​A Redenção do CEO: Grávida e Rejeitada pelo Bilionário

​A Redenção do CEO: Grávida e Rejeitada pelo Bilionário

Alegra Ferraz

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Capítulo

Ele a expulsou no momento em que ela mais precisava. Agora, o jogo virou. ​O implacável magnata Viktor Vance cometeu o pior erro de sua vida: por puro orgulho, ele rejeitou a única mulher que realmente amou, sem imaginar que ela escondia um segredo que mudaria o destino dos dois para sempre.

​A Redenção do CEO: Grávida e Rejeitada pelo Bilionário Capítulo 1 O Inferno de Salto Alto

​O som do estômago de Helena Barret roncando foi abafado pelo bipe estridente do elevador privativo da Vance Corp. Ela ajeitou a saia do seu terno cinza - o único que não estava desgastado demais nas costuras - e engoliu em seco, tentando ignorar a tontura leve. Haviam se passado quase vinte e quatro horas desde a sua última refeição real: um pedaço de pão amanhecido e meio copo de água da torneira.

​Viver no limite da miséria era uma rotina que ela conhecia bem desde que fora deixada na porta de um orfanato público, ainda bebê. Mas as coisas nunca estiveram tão desesperadoras.

​Ao sair do elevador no quadragésimo andar, o celular de Helena vibrou no bolso. O visor rachado acendeu, exibindo uma mensagem de um número desconhecido.

​"O prazo acaba hoje à meia-noite, garota. Se os cinquenta mil não estiverem na conta, nós vamos quebrar as suas pernas e queimar esse seu barraco úmido com você dentro. O relógio está correndo."

​O sangue de Helena gelou. Suas mãos começaram a tremer tanto que ela quase derrubou o tablet da empresa. Ela não tinha aquele dinheiro. O empréstimo que pegara com os agiotas do subúrbio para tentar sobreviver havia virado uma bola de neve impagável devido aos juros abusivos. Agora, ela era uma presa encurralada.

​- Bom dia, Srta. Barret. Espero que a sua mente esteja no trabalho hoje, e não nas nuvens como de costume.

​A voz grave, gélida e perigosamente aveludada cortou o ar, fazendo os pelos dos braços de Helena se arrepiarem.

​Viktor Vance caminhava pelo corredor com a elegância predatória de um lobo. O terno sob medida destacava seus ombros largos e sua postura impecável. O maxilar marcado e os olhos escuros, fixos nela, não carregavam um pingo de humanidade. Viktor era um gênio dos negócios, um bilionário temido no país inteiro, e o chefe mais implacável que Helena já conhecera.

​E, por algum motivo que ela desconhecia, ele parecia sentir um prazer sombrio em perturbá-la.

​- Bom dia, Senhor Vance - Helena respondeu, forçando a voz a soar firme enquanto corria para acompanhar os passos largos dele em direção à sala da presidência. - Os relatórios da fusão com o grupo Belmont já estão na sua mesa, junto com o café. Três gotas de adoçante, exatamente a oitenta graus.

​Viktor parou abruptamente diante da mesa dela, girando sobre os calcanhares. Ele a olhou de cima a baixo, detendo-se por um segundo nas olheiras profundas que a maquiagem barata de Helena tentava esconder. Um sorriso cínico e quase imperceptível surgiu nos lábios dele.

​- O café está aceitável, Barret. Mas a sua aparência é deplorável - ele disse, a voz cortante como uma lâmina. - A Vance Corp exige um padrão estético para quem fica na minha recepção. Esse seu terno parece ter saído de um brechó de quinta categoria. E o que é isso no seu pescoço? Suor? Ou você está simplesmente incompetente demais para aguentar a pressão?

​As palavras dele doeram como tapas físicos. Helena sentiu o rosto queimar de humilhação, mas engoliu o orgulho. Viktor não fazia ideia de que ela morava em um cortiço úmido, onde as paredes mofadas atacavam sua saúde, e que havia caminhado três quilômetros até o trabalho para economizar o dinheiro da passagem.

​- Sinto muito, Senhor Vance. Não se repetirá - ela murmurou, fixando os olhos nos sapatos de couro italiano dele.

​- Assim espero. Se eu notar mais um deslize, ou se essa sua cara de enterro afastar os investidores na reunião de hoje, você estará demitida antes do almoço. Eu não pago você para ser um enfeite feio na minha sala. Sou claro?

