.
Chega.
Nesta vida, eu só cuidaria de mim e da minha família. Minha mãe, Lúcia. Meu irmão, Miguel. O resto do mundo que se dane.
Dirigi direto para casa, ignorando as dezenas de chamadas de Pedro. Cheguei, liguei o computador e, com as mãos tremendo de adrenalina, fiz algo que mudaria tudo. Vendi as poucas ações que minha avó tinha me deixado. Eram de uma empresa de tecnologia que, eu sabia, iria à falência em seis meses. Com o dinheiro, comprei ações de uma pequena startup de energia renovável que ninguém conhecia, mas que, eu sabia, se tornaria um gigante em dois anos.
Era meu primeiro passo. Minha primeira vingança.
Meu telefone tocou de novo. Era Pedro. Desta vez, atendi.
"Sofia! Onde você está? Eu preciso da versão final da apresentação! O evento começa em uma hora!" A voz dele era arrogante, exigente.
Eu respirei fundo, sentindo um poder que nunca tive antes.
"Pedro", eu disse, com a voz calma e fria.
"O quê? Anda logo, me manda o arquivo!"
"Eu não vou mandar nada. E, a propósito, terminamos. Pegue suas coisas do meu apartamento até o final do dia."
Houve um silêncio chocado do outro lado da linha.
"O que... O que você disse? Você ficou louca? Sofia, não brinque com isso agora! Minha carreira depende dessa apresentação!"
Sua carreira. Não a nossa. A dele. A carreira que ele estava construindo nas minhas costas.
"Esse é o seu problema, não o meu", eu disse, e desliguei.
Imediatamente, bloqueei o número dele. E o de Juliana. E o dos pais dele.
Sentei-me no sofá, o mesmo sofá onde chorei por dias na minha vida passada. Mas desta vez, eu não estava chorando. Eu estava sorrindo. O jogo tinha virado. E eu estava pronta para jogar. Fora da Gaiola Dourada
Romance No Porto, eu era Liana, a mulher do poderoso produtor de vinhos Diogo Santos, tratada por ele como uma princesa. A nossa vida parecia um conto de fadas, invejada por todos – mas eu sentia-me presa numa gaiola dourada.
Há uma semana, um vídeo anónimo rasgou o véu: Diogo, na sua adega, beijava apaixonadamente a sua sommelier, Sofia. O meu mundo perfeito desmoronou.
A traição era profunda. Eu ouvi-o sussurrar a Sofia que eu era "apenas a Sra. Santos, uma fachada". Ela, grávida do filho dele, provocava-me com as nossas joias iguais. A dor atingiu o clímax num brutal acidente de iate no Douro, onde Diogo a protegeu a ela, não a mim, nem ao nosso bebé. Sofri um aborto devastador.
Como podia ele, o "marido do século" , ser tão cruel? A sua pública devoção era uma farsa, um teatro para me prender. A perda do meu filho, sacrificado pela sua duplicidade, deixou um vazio que nenhuma mentira podia preencher.
No aeroporto, no meu voo para a liberdade, o ouvi declarar publicamente que eu era "apenas um erro". Assinei os papéis do divórcio. Naquele instante, a minha nova vida começava. Eu iria reconstruir-me longe, mas a sua obsessão não me deixaria em paz. O Naufrágio da Minha Alma
Moderno Na minha vida passada, Duarte Moreno sacrificou tudo por mim, até a própria vida, para me salvar.
Nesta vida, renasci com o único desejo de o amar e de me redimir.
Mas o homem que encontrei era frio, distante, cruel, e eu percebi cedo que ele também se lembrava.
O meu destino selou-se quando ele me trancou numa adega fria e húmida.
Ele forçou a minha mãe, de saúde frágil, a uma perigosa doação de medula óssea para a sua amante, Sofia.
Era a sua vingança, um teste monstruoso à minha sinceridade, ignorando o meu arrependimento.
A crueldade de Duarte não conhecia limites: fui sujeita a humilhações públicas, forçada a lavar os pés da amante.
Ele até ordenou que me partidossem os dedos.
Num golpe final, acusou-me de empurrar o seu avô pelas escadas, ignorando as minhas súplicas e a verdade.
O homem que na vida anterior vendera as suas vinhas mais preciosas para me salvar, neste ciclo, tornara-se o meu carrasco cego, sedento de vingança.
A dor era insuportável, a injustiça enlouquecedora.
Como podia ser este o mesmo homem que me prometeu amar até à morte?
