Uma contadora de histórias

Uma contadora de histórias

Leli Lourenço

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Uma jovem apaixonada por números com um sonho de ser milionária faz loucuras para mudar de vida. Passa por altos e baixos até conquistar o seu objetivo. Em aí trajetória ela conhece o amor da sua vida que muda o seu jeito de viver a vida quando descobre uma grave doença.

Uma contadora de histórias Capítulo 1 Uma infância cultivando sonhos

Em um vilarejo pacato no interior de Minas Gerais, Uma garotinha de 10 anos de idade foi criada por seus pais e dois irmãos mais velhos.

Em uma casinha humilde na roça com três quarto, sala com janelas grandes com uma vista ampla para a estrada principal, cozinha grande e no canto um amontoado de lenhas secas, ao lado um fogão a lenha de cimento e coberto de barro branco sempre de brasas acesas.

Na mesa de madeira uma lamparina para clarear a noite de prosas com um café e broa de milho quentinho para as crianças e água ardente para os adultos. Ali ouviam histórias encantadoras sãs famosas "na minha época"...

No quintal um enorme pé de ameixas Lucy se divertia todo fim de tarde em seu balanço de corda. Ali olhando o verde pasto ela se imaginava morando em uma grande cidade e sendo dona do seu nariz fino e empinado como dizia sua mãe Maria.

A vida no campo não era nada fácil até pra pequena Lucy. Levantar cedo, molhar as plantas , espalhar o feijão pra secar no terreiro de chão batido. E a melhor hora da manhã para ela ela soltar os animais no pasto. Ansiosa para montar em sua égua para cumprir a tarefa, saia de pés descalços e cabelos ao vento, e saia imponente sob a charmosa Fífi.

Ao cumprir suas tarefas voltava correndo para não perder a hora da escola, pois tinha ainda que ir andando até o colégio a pouco mais de 2km dali.

Empenhada em seus estudos ela sempre se destacou como melhor aluna. Sabia como conduzir uma boa apresentação de sua sabedoria. Sempre pedia tarefas extra para a sua professora Lourdes.

Sua vida era muito simples e humilde. Não tinha nenhum luxo. Luz elétrica ainda não tinha chegado em seu vilarejo, as diversões eram em dias de aniversário que tinha baile na casa dos vizinhos, onde a mistura de crianças e os mais velhos dançando no terreiro ao som de uma moda de viola acompanhada do som da sanfona e tinindo do triângulo contagiava até o sol se aproximar. Tinha também os dias de rezas nas casas onde as beatas acompanhavam com o folhetim da igreja do Marciel que ficava a 4km de casa onde tinha bingo de frango e refrigerantes e salgadinhos da quitanda após a missa de domingo. Lucy e sua família quase sempre frequentava, exceto quando o seu pai Lourenço bebia além da conta e ficava muito agressivo.

Era nessas horas que Lucy se escondia em seus pensamentos e criava um plano de ter uma vida diferente daquela ali quando crescesse, era assim q ela cultivava seus sonhos.

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