Casamento Relâmpago com o Pai da Minha Melhor Amiga

Casamento Relâmpago com o Pai da Minha Melhor Amiga

Waneta Csuja

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Capítulo

Na festa de noivado do meu "guardião", Afonso, ele ria enquanto a noiva dele derramava champanhe no meu vestido barato, zombando da minha ruína financeira. Humilhada e sufocada, fugi para a biblioteca escura, o único lugar onde pensei estar sozinha. Mas dei de cara com uma muralha de homem: Dalton. O bilionário mais temido da cidade e, pior, o pai da minha melhor amiga. Bêbada de desespero e querendo ferir o ego de Afonso, cometi a loucura de olhar nos olhos frios dele e implorar: "Case comigo. Eu preciso de um escudo." Eu esperava que ele risse ou me expulsasse. Em vez disso, ele caminhou até o cofre, tirou um papel e uma caneta pesada. "Assine," ele ordenou, com uma voz que fez o chão tremer. "Mas saiba que se sair por aquela porta comigo, não há volta." Acordei na cobertura dele com um anel de platina no dedo e 52 chamadas perdidas de Afonso. Quando meu ex-guardião me encontrou, tentou me arrastar à força, gritando que controlava meu fundo fiduciário e que esmagaria o "infeliz" que ousou me tocar. Ele não sabia que estava ameaçando o homem que podia comprar a vida dele com o troco do café. Eu tremia, achando que era um fardo para Dalton, apenas um contrato frio para salvar a amiga da filha dele. Mas quando Afonso tentou me coagir, Dalton não apenas o baniu. Em uma tarde, ele dizimou as ações da empresa dos Guimarães, transformando o império deles em pó. E ao me levar para um jardim secreto de rosas brancas - as minhas favoritas - cultivadas meticulosamente há três anos, a verdade aterrorizante me atingiu. Eu não era uma peça de negócios. Ele estava esperando por mim o tempo todo.

Casamento Relâmpago com o Pai da Minha Melhor Amiga Capítulo 1 1

A taça de cristal na mão de Elisa Relíquia estava prestes a virar pó.

Ela sentia as microfissuras no vidro pressionando sua palma. Era o espelho perfeito de como seu peito estava agora. Apertado. Frágil. A um suspiro de uma explosão catastrófica.

Ele parece tão feliz, não é?

A voz veio da esquerda. Era uma socialite vestida de seda esmeralda. Alguém que Elisa conhecia bem antes do império da família Relíquia desmoronar. Antes de ela se tornar a órfã digna de pena sob a guarda da família Vulto. Eles não eram apenas seus tutores. Eram os administradores implacáveis da herança dos Relíquia. Uma fortuna incalculável que ela não poderia tocar até completar vinte e cinco anos, ou até se casar. Anselmo Vulto, como o administrador principal, controlava cada centavo.

Elisa não respondeu. Ela simplesmente não conseguia.

Sua garganta havia se fechado em algum momento entre os aperitivos e o instante em que Anselmo Vulto entrou no salão de festas com Cláudia Moeda pendurada em seu braço.

Anselmo parecia muito mais do que feliz. Ele tinha o olhar de um vencedor.

Ele estava parado no centro do salão. Bem debaixo do lustre colossal que custava mais do que toda a faculdade de Elisa. A mão dele descansava na base das costas de Cláudia. Os dedos se espalhavam de forma possessiva contra o tecido branco do vestido dela. Ele se inclinou, sussurrando algo no ouvido dela que a fez jogar a cabeça para trás e rir alto.

O som foi brutal. Abafou a música pesada da orquestra e desabou direto sobre o peito de Elisa, esmagando suas costelas.

Era a exata mesma risada que Cláudia usava quando zombava dos sapatos de segunda mão de Elisa.

Com licença, um garçom murmurou, esbarrando no ombro de Elisa com uma bandeja pesada.

O champanhe transbordou da taça. O líquido molhou o corpete do seu vestido cinza e barato. Estava gelado e pegajoso.

