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O Naufrágio da Minha Alma

Capítulo 1 

Palavras: 1163    |    Lançado em: 20/06/2025

era fria e húmida, o cheiro a mofo e a

chou-se com um baque surdo,

ia e sem emoção do meu

deixem sair até a do

ma palavra. A chave girou na fe

punhos, a minha voz a

des fazer isto!

ndeu, apenas o silê

, precisava de um transplante de medula óssea. Um

ue já tinha um

e. Gritei

i a respo

ha roupa, e deslizei até ao chão. O meu corpo tremia, não

vida, deu tudo por mim, se po

r-se nos meus ossos, e com ele, as memória

am a minha vida. A

nto arranjado para salvar a empresa têxtil da minha f

amigo de infância, cuja família era

liberdade, enquanto, às escondidas,

soco. Fui raptada por ordem de Tiago. El

obre e tolo Duarte.

sua família, terras que lhes pertenciam há séculos, o coração do

isse-lhe que ele tinha destruído a sua

iago, num ato final de desespero

er os meus pulmões. E Duarte correu para dentr

s palavras ecoaram na minha mente, tão clara

que morras... m

u corpo a proteger-me das cha

s... eu

vida. Com a memória do seu sacrifício a queimar-me a al

encontrei não

a, ao forçar a minha mãe a uma cirurgia perigosa por causa da sua amante

bém se

m tinha r

Era vingança. Um teste monstruoso par

a nova vida, não chorei por mim. Chorei por ele. Pela dor

s. Um dos homens de Duarte o

ída. O senhor Moreno

ao hospital. A minha mãe estava pálida na cama, mas estável. Os meus p

" começou

" menti. "Vou

o escritório, a olhar pela janela par

ei. O seu rosto era uma

sprovida de qualquer calor. "A dívida da tua

gelo. Mas agora eu via as fiss

inha voz a tremer. "Nó

e. "Apenas cumpre o teu papel como min

Precisava de uma co

alhe da nossa vida passada.

. Tu trocaste o meu prato. Disseste qu

ão re

co no nosso segundo ano de casados, na

m vislumbre de algo nos seus olhos. Dor. M

um sorris

z, há muito tempo. Tenho boa

ausível. Mas era um

Se ele ia continuar a negar, a torturar-me a

um advogado tinha preparado para mim há semanas, num m

ava a falar ao telefone, a su

.. estou a i

a mim, a sua máscara de

os papéis

sto?" perg

, a palavra a arranh

culista. Enquanto isso, a sua outra mão pegou numa escova de prata da secretária e começou a

tão desdenhoso para co

floreado rápido e atirou os

ssim que o período de r

sala, deixando-me ali, com o cora

estava apena

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O Naufrágio da Minha Alma
O Naufrágio da Minha Alma
“Na minha vida passada, Duarte Moreno sacrificou tudo por mim, até a própria vida, para me salvar. Nesta vida, renasci com o único desejo de o amar e de me redimir. Mas o homem que encontrei era frio, distante, cruel, e eu percebi cedo que ele também se lembrava. O meu destino selou-se quando ele me trancou numa adega fria e húmida. Ele forçou a minha mãe, de saúde frágil, a uma perigosa doação de medula óssea para a sua amante, Sofia. Era a sua vingança, um teste monstruoso à minha sinceridade, ignorando o meu arrependimento. A crueldade de Duarte não conhecia limites: fui sujeita a humilhações públicas, forçada a lavar os pés da amante. Ele até ordenou que me partidossem os dedos. Num golpe final, acusou-me de empurrar o seu avô pelas escadas, ignorando as minhas súplicas e a verdade. O homem que na vida anterior vendera as suas vinhas mais preciosas para me salvar, neste ciclo, tornara-se o meu carrasco cego, sedento de vingança. A dor era insuportável, a injustiça enlouquecedora. Como podia ser este o mesmo homem que me prometeu amar até à morte? Sem mais forças para lutar, e perante o seu derradeiro castigo de exílio, decidi que só havia uma saída para encontrar a minha paz e liberdade. Com a ajuda da minha prima, orquestrei uma fuga engenhosa sob um disfarce sinistro. Para Duarte e para o mundo, Leonor Almeida morreria naquela noite, num naufrágio, e nunca mais seria encontrada.”