Criando o Filho do Alfa

Criando o Filho do Alfa

Anya Curves

5.0
Comentário(s)
Leituras
60
Capítulo

Dahlia sempre viveu à sombra da irmã mais velha, uma mulher que jamais soube lidar com responsabilidades. Após um caso de uma única noite com um homem misterioso - intenso demais para ser esquecido e ausente demais para ser encontrado - a irmã acaba engravidando. O homem desaparece sem deixar rastros, mas daquela noite impulsiva nasce uma criança. Pouco tempo depois do parto, a irmã abandona o bebê recém-nascido aos cuidados de Dahlia e some para sempre. Forçada a assumir um papel que nunca planejou, Dahlia cria o sobrinho como se fosse seu próprio filho, oferecendo amor, proteção e um lar seguro. Anos mais tarde, o passado retorna na forma de Lakan, o homem daquela noite. Ele surge exigindo levar a criança e revela uma verdade impossível: é um lobisomem - e mais do que isso, um alfa que precisa garantir um herdeiro para liderar sua alcateia. Um mundo oculto, regido por regras e hierarquias selvagens, se abre diante de Dahlia. Agora, ela precisa decidir se permitirá que seu amado sobrinho seja levado para um universo que ela não compreende - ou se enfrentará forças muito maiores do que jamais acreditou existir para protegê-lo.

Criando o Filho do Alfa Capítulo 1 Dahlia

Dahlia

"Querido, vamos!" falo com pressa. "Já estamos atrasados e não posso tomar outra advertência do meu chefe."

Leo dá uma corridinha com suas pernas ágeis e segura com firmeza a minha mão.

"Por que o seu chefe é tão duro com você, mamãe?" Leo pergunta curioso.

Porque ele é um velho gordo imprestável que fez a minha escala de trabalho uma merda só para me ver sofrer.

"Eu não sei, meu anjo. Mas vamos, já estamos chegando na sua escola," respondo ofegante.

Atravessamos a rua e, assim que chegamos na frente do portão, ajeito melhor o uniforme do Leo e o seu cabelo.

"Agora se comporte, está bem? Nada de arrumar confusão. Preste atenção direitinho na professora," peço com a voz dócil.

"Pode deixar, mamãe," Leo responde entusiasmado.

Despeço-me dele com um beijo em sua testa. Observo-o passar pelo corredor e, quando já estou para ir embora, a professora dele surge no portão.

"Dahlia, precisamos conversar," ela diz, séria.

"Sinto muito, já estou muito atrasada para o meu trabalho," respondo com pressa. "Prometo que conversaremos quando eu vier buscá-lo."

Não dou tempo para ela me responder, já me afasto do portão com passos rápidos.

Assim que chego ao meu serviço, respiro aliviada por ver que meu chefe não está e só me atrasei cinco minutinhos.

"Onde ele está?" pergunto, ofegante, para minha colega de trabalho.

"Reunião com os fornecedores, mas ele perguntou de você também," ela responde com humor.

Reviro os olhos e ajeito meu uniforme no corpo.

"Esse cara não larga do meu pé," reclamo. "Pedi inúmeras vezes para ele colocar meu horário meia hora mais tarde. É muito difícil conseguir chegar a tempo quando tenho que levar o Leo para a escola."

"Você sabe o que precisa fazer para conseguir essa meia hora, Dahlia," minha colega responde com malícia na voz. "E se fizer direito, até pode ganhar um aumento."

"Prefiro morrer do que me deitar com aquele homem," respondo com uma careta.

"Você é mãe, deveria pensar no Leo. Além do mais, uma dica..." minha colega diz com a voz mais baixa. "É só você imaginar que é um homem gostoso na hora H. Pense em algum ex-namorado seu que sabia transar bem."

Sinto minhas bochechas queimarem com suas palavras. Sou mãe do Leo, mas não porque eu o concebi do meu ventre. Minha irmã Liliane é a mãe biológica. Quando Leo tinha pouquíssimos meses de vida, ela o largou comigo e foi embora. Eu tinha dezessete anos na época.

