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Assassinar a noiva acidentalmente? Sim. Forçada a casar com o Alfa amaldiçoado que perdeu seis companheiras? Sim. Agora usando o vestido dela e sendo arrastada para a cama dele, enquanto a matilha esperava lá fora por provas de que ele me fodeu sem dó? Sim mais uma vez. Remi só estava tentando pegar seu namorado traidor no flagra, mas acabou tropeçando, rasgando a renda do vestido e quebrando um crânio. Agora, o Alfa Nero Blackwater era seu dono. "Noiva por noiva", ele rosnou. "Você me deve um casamento... e um útero." A maldição matava suas companheiras antes do amanhecer, a menos que ele gerasse um herdeiro rapidamente. No entanto, algo estava errado. E se nunca houvesse maldição alguma? Uma noite para sobreviver. Uma reivindicação para quebrar tudo. Um Alfa que a foderia até ela perder os sentidos... mesmo que fosse a última coisa que ela sentisse.
"Meus peitos estão de fora?"
Zaya deu uma conferida rápida. "Um pouco. Ajeita aí."
Então, puxei o decote do meu vestido para cima pela terceira vez. Esse vestido era muito apertado, decotado demais. Aparentemente, o havia roubado da minha irmã, que tinha o corpo de uma modelo da Victoria's Secret.
Eu não.
Jade sussurrou por trás da cerca viva: "Me diga por que estamos fazendo isso mesmo?"
"Porque Marcus disse que eu não poderia ir ao casamento do tio dele. Algo sobre ser exclusivo da Matilha Moonstone." Enquanto explicava, eu cambaleava nos saltos que definitivamente foram uma má escolha.
"Vamos invadir o casamento de outra matilha para provar o quê exatamente?"
"Que não sou uma namorada constrangedora que ele precisa esconder só porque sou da Matilha Riverside", respondi, espiando pela fresta dos arbustos.
A cerimônia já estava começando: havia cadeiras brancas, luzes penduradas nas árvores e pelo menos duzentos convidados com roupas caras.
Jade bufou em desdém. "Ou ele vai ficar puto e te largar na frente de todo mundo."
"Bom, pelo menos assim saberei onde estamos."
"Você é louca", Zaya murmurou, mas estava sorrindo. Ela vivia para esse tipo de caos.
Porém, se eu soubesse o que estava prestes a acontecer, teria dado meia-volta nesse momento.
Avistei Marcus na terceira fileira, seus cabelos escuros, ombros largos e usando um terno que provavelmente custava mais do que meu aluguel. Estávamos namorando há oito meses.
No entanto, o cara estava com o braço em volta de outra garota.
Quando vi a cena, meu coração parou.
Zaya perguntou, sua voz num tom mais alto: "Aquela é Sophie?"
"Não, não pode ser Sophie." Aproximei-me, estreitando os olhos para enxergar melhor. "Ele disse que só a Matilha Moonstone poderia comparecer. Ela é da Matilha Landravers, mas ele jurou que eles só eram..."
Marcus se inclinou e a beijou. Na boca. Por tempo demais.
"Aquela é Sophie, com certeza", Jade afirmou.
"Meu Deus..." Meu estômago foi parar nos pés. "Meu Deus, é Sophie. Ele está... eles estão..."
"Tudo bem, novo plano. Vamos embora agora mesmo. Vamos para casa, tomar sorvete e você bloqueia o número dele", disse Zaya rapidamente.
"Ele mentiu para mim!", exclamei, minha voz embargada.
"Remi, precisamos ir..."
"Não posso acreditar nisso. Peguei esses saltos que são uma tortura emprestados e estou me infiltrando como uma perseguidora desequilibrada..."
Recuei, gesticulando descontroladamente. De repente, meu salto prendeu em algo.
Uma raiz, ou uma pedra. Eu não sabia, e nem importava.
Eu estava caindo.
"REMI!"
Quando tentei me agarrar à cerca viva, o galho se quebrou na minha mão, então comecei a rolar ladeira abaixo, passando pelas flores decorativas, sobre o que poderia ser uma caixa de som e o que achava ser a mesa do bolo, porque algo cremoso atingiu meu rosto na descida.
Meu vestido estava rasgando, meu cabelo estava no meu rosto, e tudo o que eu conseguia pensar era que era assim que morreria: morta por um coração partido e por ter escolhido um calçado inadequado.
Por fim, bati no tapete do corredor com um baque que tirou o ar dos meus pulmões.
