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O Naufrágio da Minha Alma

Capítulo 3 

Palavras: 919    |    Lançado em: 20/06/2025

aminés cónicas a recortarem-se contra o céu noturno. Por dentro, o br

s, o meu vestido de gala a parecer uma fantasia. Sofia es

te. A esposa traída, o mar

uma doação generosa para a caridade da n

frente de todos, colocou-lhe um cola

oz alta o suficiente para todos ouvirem.

educados. Sofia corou, parec

meu estôm

voto a ela. Lembras-te de como ele era com a Leonor no iníci

que ele me deu na nossa vida passada, ele vendeu-a par

-se para mim. O seu sorriso era doce,

onor? O Duarte tem

o colar para

es to

rovocação

"É adorável, Sofia.

sentação de slides sobre o trabalho da instituição de cari

ns de crianças feli

ografias

tedoras. Com vários homens di

sala. O silêncio chocado foi seg

omo cera. Ela olhou para o ecrã

us olhos. Ela apontou um de

voz cheia de angústia e acusaç

olhar. Eu estava paralisada,

ofia nos seus braços, protegendo-a dos olhares

para mim, os seus ol

ilou ele, a sua voz uma ameaça gel

sala, deixando-me para trás para enfrentar

ra a quinta foi um borrão. A minha mente corria, tentando perceber o que tinha acon

Esperava por mim na entrada, a sua

agarrou-me pelo braço, a sua

rosto a centímetros do meu. "Como te

Juro!" A minha voz era u

um som se

eria? Estás consumida pelo ciúme!

ão é ve

ndo-me contra a parede. "Vai

pa? Por algo

ureceu, tornando-se

varanda no Algarve. Desta vez, talvez te deixe lá por mais do

aça era real. Eu sabia qu

um medo paralisante que ele conhecia da nossa vida

us olhos frios e vi

sala de estar, onde Sofia estava sen

sculpa," ord

cabeça, as lágrimas a

estavam de guarda. Eles agarraram-me pelos braç

os era aguda, mas a

arte, a sua voz pe

a cabeça, a morder o

e agarrou o meu queixo, f

z, Leonor. Pede

e. A dor, o medo, a injustiça... tud

nseguia m

sistência

lavras a saírem como vidro partido

empurrão. Caí para o lad

ha-me q

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O Naufrágio da Minha Alma
O Naufrágio da Minha Alma
“Na minha vida passada, Duarte Moreno sacrificou tudo por mim, até a própria vida, para me salvar. Nesta vida, renasci com o único desejo de o amar e de me redimir. Mas o homem que encontrei era frio, distante, cruel, e eu percebi cedo que ele também se lembrava. O meu destino selou-se quando ele me trancou numa adega fria e húmida. Ele forçou a minha mãe, de saúde frágil, a uma perigosa doação de medula óssea para a sua amante, Sofia. Era a sua vingança, um teste monstruoso à minha sinceridade, ignorando o meu arrependimento. A crueldade de Duarte não conhecia limites: fui sujeita a humilhações públicas, forçada a lavar os pés da amante. Ele até ordenou que me partidossem os dedos. Num golpe final, acusou-me de empurrar o seu avô pelas escadas, ignorando as minhas súplicas e a verdade. O homem que na vida anterior vendera as suas vinhas mais preciosas para me salvar, neste ciclo, tornara-se o meu carrasco cego, sedento de vingança. A dor era insuportável, a injustiça enlouquecedora. Como podia ser este o mesmo homem que me prometeu amar até à morte? Sem mais forças para lutar, e perante o seu derradeiro castigo de exílio, decidi que só havia uma saída para encontrar a minha paz e liberdade. Com a ajuda da minha prima, orquestrei uma fuga engenhosa sob um disfarce sinistro. Para Duarte e para o mundo, Leonor Almeida morreria naquela noite, num naufrágio, e nunca mais seria encontrada.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 1517 Capítulo 1618 Capítulo 1719 Capítulo 1820 Capítulo 1921 Capítulo 2022 Capítulo 2123 Capítulo 2224 Capítulo 2325 Capítulo 24