O garçom sequer pediu desculpas. Ele olhou para ela, reconheceu a garota que vivia de caridade, e torceu o lábio com nojo antes de seguir em frente para servir os convidados que realmente importavam.

O estômago de Elisa revirou. A humilhação era um peso físico real. Pressionava seus ombros até seus joelhos fraquejarem. Ela precisava de ar. Precisava sumir daqui. Ela não suportava mais assistir o homem que segurava as chaves da sua gaiola dourada anunciar o noivado com a garota que transformou essa mesma gaiola em um inferno na terra. A promessa de protegê-la sempre foi uma farsa doentia. Era apenas uma promessa de posse.

Ela deu as costas e caminhou em direção à biblioteca, mantendo a cabeça baixa.

A biblioteca estava imersa em sombras. Cheirava a papel envelhecido e lustra-móveis de limão. Era o único cômodo na mansão dos Vulto onde Elisa já havia se sentido segura. Ela fechou a pesada porta de carvalho atrás de si e encostou a testa na madeira, puxando o ar com desespero. Seus pulmões queimavam.

A maçaneta girou sob sua mão.

Elisa saltou para trás, enxugando os olhos de forma frenética. Ela esperava ver Anselmo. Esperava que ele entrasse ali para mandar ela parar de fazer drama, sorrir para as câmeras e ser grata pelo teto sobre sua cabeça.

Mas a figura que preencheu o batente da porta não era Anselmo.

Era uma montanha em forma de homem. Vestido em um smoking preto impecável que parecia absorver a pouca luz do ambiente. Ele era mais alto que Anselmo. Mais largo. Havia uma quietude nele que fez a temperatura da biblioteca despencar dez graus na mesma hora.

Dante Fole.

A respiração de Elisa travou. O que ele estava fazendo ali? O CEO das Indústrias Fole, o homem mais letal e poderoso da cidade, não se escondia em bibliotecas. Ele sequer olhava para pessoas insignificantes como Elisa.

Ele ficou parado ali. A mão ainda na maçaneta de latão. Seus olhos escuros varreram o rosto dela. Ele registrou a mancha de champanhe no vestido. As manchas vermelhas de choro nas bochechas. O jeito que as mãos dela tremiam com tanta violência que a taça de cristal chacoalhava.

Por um milésimo de segundo, a máscara impassível que ele usava rachou. Aquela mesma máscara que o fazia parecer uma estátua esculpida em granito. Um músculo saltou em sua mandíbula.

Ele deu um passo para dentro e fechou a porta, selando o barulho da festa do lado de fora.

Ele levou a mão ao bolso interno do paletó e puxou um lenço. Era de seda branca, dobrado em um quadrado perfeito. Ele o estendeu para ela sem dizer uma única palavra.

Elisa encarou o tecido. Eu... eu estou bem.

Você não está bem, Dante disse. A voz dele era um trovão baixo, vibrando pelo cômodo silencioso. Pegue.

Elisa esticou a mão. Seus dedos roçaram na palma dele ao pegar a seda. Um choque de eletricidade estalou entre eles, rápido e assustador. Ela recuou de susto, mas ele não moveu um milímetro.

O lenço tinha cheiro de sândalo e de algo limpo, como chuva no asfalto. Tinha cheiro de dinheiro. Tinha cheiro de segurança.

Do corredor, a voz de Anselmo atravessou a madeira grossa da porta. Ele estava fazendo um brinde.

...para minha linda noiva, Cláudia...

As palavras foram como um golpe de marreta na parte de trás dos joelhos de Elisa. Suas pernas cederam.

Mas ela não atingiu o chão.

Dante se moveu com uma velocidade que não deveria ser possível para um homem daquele tamanho. Em um instante ele estava a um metro de distância, e no outro, o braço dele estava ao redor da cintura dela, segurando seu corpo.

A pegada dele era firme. Sólida. Ele a sustentou sem o menor esforço. O braço dele parecia uma barra de aço contra a coluna dela.