Por um segundo lindo e horrível, tudo ficou em silêncio.
Estava de bruços sobre um tecido branco, e havia sapatos por perto. Quando levantei a cabeça, percebi que estava no altar.
A noiva estava a um metro de distância, no meio dos votos, me encarando com a boca aberta.
"O quê..."
Tentei me levantar, mas minha mão estava presa em algo. Era um tecido branco, rendado.
A cauda do vestido da noiva.
"Espere, me desculpe...", comecei, soltando minha mão com um puxão.
Foi então que a cauda se rasgou, e a noiva cambaleou para trás com força.
Seu salto prendeu no tecido rasgado, e ela caiu.
Tudo aconteceu em câmera lenta. Seus braços giravam no ar, e sua cabeça se inclinava para trás. O estalo nauseante ecoou quando seu crânio atingiu o chão de pedra.
Então, o silêncio se instalou, e ela não se mexeu mais.
"Meu Deus...", alguém sussurrou.
Um homem se aproximou rapidamente, se ajoelhando ao lado dela e pressionando os dedos no seu pescoço para verificar o pulso.
Com o rosto pálido, olhou para o noivo.
"Ela... ela não está respirando."
Meus ouvidos começaram a zumbir. Isso não poderia estar acontecendo! Não!
Alguém na multidão riu. "Bom, é um novo recorde."
"Ela não durou nem uma hora", acrescentou outra voz. "Nem sequer foi marcada."
"Pobre Nero. Seis vezes. Isso deve ser algum tipo de maldição."
Meu cérebro entrou em curto-circuito. Seis? O que isso significava?
"Remi?" Marcus se aproximou, ainda segurando a mão de Sophie como se ela fosse sua vadia de apoio emocional. "O que está fazendo aqui?"
Pisquei para ele, enquanto a cobertura do bolo escorria pelo meu rosto. "Eu deveria ter caído em cima de você."
Mãos fortes agarraram meus braços e me puxaram para cima.
Quando olhei para cima, o noivo estava parado na minha frente.
E ele era... Jesus... era lindo. Não, essa não era a palavra certa. Ele era devastador.
O tipo de rosto que te fazia esquecer até seu próprio nome.
Ele era alto, mais alto que Marcus e do que qualquer lobo que eu já havia conhecido. Seu maxilar era marcado, e seus cabelos escuros pareciam ter sido bagunçados por ele várias vezes. Seus olhos eram prateados, um prateado real que brilhava levemente - olhos de Alfa.
Minha loba se agitou, interessada. Muito interessada.
"Agora não", eu disse a ela. Afinal, acabamos de matar alguém.
Eu havia me esquecido de onde estava, e do que acabara de fazer.
Tudo o que conseguia pensar era: Caramba, ele é tão gostoso.
"Está me ouvindo?"
Pisquei, saindo do transe. "Desculpe. Você é muito... gostoso."
Seu olho tremeu. "Gostoso?"
"Sim. Agressivamente. É perturbador."
"Você acabou de matar minha noiva e está comentando sobre meu rosto?"
Ah, sim. A noiva. O assassinato.
A realidade voltou como um balde de água fria.
Em algum lugar nos arbustos, ouvi minhas amigas completamente enlouquecidas.
"MEU DEUS, ELA MATOU ALGUÉM!"
"PRECISAMOS DE UM ADVOGADO!"
"CORRA, REMI! CORRAAAA!"
"NÃO, FIQUE! CONFESSE! FOI HOMICÍDIO CULPOSO, NO MÁXIMO!"
"Aquilo foi a COLUNA dela?! Ouvi um estalo!"
"Foi um GALHO, sua idiota!"
O aperto do noivo no meu braço se intensificou. Sua presença de Alfa me pressionava, me sufocando. Minha loba queria se submeter imediatamente, mas a reprimi.
Sua voz caiu para um tom ameaçador: "De qual matilha você é?"
"Riverside", guinchei. "Não sou ninguém. Foi um acidente. Não tive a intenção. O galho se quebrou e eu caí e..."
"Você é de Riverside e invadiu o casamento da Matilha Moonstone?", ele perguntou com um sorriso de escárnio.
"Tecnicamente, invadi o casamento..."
"Você matou minha noiva."
"Foi um acidente..."
"Ela está morta."
"EU SEI!", exclamei, minha voz embargada. "Eu sei, tá bem? Eu sei. Sinto muito. Sinto muito mesmo. Farei qualquer coisa..."
