A Sugar Baby Queridinha do CEO

A Sugar Baby Queridinha do CEO

S. S Collins

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Capítulo

Babi, uma jovem de 21 anos, luta para sobreviver trabalhando como garçonete. Precisando de dinheiro, ela se torna uma sugar baby para Yanek Kovalev-Harris, um bilionário charmoso e misterioso. À medida que se envolve com ele, Babi precisa decidir se está disposta a arriscar seu coração em troca de uma vida mais luxuosa.

A Sugar Baby Queridinha do CEO Capítulo 1 1.

A caneca de café quase escorregou da mão de Babi quando o cliente ranzinza da mesa 4 resmungou outra reclamação.

- Moça, eu pedi esse café com menos açúcar! Quer me matar de diabetes?

Babi forçou um sorriso enquanto pegava a xícara de volta.

- Claro, senhor. Vou trazer outro pra você.

Virou-se com um suspiro exasperado, caminhando até o balcão, onde sua amiga Zoe terminava um pedido. Quando os olhares se encontraram, Babi revirou os olhos, e Zoe teve que morder o lábio para não rir.

- Mais um reclamão? - Zoe perguntou, balançando a cabeça.

- O de sempre - Babi respondeu, despejando o café na pia com um pouco mais de agressividade do que o necessário.

O celular vibrou no bolso do avental. Ela o puxou com um pressentimento ruim e, quando viu o nome do senhor Vasquez, seu senhorio, um frio percorreu sua espinha. Com um suspiro, abriu a mensagem.

Vasquez: Babi, aluguel tá atrasado. Preciso desse dinheiro até sexta, senão vou ter que procurar outro inquilino. Nada pessoal.

Babi fechou os olhos por um momento. O dinheiro do aluguel? Tinha evaporado quando precisou comprar uma geladeira nova no mês passado. Sua antiga simplesmente desistira da vida, e viver sem geladeira estava fora de questão.

O que diabos ela ia fazer agora?

- Terra chamando Babi? - Zoe estalou os dedos na frente dela.

- Nada, só... problema com o aluguel. - Ela enfiou o celular no bolso e pegou o novo café para o cliente chato.

- Ih, grana curta? Você sempre dá um jeito.

Babi desejou que fosse verdade.

Depois do expediente, as duas saíram juntas, aproveitando a brisa da noite. Babi enfiou as mãos no bolso do casaco surrado enquanto olhava para Zoe, que usava uma jaqueta nova e aparentemente cara.

- Ei, de onde você tirou essa jaqueta? - Babi perguntou, franzindo o cenho. - A gente trabalha no mesmo lugar e sei que esse salário não dá pra luxos assim.

Zoe hesitou por um momento antes de suspirar.

- Você promete que não vai julgar?

Babi ergueu uma sobrancelha.

- Depende. Você tá vendendo órgãos no mercado negro?

Zoe bufou uma risada.

- Não! Mas... tô fazendo um negócio bem lucrativo.

- Zoe...

- Tá bom, tá bom. Eu sou sugar baby.

Babi piscou.

- O quê?

- Você sabe... um site de homens ricos, dispostos a bancar uma garota em troca de companhia, diversão, essas coisas.

Babi arregalou os olhos.

- Você tá falando sério?

- Sim! E antes que você tire conclusões erradas, nem sempre envolve sexo. Alguns só querem companhia, alguém pra conversar, sair... e o dinheiro é ótimo.

Babi processou aquilo em silêncio, enquanto o aviso do senhor Vasquez ecoava em sua mente. Ela precisava de dinheiro. Rápido. Mas estaria disposta a entrar nesse mundo?

Babi ainda estava digerindo aquela informação enquanto caminhavam pela calçada iluminada pelos postes amarelados.

- Você tá falando sério? Tipo... você sai com esses caras e eles simplesmente te pagam?

Zoe riu, ajeitando a alça da bolsa no ombro.

- Exatamente. Às vezes é só um jantar, às vezes uma viagem, e às vezes... algo mais, se eu quiser. Mas a escolha é sempre minha.

Babi franziu a testa.

- E são... como? Digo, os caras?

- Ricos, charmosos, generosos - Zoe enumerou nos dedos. - Mas na maioria das vezes, mais velhos. Tipo... acima dos 40.

Babi fez uma careta.

- Quarenta? Tipo, idade pra ser meu pai?

- Ah, para! Nem todo mundo envelhece mal, viu? Alguns são superatraentes. Além disso, eles sabem tratar uma mulher. Nada de dividir conta, nada de joguinhos. É tudo direto e claro.

Babi ficou em silêncio por um momento, pensando.

- E eles pagam bem?

- Muito. - Zoe sorriu, orgulhosa. - Além do dinheiro, ainda ganhei essa jaqueta, um iPhone novo e um fim de semana em um resort de luxo. Tudo isso só por ser agradável e fazer companhia.

Babi soltou um suspiro longo. Ela mal conseguia pagar o aluguel, enquanto Zoe andava por aí cheia de presentes e viagens.

Chamaram um Uber e entraram no carro, continuando a conversa enquanto o motorista seguia pela cidade.

- Olha, eu sei que parece um choque no começo - Zoe disse, olhando para Babi com curiosidade. - Mas pensa bem. Você já tá servindo gente chata o dia inteiro por um salário ridículo. Pelo menos esses caras te tratam bem.

Babi mordeu o lábio inferior. Ela não conseguia negar que a ideia parecia tentadora.

O carro parou em frente ao prédio antigo onde morava. Ela saiu do carro, e Zoe acenou antes do motorista arrancar.

Ficou parada por um momento, observando as luzes da cidade ao longe, antes de soltar um suspiro pesado e subir as escadas rangentes até seu pequeno apartamento.

Cada degrau que subia, as palavras de Zoe ecoavam na sua mente.

"Dinheiro fácil."

"Homens ricos que sabem tratar uma mulher."

Mas outra voz, mais suave e distante, também estava lá. A voz da sua mãe, que já não estava mais ali.

Ela podia imaginar a expressão desapontada da mulher que passou a vida ensinando a importância de trabalho duro e honestidade.

Babi jogou a bolsa no sofá e se jogou ao lado dela, encarando o teto descascado.

Ela estava desesperada.

Mas até onde estaria disposta a ir para resolver isso?

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