Cuidar de um recém-nascido quando se tem dezessete anos não deu margem para me envolver com ninguém. E agora, oito anos depois, com um emprego que paga mal, é ainda mais difícil ter tempo para namorar.

"Nem se eu imaginasse o homem mais gostoso do mundo, eu faria isso," retruco com uma risada.

Não irei perder minha virgindade por causa de meia hora e uma merreca de aumento. Tenho princípios e bom senso.

O trabalho ocorre normalmente e evito, durante todo o expediente, as investidas do meu chefe. Porém, no fim do expediente, ele me encurrala para conversarmos a sós.

"Preciso que você chegue mais cedo amanhã, preciso que você cubra o turno de uma funcionária," ele diz com firmeza.

"O quê? É impossível! Preciso levar Leo para a escola," respondo decidida.

"Tudo é impossível para você, Dahlia. Chegar no horário é impossível. Ficar mais tarde é impossível. Chegar mais cedo é impossível," ele rebate com acidez. "Parece impossível para você trabalhar aqui. Talvez seja melhor eu te mandar embora, o que acha?"

Sua ameaça gela o meu coração. Preciso do emprego. Preciso muito.

"Não, não. Não será necessário isso. Eu venho mais cedo amanhã," respondo contrariada.

Meu chefe abre um sorriso malicioso que revira o meu estômago.

"Ótimo, é isso que eu gosto de ouvir sair da sua boquinha linda," ele diz.

Seguro a minha ânsia de vômito e saio de perto dele o mais rápido que consigo. Preciso encontrar um outro emprego o mais rápido possível. Não posso continuar nessa.

Mas que tipo de emprego eu conseguiria sem ter um diploma? Larguei a escola faltando pouco para me formar porque precisava cuidar do Leo.

Chego à escola do Leo alguns minutos atrasada. Encontro-o sentado em um banco perto do portão com a professora.

"Podemos conversar agora, Dahlia?" A professora indaga com a voz seca e dura.

Franzo o cenho para ela e afirmo com a cabeça. Percebo que meu filho está com o rosto cabisbaixo, olhando para o chão, constrangido.

"Meu anjo, fique aqui, está bem? Mamãe já vem," digo com a voz suave.

Acompanho a professora para um canto mais reservado.

"Aconteceu alguma coisa, professora?" indaga, preocupada.

Ela solta um suspiro longo e pesado. Sinto meu corpo entrar no modo de alerta.

"Dahlia, Leo é um menino muito comunicativo. Sempre participou das atividades em grupo", ela diz com a voz branda. "Mas ultimamente, ele tem demonstrado um comportamento mais agressivo. Hoje mesmo ele reagiu de forma violenta com um colega dele."

Olho para ela, assustada com o relato. Giro o meu rosto para olhar para o Leo e não consigo associar o meu doce menino com um menino violento.

"Violento como? O que aconteceu?" questiono, preocupada.

"Um coleguinha dele pegou o estojo dele e jogou no lixo. Ficou implicando com Leo, coisas de crianças. A reação do Leo foi morder o menino e arranhá-lo. Tive que separá-los e levar o coleguinha na enfermaria", a professora explica, aterrorizada.

Franzo o cenho para ela e o choque estampado em meu rosto.

"Se ele continuar com esses comportamentos, Dahlia, teremos que suspendê-lo e no ano que vem não poderemos aceitá-lo conosco," a professora declara com firmeza.

"Por favor, não façam isso. Leo gosta muito dessa escola," suplico com nervosismo. "Eu irei conversar com ele, prometo."

Despeço-me da professora e pego o Leo pela mão. Todo o trajeto para casa, ele fica quieto, retraído.

"Quer me contar o que aconteceu na escola?" pergunto com a voz gentil.

Leo, por sua vez, nega com a cabeça, mantendo o olhar abaixado. Ele é um menino dócil de oito anos de idade. Não sei o que poderia estar acontecendo para ele reagir assim de repente.