Sem mais forças para lutar, e perante o seu derradeiro castigo de exílio, decidi que só havia uma saída para encontrar a minha paz e liberdade.
Com a ajuda da minha prima, orquestrei uma fuga engenhosa sob um disfarce sinistro.
Para Duarte e para o mundo, Leonor Almeida morreria naquela noite, num naufrágio, e nunca mais seria encontrada. Você pode gostar
A Fugida da Luna Grávida
PR Na véspera do casamento de Ashley, sua melhor e única amiga, Helen, a drogou.
No entanto, como uma bruxa poderosa, Ashley não seria presa tão facilmente.
Ela percebeu o esquema de Helen e revelou sua natureza maligna.
Mas ninguém acreditou nela, incluindo seu noivo e os pais dela.
Traída, perdida e com raiva, Ashley foi sozinha para um hotel na estrada.
Lá, ela teve um caso de noite com um estranho.
No dia seguinte, Ashley usou um feitiço para remover qualquer traço de que ela já esteve lá.
Mal sabia ela que aquele homem, na verdade, era o Rei Alfa - Nikolai!
E desde aquela noite, ele procurou loucamente por Ashley... Amor com o Alfa Errado
PR Ela estava ferida. Ela foi intimidada e ridicularizada. E a única esperança que a mantinha era encontrar seu companheiro. Ela sempre foi fraca. Fraco para o mundo. Por quê?
Porque ela era uma lanterna. Ela não tinha um lobo. Isso é o que todos pensavam sobre ela.
Quando ela encontrou seu companheiro, ele queria que ela fosse sua puta e não uma esposa.
Ela pode ser um ômega, mas isso não significa que ela vai levar deslealdade e traição de ânimo leve. Então ela fez algo que ninguém na história jamais fez.
Ela rejeitou um Alfa.
"Eu, Alexis Clark, rejeito Brandon Sterling, o alfa do Black Mist Pack, e me considero uma alma livre até que eu decida."; Foram suas últimas palavras antes que ela deixasse aquele lugar torturante e se tornasse uma desonesta.
Um ladino que todos estavam temendo e encontrando.
Por quê? Porque ela era a malvada que se tornou um dos maiores problemas de quase todas as matilhas do país.
Ela era Alexis Clark. Um ladino que rejeitou um Alfa, alimentou furtivamente, matou outros ladinos, e mais do que isso foi viver com humanos e estudar com eles.
O que acontecerá quando o caso dela for entregue ao alfa mais perigoso do mundo, Sebastian Sinclair, que assumiu a responsabilidade de punir esse ladino.
Aquele que odiava ladinos e ômegas a um nível que estava além da compreensão. Por quê? Porque seu companheiro era um ômega, que o traiu com um ladino antes de morrer.
Como Alexis enfrentará esse alfa, em cuja faculdade ela estudou e viveu escondida por quase um ano?
O que Sebastian fará quando descobrir que a nova garota com quem ele estava conversando não é outra senão o ômega desonesto que ele decidiu matar?
"Amar você com todas as minhas forças era meu único desejo, mas você foi o único que me deu um sofrimento sem fim. Então hoje, prometo a mim mesma não me apaixonar por ninguém."; Um ditado simples que tanto Alexis quanto Sebastian juraram.
Eles serão capazes de encontrar seu amor em meio a todos esses problemas? Traição e Renascimento
Qing Shui Lian Jian Pedro e eu éramos o casal que todos admiravam, dez anos de conto de fadas, uma vida construída com amor e promessas.
Mas então, uma foto anônima chegou ao meu celular, revelando Pedro em um restaurante, os olhos cheios de ternura para outra mulher, a secretária dele, Sofia.
Meu mundo desabou em um zumbido ensurdecedor, o estômago revirado pela náusea da traição. O suco de abacate que ele oferecia a ela, o mesmo que eu odiava, era um símbolo cruel da sua duplicidade.
Como ele pôde? Todas as mentiras, o celular sempre desligado, as desculpas esfarrapadas para as datas esquecidas… Eu era uma idiota por acreditar, uma boba por amar tanto.
Agarrei-me ao peito, vomitando não só o café da manhã, mas também os dez anos de farsa. Eu havia perdido a mim mesma, a Clara cheia de garra. Mas agora, eu renascia das cinzas, mais forte.
Quando ele chegou em casa, cansado e alheio, oferecendo-me um batido verde, o mesmo tom do suco da foto, o desgosto me invadiu.
"Eu não gosto de abacate", eu disse, a voz calma, fria. "Você sabe disso."