Elisa olhou para cima. Sua visão nadava em lágrimas, embaçando as feições dele. Mas ela conseguia ver a intensidade brutal naqueles olhos. Ele não a olhava com pena. Ele a olhava com um foco tão absoluto que chegava a ser aterrorizante.

Me tire daqui, ela sussurrou.

As palavras escaparam da sua boca antes que pudesse impedi-las. Foi uma súplica desesperada. Nascida de um coração destroçado e do instinto repentino e esmagador de que aquele homem era a única coisa naquele lugar que não estava tentando destruí-la.

Dante paralisou. Os olhos dele escureceram, passando de castanhos para um tom quase negro. Ele olhou para baixo, avaliando o peso do pedido dela, calculando o preço.

Não haverá volta se sairmos, Elisa, ele avisou. A voz dele era baixa, áspera nas bordas. Se você passar por aquela porta comigo, você nunca mais voltará para esta casa.

Elisa assentiu de forma frenética. As lágrimas transbordavam agora, trilhas quentes em sua pele gelada. Por favor. Só me tire daqui.

Dante não hesitou. Ele ajustou a pegada, guiando-a em direção à saída dos empregados escondida atrás de uma tapeçaria. Ele posicionou o próprio corpo para protegê-la das câmeras de segurança, bloqueando a visão de qualquer um com seus ombros largos.

O ar da noite lá fora era congelante. Um Maybach preto fosco e elegante aguardava no meio-fio. Parecia um predador esperando nas sombras.

Dante abriu a porta pesada e a ajudou a entrar. O interior cheirava a couro e isolamento. Ele bateu a porta, e o silêncio foi absoluto. A música, as risadas, a voz de Anselmo. Tudo havia sumido.

Elisa desabou contra o banco. Havia um decantador de cristal no console central. Ela não pensou. Apenas serviu o líquido âmbar em um copo e virou de uma vez só.

Queimou. Queimou por todo o caminho até seu estômago vazio, incendiando seu sangue.

Dante entrou no banco do motorista. Ele não olhou para ela. Ele apertou o volante com tanta força que os nós dos seus dedos ficaram brancos.

Para onde estamos indo? ela perguntou. A voz saiu um pouco arrastada enquanto o álcool atingia seu sistema com a força de um caminhão.

Para a minha casa, Dante respondeu.

O carro se moveu. As luzes da cidade se transformaram em borrões de neon. Elisa se sentia tonta, à deriva. O álcool estava se misturando com a adrenalina e a dor, criando um coquetel tóxico em seu cérebro.

Ela olhou para o perfil de Dante. Ele era o pai de Gardênia. Ele era dinheiro antigo. Ele era o poder em sua forma mais pura.

Eu preciso de um escudo, ela murmurou, as palavras tropeçando umas nas outras. Eu preciso de um muro que ele não consiga escalar.

Dante a olhou pelo espelho retrovisor. A expressão dele era indecifrável.

Eles chegaram a um edifício que dominava o horizonte. A viagem de elevador foi um borrão de náusea. Quando as portas se abriram na cobertura, Elisa tropeçou.

Dante estava lá novamente, estabilizando seu corpo. As mãos dele em seus braços pareciam queimar através do tecido fino do vestido.

Ela olhou para ele. Sob a luz fria do hall de entrada, ele não parecia um salvador. Ele parecia extremamente perigoso.

Case comigo, ela disparou.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.

Era o álcool falando, sim. Mas também era uma jogada desesperada e muito bem calculada. Casar com Anselmo era uma sentença de morte. Mas casar com qualquer outra pessoa... essa era a brecha no testamento do seu pai. Era sua única cláusula de fuga. Era o instinto de sobrevivência de um animal ferido tentando encontrar o único predador na floresta capaz de aniquilar o lobo que estava em sua garganta.

Dante congelou. O ar na cobertura ficou elétrico. Carregado com uma tensão que fez os pelos dos braços de Elisa se arrepiarem.

Ele não riu. Ele não disse que ela estava bêbada.