Assim que chegamos na frente de casa, vejo na nossa caixa de correios novas correspondências, uma se destaca mais que as outras e isso acelera meu coração. Pego as correspondências e leio atentamente a carta vermelha.

Ordem de despejo por contas atrasadas.

"Está tudo bem, mamãe?" Leo pergunta curioso.

Balanço a cabeça, confirmando que sim. Preciso manter a calma e não surtar com ele por perto.

"Vai lá tomar banho e trocar de roupa enquanto preparo o seu jantar," digo por fim.

Leo corre para o quarto e eu me sento na mesa da cozinha. Espalho as contas atrasadas e a carta de despejo. Como é que eu vou resolver isso tudo?

Organizo as contas mais urgentes para pagar e estou tão distraída com isso, que não ouço o Leo se aproximando.

"Mamãe," ele me chama ao meu lado.

Tomo um susto que quase pulo da cadeira.

"Menino! Você quer matar sua mãe do coração? Como é que você chegou aqui sem fazer barulho?" questiono com o coração acelerado.

O chão de madeira sempre range quando andamos nele, é possível ouvir até mesmo do fundo da casa. Leo encolhe os ombros e seus olhos castanhos me encaram com uma tristeza que atinge a minha alma.

"Mamãe, por que eu não tenho um papai?"

Isso atinge o meu coração como uma flecha. Olho para Leo e não sei como respondê-lo de imediato.

Continuar lendo

Outros livros de Anya Curves

Ver Mais
O Canto da Sereia e o Coração do Lycan

O Canto da Sereia e o Coração do Lycan

Lobisomem

5.0

"Você quer quê eu faça o quê?" eu indago incrédula. Ele abre um sorriso de canto e seus olhos lupinos lançam sobre mim um olhar lascivo. "Se apaixone por mim e eu te liberto, peixinho" ele repete a condição como se fosse uma melodia suave. Nego com a cabeça sem acreditar que é esse o desejo que ele me fez. "É impossível. Nós sereias não nos apaixonamos por terras-firmes como você. É impossível." Respondo com nervosismo na voz. "Deseje outra coisa." Ele cruza os braços na frente do corpo e sua expressão sugere humor. "Se apaixone por mim ou então trabalhe para mim. Cante em meu bar todas as músicas já criadas por nós, como você nos chamou? Terra-firmes? E quando você cantar a última música criada, eu lhe entrego sua cauda de sereia de volta." Todos na costa sul conhecem o alfa Romeu, o lycan sedutor, poderoso e amaldiçoado. Um segredo vive nas sombras de seus olhos azulados. Todos... menos Vanessa. Ela é uma sereia de 118 anos, recém-fugitiva de um casamento arranjado com um tritão dominador. Trocar o oceano pelo mundo humano parecia liberdade, até que ela perdeu sua cauda. E Romeu a encontrou. Agora, Vanessa está presa. Não por correntes, mas por um acordo. Sem a cauda, sem poder, e cercada por alcateias famintas pelo que ela representa: uma criatura mágica, rara e cobiçada. Com Romeu ditando as regras do jogo, Vanessa terá que escolher: entregar o coração... ou a voz. Mas nenhuma sereia ama um predador. Certo?

