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Quando o Amor Morre no Asfalto

Capítulo 3 

Palavras: 448    |    Lançado em: 23/06/2025

não sejas ridícula. Acabámos de passar por uma tragé

"A decisão foi tomada no momento em que me deixaste no ca

pensa nela própria. O teu pai e eu sempre di

sse o Miguel, passan

oz a cortar o ar. "Deixa-a

parte desta família. Sempre a tentar competir com a

meu próprio marido," esclareci. "Uma c

u a Helena. "Tu não percebes

o," respondi calmamente. "Na saúde e na doen

ção. "Eu entrei em pânico, Sofia! A Clara estava a gritar,

o filho a esvair-se," disse eu, cada palavra um golpe. "E tu pe

não é

ridade era um osso partido!" A minha voz subiu pela primeira

como aço, dirigindo-se a Helena e ao Miguel. "A

m, mas o Miguel pareceu aliviado por te

Falamos disto

para mim. "Sofia, por favor. Va

construir uma vida. Não vi amor. Vi um estranho, u

ara resolver,

l. O único som era o dos soluços silenciosos da minha mãe. Eu não chorei. Eu

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Quando o Amor Morre no Asfalto
Quando o Amor Morre no Asfalto
“Estava grávida de sete meses, o mundo parecia perfeito. A minha cunhada, Clara, e eu íamos para casa, um dia normal como tantos outros. De repente, o som de metal a rasgar. O carro capotou e o impacto atirou-me contra o vidro. Lá dentro, o pânico começou. O meu Miguel, o meu marido, o pai do meu filho, chegou ao local. Mas ele correu para a sua irmã, que gemia com um braço partido. Enquanto eu, com a barriga a sangrar, lhe suplicava ajuda, ele gritou: "Espera, Sofia! Não vês que a tua cunhada está ferida?". A última coisa que vi antes da escuridão foi ele a confortar Clara, enquanto eu sangrava sozinha. Perdi o nosso filho. No hospital, ele e a sua mãe culparam-me pelo acidente. "Talvez tenha sido para melhor", a minha sogra disse, referindo-se à morte do meu bebé. E Miguel, o meu Miguel, permaneceu em silêncio. Não me defendeu, como nunca me defendera. Percebi que toda a minha vida com ele tinha sido uma mentira. Aniversários esquecidos, dinheiro desviado para a Clara, a minha gravidez minimizada. Tudo sempre girou em torno dela, da sua irmã, do seu "laço inquebrável". Eu e o nosso filho éramos sempre a segunda opção. Como pude ser tão cega? Como pôde um homem que jurou amar-me e proteger-me abandonar-me assim? O meu filho não morreu por um acidente, mas pela frieza e egoísmo do homem que amei. Eu não estava louca, a minha dor não era apenas luto. Era raiva. Uma raiva fria e calculista. Não queria vingança, mas justiça. "Quero o divórcio." As palavras saíram com uma força gelada. Eu não pediria nada dele, apenas a minha liberdade. Mas então, descobri o extrato bancário. 5.000 euros para as facetas dentárias da Clara, pagos com o nosso dinheiro, enquanto ele me dizia que tínhamos de "apertar o cinto". Esta não era apenas uma traição emocional; era fraude. Eles queriam guerra? Iam tê-la. E eu ia ganhar a minha vida de volta.”
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