Ele tentou me abraçar, mas o meu corpo se tornou uma estátua de gelo, e a frieza nas minhas palavras o chocou profundamente. Uma tempestade externa espelhava a turbulência dentro mim, e cada gesto dele, cada toque, deixou marcas invisíveis de repulsa.
No momento seguinte, o celular dele tocou, era a Sofia. "Tenho que ir, é urgente", ele disse, correndo porta afora, sem olhar para trás.
Ele ia para ela, a mulher que era a sua verdadeira "urgência" .
Sozinha na escuridão, a palavra "urgente" ecoava, agora vazia para mim.
A febre me derrubou, a dor física da traição me consumindo, até que o conforto familiar me fez desabar.
Minha mãe me abraçou, mostrando-me desenhos antigos, lembrando-me da garota vibrante que eu era. Ao ver meu eu passado, chorei não só por Pedro, mas por mim mesma, por ter me perdido.
Naquela noite, eu respirei. A Clara estava de volta.
Em nosso apartamento, cada objeto carregava uma história, agora manchada. Dez anos de risos e lágrimas, agora apenas uma pilha de memórias dolorosas.
Quando Pedro entrou, vi seus olhos cansados, mas a minha voz saiu firme e clara: "Pedro, vamos nos divorciar."
A incredulidade virou raiva em seu rosto e ele agarrou meu pulso. "O que você está dizendo? Está brincando comigo?"
Eu me soltei. "Eu não estou brincando. Eu quero o divórcio."
Ele bufou, tentando me manipular com falsas promessas de férias. "Clara, chega de dramas. O que você quer? Mais atenção?"
Eu sorri amargamente. "Não preciso das suas promessas vazias. Eu quero uma parte maior do nosso patrimônio. Afinal, você é a parte culpada."
Sua arrogância desmoronou. "Clara, não exagere. Não seja ridícula. Não há necessidade de levar as coisas a este extremo."
Sua condescendência me atingiu profundamente. Ele não sabia a dor que me causara. "Pedro, por que você tinha tanta certeza de que eu nunca te deixaria?"
Ele gaguejou. E então, eu disse: "Sofia."
A palavra o atingiu como um soco. Ele ficou pálido, chocado. "Como você sabe?"
"Não importa como eu sei", eu disse, jogando as fotos na mesa. Fotos dele e Sofia, rindo, se beijando. O suco de abacate.
Ele caiu de joelhos. "Me desculpa, Clara, me desculpa."
Olhei para ele sem emoção. "Quando você cozinhava para ela, usava as mesmas receitas? Quando secava o cabelo dela, era com o mesmo cuidado? Quando ela tinha cólicas, fazia o mesmo chá de gengibre?"
Seu silêncio era a resposta.
"Eu poderia ter aceitado o fim do nosso amor", eu disse, a voz cortante. "Mas não posso aceitar que o amor que me deste, a atenção que me dedicaste, tenha sido partilhada com outra pessoa. Isso é nojento."
"Para, por favor, para de falar", ele suplicou, lágrimas escorrendo.
"Você não pensou em mim quando estava com ela", eu retruquei. "Por que devo te poupar agora?"
Ele agarrou minha mão, suas lágrimas quentes na minha pele. "Eu faço qualquer coisa para te compensar. Por favor, me dê outra oportunidade."
"Não há nada que possa fazer", eu disse, puxando minha mão. "Eu me amo mais do que te amo."
Eu o deixei ali, de joelhos, suas palavras de dor um murmúrio derrotado. A casa desabou, mas eu me senti livre.
Com o divórcio em mãos, senti o peso sair dos meus ombros. Postei uma foto do documento: "Finalmente livre. Celebrando minha nova vida."
O celular vibrava com mensagens de apoio. Sofia havia visto a publicação, seu avatar a vista da janela do escritório dele. Ela não era o problema. Ele era.
Minha amiga Rafaela exultou. "Graças a Deus! Você está bem?"
Eu estava, e estava pronta para viajar, para recomeçar. A divisão dos bens foi fácil; ele aceitou tudo, consumido pela culpa.
No escritório, recebi estrelícias azuis, minhas flores preferidas. Sem cartão. Nos dias seguintes, mais flores, o mistério crescendo.
Uma mensagem anônima chegou. "Gostou das flores? Gostaria de te encontrar. Estarei no parque de diversões à beira-rio, ao pôr do sol."
Eu fui.
Lá, uma figura alta, com um redemoinho familiar no cabelo, olhava o rio. Era Pedro. Mas o Pedro de dezoito anos. Eu estava em choque.