Você deve gostar

A Luna Preciosa do Rei Licantropo

A Luna Preciosa do Rei Licantropo

Jhasmheen Oneal
5.0

Narine nunca esperou sobreviver, não depois do que fizeram com seu corpo, mente e alma, mas o destino tinha outros planos. Resgatada por Sargis, Alfa Supremo e governante mais temido do reino, ela se via sob a proteção de um homem que não conhecia... e de um vínculo que não compreendia. Sargis não era estranho ao sacrifício. Implacável, ambicioso e leal ao vínculo sagrado de companheiro, ele havia passado anos buscando a alma que o destino lhe prometeu, nunca imaginando que ela chegaria a ele quebrada, quase morrendo e com medo de tudo. Ele nunca teve a intenção de se apaixonar por ela... mas se apaixonou, intensamente e rapidamente. E ele faria de tudo para impedir que alguém a machucasse novamente. O que começava em silêncio entre duas almas fragmentadas lentamente se transformou em algo íntimo e real, mas a cura nunca seguia um caminho reto. Com o passado perseguindo-os e o futuro por um fio, o vínculo deles foi testado repetidamente. Afinal, se apaixonar é uma coisa, e sobreviver a isso é uma batalha por si só. Narine precisava decidir se poderia sobreviver sendo amada por um homem que queimava como fogo, quando tudo o que ela sempre sabia era como não sentir nada? Ela se encolheria em nome da paz ou se ergueria como Rainha pelo bem da alma dele? Para leitores que acreditam que mesmo as almas mais fragmentadas podem se tornar inteiras novamente, e que o verdadeiro amor não te salva, mas estará ao seu lado quando você se salvar.

De Bolsa de Sangue a Rainha Bilionária

De Bolsa de Sangue a Rainha Bilionária

Maria
5.0

Passei quatro horas em pé, fatiando trufas negras importadas para o nosso jantar de aniversário de casamento. Mas o Barro não apareceu. O meu celular vibrou no balcão, iluminando a cozinha escura. Não era um "parabéns". Era uma ordem seca do meu marido: "A Safira desmaiou. Vá para o hospital. Precisamos do seu sangue agora." Logo em seguida, a própria Safira mandou uma foto. A mão do meu marido segurando a dela com uma ternura que ele nunca teve comigo. Minha sogra entrou na cozinha, torceu o nariz para o Bife Wellington que preparei e riu na minha cara. "Você ainda está contando datas? Ele não vem comer esse lixo. Ele está com quem importa. Agora vá aspirar o tapete antes de sair." Naquele momento, o amor cego que senti por três anos morreu. Percebi que eu nunca fui a esposa dele. Eu era apenas um recipiente biológico, mantida por perto apenas porque meu sangue Rh-negativo raro era o único compatível com a "frágil" amante dele. Tirei o avental e o joguei no lixo. Subi as escadas, tirei a aliança barata que ele comprou numa loja de departamento e assinei os papéis do divórcio. Quando saí para a rua fria, o Barro me ligou, provavelmente para gritar pelo meu atraso na transfusão. Bloqueiei o número. Parei sob a luz do poste e liguei para o meu pai, o bilionário dono do Grupo Rocha, para quem eu não ligava há anos. "Sou eu," sussurrei, vendo o comboio de seis Maybachs blindados virar a esquina para me buscar. "Inicie a extração. Eles vão pagar por cada gota."

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Su Liao Bao Zi
5.0

Sangrando no volante do meu carro destruído, com a visão turva e o gosto de cobre na boca, usei minhas últimas forças para ligar para o meu marido. Era a minha única chance de salvação nesta tempestade. Mas quem atendeu foi o assistente dele, com uma frieza metálica: "O Sr. Wilson disse para parar com o teatro. Ele mandou avisar que não tem tempo para a sua chantagem emocional hoje." A linha ficou muda. Enquanto os paramédicos me arrastavam para fora das ferragens, vi na TV da emergência o motivo da "ocupação" dele. Meu marido estava ao vivo, cobrindo sua ex-namorada, Gema, com seu paletó para protegê-la da mesma chuva que quase me matou. O olhar dele para ela era de pura adoração. Quando voltei para a nossa cobertura para pegar minhas coisas, encontrei no bolso daquele mesmo paletó uma ultrassonografia com o nome dela. Ao me ver, ele não perguntou se eu estava bem. Ele me chamou de "decoração quebrada", jogou um cheque em branco na minha cara e congelou todos os meus cartões de crédito. "Você não é nada sem mim," ele disse, rindo com desdém. "Vai rastejar de volta em uma semana quando a fome apertar." Ele achava que tinha se casado com uma esposa troféu inútil e dependente. O que Arpão não sabia é que a "decoração" tinha uma vida secreta. Eu sou Starfall, a lenda anônima da dublagem, com milhões escondidos em contas offshore que ele nem sonha que existem. Limpei o sangue do rosto, peguei meu microfone profissional e caminhei até o estúdio da empresa dele. Não para pedir desculpas. Mas para roubar o papel principal do filme que a amante dele desesperadamente queria, e destruir o império deles com a minha voz.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro
Criando o Filho do Alfa Criando o Filho do Alfa Anya Curves Lobisomem
“Dahlia sempre viveu à sombra da irmã mais velha, uma mulher que jamais soube lidar com responsabilidades. Após um caso de uma única noite com um homem misterioso - intenso demais para ser esquecido e ausente demais para ser encontrado - a irmã acaba engravidando. O homem desaparece sem deixar rastros, mas daquela noite impulsiva nasce uma criança. Pouco tempo depois do parto, a irmã abandona o bebê recém-nascido aos cuidados de Dahlia e some para sempre. Forçada a assumir um papel que nunca planejou, Dahlia cria o sobrinho como se fosse seu próprio filho, oferecendo amor, proteção e um lar seguro. Anos mais tarde, o passado retorna na forma de Lakan, o homem daquela noite. Ele surge exigindo levar a criança e revela uma verdade impossível: é um lobisomem - e mais do que isso, um alfa que precisa garantir um herdeiro para liderar sua alcateia. Um mundo oculto, regido por regras e hierarquias selvagens, se abre diante de Dahlia. Agora, ela precisa decidir se permitirá que seu amado sobrinho seja levado para um universo que ela não compreende - ou se enfrentará forças muito maiores do que jamais acreditou existir para protegê-lo.”
1