"Qualquer coisa?" Ele olhou para mim - olhou de verdade - reparando no meu vestido rasgado, na minha maquiagem borrada, no jeito que eu estava tremendo.
Uma senhora se aproximou da multidão, com um sorriso no rosto.
"Parabéns, Alfa Nero. Parece que a Deusa da Lua escolheu sua sétima noiva."
Engasguei. "Sétima?!"
"As outras seis estão mortas", ele disse sem rodeios.
Meu sangue gelou. "Seis? Você teve seis esposas e todas estão mortas?"
"Sim."
"E sou a sétima?"
"Isso mesmo."
"ISSO É UM CASAMENTO OU UM JOGO DE SOBREVIVÊNCIA?!"
Seu maxilar se contraiu.
"Os dois." Então, ordenou aos guardas por perto: "Limpem ela. Vamos terminar a cerimônia."
"NÃO VOU ME CASAR COM VOCÊ!"
"Você matou minha noiva. Você me deve um casamento", disse ele num tom frio e definitivo.
"Não é assim que um casamento funciona!"
"É quando você mata a noiva de um Alfa." Ele se inclinou para mais perto, tão próximo que pude sentir sua respiração no meu rosto.
Num tom baixo, continuou: "De todos os idiotas que poderiam tê-la matado, tinha que ser a garota com olhos ardentes."
Meu cérebro travou. "Olhos ardentes?"
"Vistam ela. Dez minutos", Nero ordenou aos guardas.
"Espere..."
Ele já estava se afastando, mas se virou por cima do ombro, seus olhos fixos no meu rosto.
"Tente não morrer esta noite. Estou curioso sobre você."
Então, ele saiu.
No instante seguinte, os guardas agarraram meus braços e começaram a me arrastar em direção a um prédio lateral.
"ESPEREM!" Contorci-me, tentando ver minhas amigas nos arbustos. "Jade! Zaya! NÃO ME DEIXEM SOZINHA!"
Mas elas já estavam correndo, e logo desapareceram entre as árvores.
Garotas espertas...
Fui puxada para dentro de um quarto com uma penteadeira e um vestido de noiva pendurado na parede. O vestido da noiva morta.
Uma mulher apareceu com maquiagem e grampos de cabelo. Ela também era uma loba, e eu podia sentir seu cheiro da Matilha Moonstone.
"Precisamos ser rápidas. Você é menor do que ela, então teremos que apertar a cintura", ela disse, me olhando criticamente.
"Não vou casar com ele. Isso é loucura. Vocês não podem forçar alguém a se casar", eu disse, minha voz soando como se eu estivesse num sonho.
"Você matou a noiva dele. Noiva por noiva", a mulher respondeu simplesmente, como se isso explicasse tudo.
"Foi um acidente..."
"Não importa. Você está aqui agora, e confie em mim, querida, você não vai querer recusar o Alfa Nero." Ele começou a desamarrar meu vestido rasgado.
"Por quê? O que acontece se eu recusar?"
Ela encontrou meus olhos no espelho e, pela primeira vez, vi uma genuína pena neles.
Enquanto pegava o vestido de noiva do cabide, respondeu: "Digamos que a última loba que o recusou não saiu viva daqui."
Meu sangue gelou. "Então, ele as matou?"
"Matar seria pouco." Erguendo o vestido, ela ordenou: "Agora vista. Seu noivo está esperando."
Olhei para o vestido.
Em algum lugar lá fora, a música começou a tocar.
Era a marcha nupcial.
Minha marcha nupcial.
Olhei para meu reflexo no espelho: o vestido rasgado, o rímel borrado e as folhas no meu cabelo.
Nessa manhã, acordei planejando fazer uma surpresa para meu namorado no casamento do tio dele.
Agora, estava prestes a me casar com um Alfa com seis esposas mortas, e se eu recusasse, ele provavelmente me mataria.
"Isso não pode estar acontecendo", sussurrei.
A mulher sorriu tristemente. "Querida, já aconteceu."
Após dizer isso, colocou o vestido sobre minha cabeça.
Foi aí que percebi que tinha acabou de entrar, por meio de um assassinato acidental, em um casamento amaldiçoado com o Alfa mais perigoso de todos.
Eu estava completamente ferrada.
Acidentalmente na cama com o tio do meu ex
Marie Jessette
Lobisomem
Capítulo 1 Uma perseguidora desequilibrada
Hoje às 18:28