"Pedro?", minha voz mal saiu.
Ele sorriu, os olhos brilhando com uma luz que eu não via há anos. "Olá, Clara. Sou eu."
"Você... você tem dezoito anos", gaguejei.
"Eu sei. Eu só acordei aqui. Mas fui eu que te enviei as flores." Ele me beijou a mão, colocou um chapéu de palha feito por ele na minha cabeça. "Eu ainda te amo."
Instintivamente, ele me puxou para protegê-la de alguns motoqueiros. Senti a segurança que há muito perdera.
Na roda-gigante, a cidade se estendia abaixo. Ele me perguntou: "Clara, se você soubesse o final da história, você ainda teria começado?"
A pergunta pairou no ar. Minha resposta agora era diferente.
"Obrigada", eu disse, a voz cheia de emoção. "Obrigada por me amar, por me ensinar. Por fazer parte da minha vida."
Ele chorou, pedindo desculpas pelo seu eu futuro. "Por favor, Clara. Dê-lhe outra oportunidade."
"Porque amar alguém é não querer machucá-lo", eu disse, a voz firme. "Seu eu futuro me machucou repetidamente. Minha vida é sobre respeito próprio, felicidade, paz. Não vou sacrificar tudo isso por um homem que não me merece."
Ele sorriu tristemente, seu corpo ficando transparente. O sino da torre do relógio soou à meia-noite.
"Adeus, Clara", ele sussurrou antes de desaparecer. "Seja feliz."
Eu estava sozinha, mas com o coração em paz. O passado havia ficado para trás.
Minha vida voltou ao normal. Pedro continuava a implorar, a enviar flores que eu jogava fora. Ele não entendia que era tarde demais.
No jantar com Thiago e Camila, meus cúmplices involuntários, levantei meu copo. "Vocês não têm culpa. Vocês me abriram os olhos."
Fora do restaurante, Pedro nos bloqueou. "Clara, precisamos conversar."
Camila o confrontou, mas eu a detive. "Deixe. Eu cuido disso." Olhei para ele com calma fria. "Diga o que você tem a dizer."
Ele tirou uma pasta cheia de documentos, oferecendo tudo. "Tudo o que tenho. Como garantia de que nunca mais te trairei."
Eu nem olhei para os papéis. "Você acha que isso muda alguma coisa? Acha que dinheiro pode apagar o que você fez?"
Minha voz baixava para um sussurro intenso. "Naquele dia, com ela, você pensou em mim? Ou pensou na Sofia, que gosta de abacate?"
Ele não conseguiu responder. "Você é nojento, Pedro. Você é sujo."
Virei as costas, deixando-o ali, estilhaçado, percebendo a enormidade do que havia perdido.
O sol brilhava. No café, Rafaela sorriu. "Você está brilhando, amiga. O divórcio te fez bem."
"Eu me reencontrei", eu disse. Levantei meu copo. "Um brinde a mim."
Na selfie, eu era vibrante, cheia de vida, a Clara que tinha voltado, mais forte do que nunca.
No vazio de seu apartamento, Pedro olhava para a lista das "100 coisas para fazer com a pessoa amada". A felicidade havia se tornado desconforto, um prazer perverso em machucá-la.
Agora, o arrependimento o sufocava. "Me desculpa, Clara", ele sussurrava.
Ele a via de longe, recebendo prêmios, fazendo doações. Ela voava, enquanto ele se afundava na miséria.
Seu primo assumiu a empresa. Ele passava os dias em casa, com depressão, revivendo as memórias. Ele sabia que a havia perdido para sempre. Seu único consolo: o amor que ainda sentia, sua tortura e sua penitência.
O Jovem Pedro acordou num quarto luxuoso, um homem mais velho com seu próprio rosto o encarava no espelho.
"Quem é você?", o Jovem Pedro perguntou.
"Eu sou você, daqui a dez anos", o Pedro mais velho respondeu, um sorriso cínico.
O eu mais velho contou-lhe tudo de sua traição, de como ele havia destruído Clara.Uma raiva cega tomou conta do Jovem Pedro. "Como se atreveu a machucá-la?" Ele o derrubou com um soco.
Ele fugiu daquele futuro de pesadelo, sua única preocupação era proteger Clara. Enviava flores a ela, aquelas que sabia que ela amava, para dizer que seu amor ainda era puro.
Quando finalmente a viu, o coração acelerou. Havia uma tristeza em seus olhos que o partiu ao meio.