Capítulo 1 Dahlia

09/03/2026

2

Capítulo 2 Dahlia

09/03/2026

3

Capítulo 3 Dahlia

09/03/2026

4

Capítulo 4 Dahlia

09/03/2026

5

Capítulo 5 Dahlia

09/03/2026

6

Capítulo 6 Dahlia

09/03/2026

7

Capítulo 7 Dahlia

09/03/2026

8

Capítulo 8 Dahlia

09/03/2026

9

Capítulo 9 Dahlia.

09/03/2026

10

Capítulo 10 Dahlia

09/03/2026

11

Capítulo 11 Mikaelson

Hoje às 21:32

12

Capítulo 12 Dahlia

Hoje às 21:33

13

Capítulo 13 Dahlia

Hoje às 21:32

14

Capítulo 14 Lakan

Hoje às 21:33

15

Capítulo 15 Dahlia

Hoje às 21:34

16

Capítulo 16 Mikaelson

Hoje às 21:33

17

Capítulo 17 Dahlia

Hoje às 21:34

18

Capítulo 18 Dahlia

Hoje às 21:34

19

Capítulo 19 Lakan

Hoje às 21:35

20

Capítulo 20 Dahlia

Hoje às 21:35

21

Capítulo 21 Dahlia

Hoje às 21:35

22

Capítulo 22 Mikaelson

Hoje às 21:35

23

Capítulo 23 Lakan

Hoje às 21:34

24

Capítulo 24 Dahlia

Hoje às 21:35

25

Capítulo 25 Lakan

Hoje às 21:35

26

Capítulo 26 Dahlia

Hoje às 21:37

27

Capítulo 27 Dahlia

Hoje às 21:42

28

Capítulo 28 Dahlia

Hoje às 21:43

29

Capítulo 29 Dahlia

Hoje às 21:44

30

Capítulo 30 Lakan

Hoje às 21:43

31

Capítulo 31 Dahlia

Hoje às 21:43

32

Capítulo 32 Dahlia

Hoje às 21:44

33

Capítulo 33 Mikaelson

Hoje às 21:44

34

Capítulo 34 Dahlia

Hoje às 21:45

35

Capítulo 35 Mikaelson

Hoje às 21:45

36

Capítulo 36 Dahlia

Hoje às 21:45

37

Capítulo 37 Dahlia

Hoje às 21:45

38

Capítulo 38 Dahlia

Hoje às 21:45

39

Capítulo 39 Dahlia

Hoje às 21:45

40

Capítulo 40 Dahlia

Hoje às 21:46