​- Sim, senhor.

​Viktor deu as costas e entrou na sala presidencial, batendo a porta dupla de carvalho.

​O dia se arrastou como um pesadelo. Durante a tarde, a situação piorou quando Paola Belmont, a ex-noiva rica e esnobe de Viktor, apareceu sem avisar. Paola desfilou pelo andar exalando um perfume importado caro que fez o estômago vazio de Helena revirar. Ao passar pela mesa da secretária, Paola fez questão de derrubar propositalmente uma pilha de documentos no chão.

​- Oh, que desajeitada eu sou - Paola desdenhou, olhando para Helena com nojo. - Junte isso, garota. E limpe os sapatos do Viktor antes que os diretores cheguem. Gente do seu nível deveria agradecer de joelhos por respirar o mesmo ar que nós.

​Helena se ajoelhou no chão frio, recolhendo os papéis sob o olhar triunfante da vilã. Ela queria gritar, queria chorar, mas o medo de morrer nas mãos dos agiotas à meia-noite era infinitamente maior do que qualquer humilhação que Paola Belmont pudesse causar.

​Às dezoito horas, o escritório esvaziou. O silêncio tomou conta do quadragésimo andar, quebrado apenas pelo tique-taque do relógio na parede. Faltavam poucas horas para o fim do prazo dos cobradores. Helena olhou para o celular. Nenhuma resposta dos bancos sobre um empréstimo de emergência. Ela estava sem saída. Se fosse para casa, seria morta.

​Olhando para a fresta de luz vinda da sala de Viktor, ela tomou uma decisão desesperada. O medo superou o orgulho. Ela se levantou, caminhou com as pernas trêmulas e bateu na porta.

​- Entre - a voz de Viktor ecoou.

​Ele estava sem o paletó, com as mangas da camisa social branca dobradas até os antebraços, revelando as veias marcadas. Havia um copo de uísque pela metade em sua mão direita. Quando ele levantou os olhos e viu Helena, sua expressão se tornou ainda mais fria.

​- O expediente acabou, Barret. O que faz aqui?

​Helena deu um passo à frente, juntando as mãos diante do corpo. Suas cordas vocais pareciam dar um nó, mas ela forçou as palavras a saírem.

​- Senhor Vance... eu preciso... eu gostaria de pedir um favor pessoal. Um adiantamento. Ou um empréstimo da empresa. Eu preciso de cinquenta mil reais. É uma questão de vida ou morte.

​Viktor soltou uma risada anasalada, um som desprovido de qualquer humor. Ele colocou o copo de uísque na mesa com força, levantou-se e caminhou lentamente até ela, encurralando-a contra a porta fechada. O cheiro de álcool e perfume caro dele inundou os sentidos de Helena.

​- Cinquenta mil reais? - Viktor sussurrou, o olhar fixo nos lábios trêmulos dela. - Você perdeu o juízo, Helena? Você é apenas uma secretária júnior e substituível. Por que diabos eu daria uma fortuna dessas para uma garota sem eira nem beira, que não tem nada para me dar em troca?

​Helena sentiu uma lágrima solitária escorrer pelo seu rosto.

​- Por favor, Viktor... eu não tenho mais a quem recorrer. Se eu não conseguir esse dinheiro hoje, eles vão me matar.

​Viktor inclinou o corpo para a frente, a centímetros do rosto dela. O olhar dele desceu pelo corpo de Helena, brilhando com uma intensidade sombria e possessiva que ela nunca tinha visto antes. Ele abriu a gaveta da mesa de centro, tirou um documento grosso de dentro e o jogou sobre a mesa.

​- Tudo bem, Helena. Eu salvo a sua vida e pago a sua dívida hoje mesmo. Mas o meu dinheiro tem um preço - Viktor disse, a voz num tom perigosamente baixo. - Eu preciso de uma esposa de fachada por doze meses para afastar a ganância da família Belmont e assumir a presidência. Você vai assinar este contrato de casamento. Você será minha propriedade por um ano.

​Helena arregalou os olhos, sem ar.

​- Casamento? Mas... nós nos odiamos!

​Viktor segurou o queixo dela com os dedos firmes, forçando-a a encará-lo.

​- O ódio é um ótimo lubrificante para os negócios, querida. Você tem dez segundos para decidir. Assina o contrato e se deita na minha cama sempre que eu exigir, ou volta para a rua para morrer. O que vai ser?

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