No topo da roda-gigante, a dor lancinante da sua recusa foi acompanhada por um estranho alívio. Ela estava se protegendo, escolhendo sua própria felicidade.
Seu corpo começou a desaparecer. "Que a minha pessoa mais amada, no lugar que eu não posso ver, esteja bem e feliz", ele sussurrou.
E então, ele se dissolveu, deixando para trás apenas o amor, uma memória tenra do que já foi. A Confeiteira da Revanche
Ren Ping Sheng O cheiro de antisséptico no hospital se tornou o lembrete constante de uma nova e dolorosa realidade: meu irmão, Lucas, paralisado na cama.
Em uma vida passada, este foi o momento exato do meu desespero, quando aceitei qualquer ajuda para curá-lo, inclusive a oferta da poderosa família Silva.
Meu dom era único – minhas sobremesas podiam curar – e a filha deles, Clara, que não andava, era a promessa de cura para Lucas.
Eu acreditei neles, curei Clara, mas a promessa era uma mentira cruel: eles me descartaram, destruíram minha vida e garantiram que Lucas nunca recebesse o tratamento de que precisava, levando-o à morte e, logo depois, a mim, em um mar de arrependimento.
Mas agora, no mesmo hospital, com Lucas ainda pálido, o toque do meu celular e o nome "Beatriz Silva" na tela me trouxeram uma certeza fria: desta vez, eu não seria a garota ingênua; eu recusaria, e o jogo cruel deles não se repetiria. Ladar - Sangue & Sacrifício - Série a Ascensão dos Heróis - Livro 1
Sebastian Pereira Setecentos anos antes de Sangue & Honra.
Em um mundo onde a lua ilumina um terreno de trevas e traições, Calum Fireblade emerge das profundezas da Floresta Sufocante. Criado como um simples caçador, o destino o leva a um caminho de sangue e glória quando sua vida é devastada por uma traição inimaginável. As sombras dançam ao redor de Calum, e os corvos, espiões da noite, observam seus passos enquanto ele se transforma de um jovem perdido em um guerreiro temido.
Nas cortes traiçoeiras e nos campos de batalha ensanguentados, alianças são formadas e quebradas com a mesma rapidez de um golpe de espada. Amores proibidos florescem e murcham, enquanto o poder corrupto se esconde em cada esquina. Calum deve navegar por um labirinto de conspirações e segredos sombrios, onde a verdade é uma moeda rara e a confiança pode ser fatal.
Enquanto tempestades de magia antiga e vingança implacáveis varrem a terra, Calum descobre um poder adormecido dentro de si, um legado ancestral que pode mudar o curso de sua vida e do mundo ao seu redor. "Ceifador da Lua" tece uma tapeçaria complexa de personagens inesquecíveis e destinos entrelaçados, onde cada decisão pode selar o destino de reinos e a sobrevivência de almas.
Neste épico de traição, paixão e guerra, a linha entre herói e vilão é tênue, e a batalha pelo poder nunca termina realmente. Calum Fireblade é mais do que um homem; ele é uma força da natureza, destinada a deixar um legado indelével nas páginas da história. Da Ruína à Noiva Bilionária
Blue Meu pai criou sete órfãos brilhantes para serem meus potenciais maridos. Durante anos, eu só tive olhos para um deles, o frio e distante Damião Paiva, acreditando que sua distância era um muro que eu só precisava derrubar.
Essa crença se estilhaçou na noite passada, quando o encontrei no jardim, beijando sua irmã de criação, Eva - a garota frágil que minha família acolheu a pedido dele, aquela que eu tratei como minha própria irmã.
Mas o verdadeiro horror veio quando ouvi os outros seis Bolsistas conversando na biblioteca.
Eles não estavam competindo por mim. Estavam trabalhando juntos, orquestrando "acidentes" e zombando da minha devoção "estúpida e cega" para me manter longe de Damião.
A lealdade deles não era a mim, a herdeira que segurava o futuro deles em suas mãos. Era a Eva.
Eu não era uma mulher a ser conquistada. Eu era um fardo tolo a ser administrado. Os sete homens com quem cresci, os homens que deviam tudo à minha família, eram um culto, e ela era a rainha deles.
Esta manhã, entrei no escritório do meu pai para tomar uma decisão que queimaria o mundo deles até as cinzas. Ele sorriu, perguntando se eu finalmente havia conquistado Damião.
- Não, pai - eu disse, com a voz firme. - Eu vou me casar com Heitor Bastos.