Ele caminhou até um cofre de parede escondido atrás de uma pintura. Ele digitou um código. Os bipes soaram altos na sala silenciosa. Ele tirou um documento e uma caneta-tinteiro pesada.

Ele voltou até ela e colocou o papel sobre a mesa de mármore do console.

Assine, ele ordenou. A voz era suave, mas carregava o peso de um martelo de juiz batendo na mesa.

Elisa piscou, tentando focar no papel. As palavras dançavam. Ela viu Casamento e Acordo.

Ela não se importava com os detalhes. Ela só queria que Anselmo soubesse que ela havia partido. Ela queria implodir a ponte de forma tão absoluta que nunca mais pudesse atravessá-la.

Ela agarrou a caneta. Sua assinatura foi uma bagunça, um rabisco trêmulo na linha inferior.

Feito, ela sussurrou.

A caneta escorregou de seus dedos e caiu no mármore com um estalo. A sala girou violentamente.

A última coisa que ela sentiu foi Dante a segurando mais uma vez, erguendo-a em seus braços enquanto a escuridão a engolia por inteiro.

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“Na festa de noivado do meu "guardião", Afonso, ele ria enquanto a noiva dele derramava champanhe no meu vestido barato, zombando da minha ruína financeira. Humilhada e sufocada, fugi para a biblioteca escura, o único lugar onde pensei estar sozinha. Mas dei de cara com uma muralha de homem: Dalton. O bilionário mais temido da cidade e, pior, o pai da minha melhor amiga. Bêbada de desespero e querendo ferir o ego de Afonso, cometi a loucura de olhar nos olhos frios dele e implorar: "Case comigo. Eu preciso de um escudo." Eu esperava que ele risse ou me expulsasse. Em vez disso, ele caminhou até o cofre, tirou um papel e uma caneta pesada. "Assine," ele ordenou, com uma voz que fez o chão tremer. "Mas saiba que se sair por aquela porta comigo, não há volta." Acordei na cobertura dele com um anel de platina no dedo e 52 chamadas perdidas de Afonso. Quando meu ex-guardião me encontrou, tentou me arrastar à força, gritando que controlava meu fundo fiduciário e que esmagaria o "infeliz" que ousou me tocar. Ele não sabia que estava ameaçando o homem que podia comprar a vida dele com o troco do café. Eu tremia, achando que era um fardo para Dalton, apenas um contrato frio para salvar a amiga da filha dele. Mas quando Afonso tentou me coagir, Dalton não apenas o baniu. Em uma tarde, ele dizimou as ações da empresa dos Guimarães, transformando o império deles em pó. E ao me levar para um jardim secreto de rosas brancas - as minhas favoritas - cultivadas meticulosamente há três anos, a verdade aterrorizante me atingiu. Eu não era uma peça de negócios. Ele estava esperando por mim o tempo todo.”
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Capítulo 1 1

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Capítulo 2 2

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Capítulo 3 3

26/02/2026

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Capítulo 4 4

26/02/2026

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Capítulo 5 5

26/02/2026

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Capítulo 6 6

26/02/2026

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Capítulo 7 7

26/02/2026

8

Capítulo 8 8

26/02/2026

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Capítulo 9 9

26/02/2026

10

Capítulo 10 10

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Capítulo 11 11

26/02/2026

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Capítulo 12 12

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Capítulo 13 13

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Capítulo 14 14

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Capítulo 15 15

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Capítulo 16 16

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Capítulo 17 17

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Capítulo 18 18

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Capítulo 19 19

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Capítulo 20 20

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Capítulo 21 21

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Capítulo 22 22

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Capítulo 23 23

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Capítulo 24 24

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Capítulo 25 25

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Capítulo 26 26

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Capítulo 27 27

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Capítulo 28 28

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Capítulo 29 29

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Capítulo 30 30

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Capítulo 31 31

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Capítulo 32 32

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Capítulo 33 33

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Capítulo 34 34

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Capítulo 36 36

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Capítulo 37 37

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Capítulo 38 38

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Capítulo 39 39

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Capítulo 40 40

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