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O Naufrágio da Minha Alma

Capítulo 2 

Palavras: 861    |    Lançado em: 20/06/2025

a nessa mesma noite, par

uinta do Douro, um fanta

. Os empregados, por ordem dele, tratavam-me com uma cortes

vendera para me salvar na nossa outra vida. Agora, elas pareciam

ia por ele, renascido das cinzas do seu sacrifício, estava a ser sis

oupas e joias que ele me tinha dado. Coloquei tudo em caixas. Não queria

aidamente pelas redes sociais, uma

e num restaurante caro em Lisboa. Ele estava a limpar

tômago r

pequeno ato de intimidade que me pertencia. Ve

ava a apagar-me, a substituir cada mem

rtátil com

rincipal das Empresas Moreno. O seu assistente, um homem

O senhor Mor

voz mais firme do que me s

s papéis do divórcio assinados por mim, juntamen

ara a pasta, d

formarei o s

ório de Duarte abriu-se. E ele estava lá. Ao

-se. Ele tinha voltad

r estava

ento e terno. A luz do final da tarde entrava pela janela, ilumina

omigo, na nossa vida passada, n

adora, que tive de me agarrar à

ça de Sofia. O dele era frio, desafiador. O me

passar os dedos pelo cabelo dela, um so

sposta. Era

mais uma palavra, as lágri

depois, Mig

assinou a sua cópia dos papéis

" consegui dizer

steza profunda apoderou-se d

no tinha ou

acordo pré-nupcial e aos ativos envolvidos, a lei exige um período de reflexão o

s m

s três meses disto. A

chamada de um número desconh

Sou eu,

ra doce, qu

s?" pergunte

to que fôssemos amigas. O Duarte vai ser homenageado num baile de caridade em Sint

. Ela queria que eu assistisse à sua

espondi e preparei

nou-se suplicante. "Por favor.

ouvi a voz de Duarte ao fundo,

z era um

u lado, como a minha mulher

pedido. Era

Para me humilhare

fizeres, garanto-te que a tua família sentirá as consequências. A

ou no ar, fei

tava

a resignação a pesar na

gou sem s

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O Naufrágio da Minha Alma
O Naufrágio da Minha Alma
“Na minha vida passada, Duarte Moreno sacrificou tudo por mim, até a própria vida, para me salvar. Nesta vida, renasci com o único desejo de o amar e de me redimir. Mas o homem que encontrei era frio, distante, cruel, e eu percebi cedo que ele também se lembrava. O meu destino selou-se quando ele me trancou numa adega fria e húmida. Ele forçou a minha mãe, de saúde frágil, a uma perigosa doação de medula óssea para a sua amante, Sofia. Era a sua vingança, um teste monstruoso à minha sinceridade, ignorando o meu arrependimento. A crueldade de Duarte não conhecia limites: fui sujeita a humilhações públicas, forçada a lavar os pés da amante. Ele até ordenou que me partidossem os dedos. Num golpe final, acusou-me de empurrar o seu avô pelas escadas, ignorando as minhas súplicas e a verdade. O homem que na vida anterior vendera as suas vinhas mais preciosas para me salvar, neste ciclo, tornara-se o meu carrasco cego, sedento de vingança. A dor era insuportável, a injustiça enlouquecedora. Como podia ser este o mesmo homem que me prometeu amar até à morte? Sem mais forças para lutar, e perante o seu derradeiro castigo de exílio, decidi que só havia uma saída para encontrar a minha paz e liberdade. Com a ajuda da minha prima, orquestrei uma fuga engenhosa sob um disfarce sinistro. Para Duarte e para o mundo, Leonor Almeida morreria naquela noite, num naufrágio, e nunca mais seria encontrada.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 1517 Capítulo 1618 Capítulo 1719 Capítulo 1820 Capítulo 1921 Capítulo 2022 Capítulo 2123 Capítulo 2224 Capítulo 2325 Capítulo 24