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Shui Qing Ying

4 Livros Publicados

Livros e Histórias de Shui Qing Ying

Amor e Traição em Pães

Amor e Traição em Pães

Romance
5.0
"Quebrou? Como assim, Pedro?" Sua voz mal saiu quando Pedro, o homem que eu amava e que parecia ter o mundo aos seus pés, desabou na minha frente. Ele chorava, dizendo que havia perdido tudo em um investimento errado. Eu não hesitei. Fechei minha confeitaria chique, a "Doce Luana" , o sonho da minha vida, e usei todas as minhas economias para abrirmos uma padaria humilde num bairro operário. Minhas mãos, antes delicadas para macarons, viraram puro calo de tanto sovar pão. Eu trabalhava 16 horas por dia. O Pedro dizia que me ajudava, mas estava sempre no celular. Até que, um dia chuvoso, ouvi a risada dele nos fundos da padaria. "Cara, você não acredita. A padaria está bombando. A 'padeira' aqui leva jeito pra coisa." Era o Gustavo, o melhor amigo dele. "E aí? Ela já juntou quanto nessa brincadeira de pobre?" "Quase duzentos mil. A idiota guarda tudo numa caixa de sapatos. Acha que é pra 'nossa padaria dos sonhos' ." Meu mundo desabou. "Padeira" ? "Idiota" ? Eles estavam rindo de mim. "Isso paga a entrada do carro novo da Isabela. Você é um gênio, cara. Fazer a confeiteirazinha de luxo virar padeira de bairro pra bancar sua vida... épico." Isabela, a socialite que ele dizia não ter mais contato. Pedro continuou, a voz pingando desprezo: "Ela realmente acreditou que eu tinha falido. Que eu, Pedro Alcântara, ia acabar meus dias vendendo pão de sal num muquifo desses." "Ela é tão patética. Tão... comum." Eu era a "padeirazinha" , a "idiota" , a "princesinha" que ele usou para financiar a vida dele e o casamento com outra. Meu corpo inteiro tremia de raiva e humilhação. Eu ia confrontá-lo? Chorar? Eu não sabia o que fazer, mas uma coisa era certa: ele não teria o prazer de me ver desmoronar. Peguei o dinheiro da caixa registradora e o resto do meu suor, guardado na caixa de sapatos. Minha antiga vida, meu apartamento, meu sonho, tudo foi destruído por ele. Mas algo acendeu dentro de mim. Aquele Pedro, o homem que eu amava, tinha rasgado meu coração e minha alma. Agora, ele sentiria a força da padeira que ele tanto desprezou.
Quando o Amor é Uma Pontuação: O Diário da Traição

Quando o Amor é Uma Pontuação: O Diário da Traição

Romance
5.0
Thiago Alves encontrou o caderno na última gaveta da minha mesinha de cabeceira. Nele, cada um dos seus deslizes era uma contabilidade fria: menos 5 pontos por esquecer o aniversário de casamento, menos 3 por cancelar o jantar com os meus pais. No final da primeira página, a sentença cruel: "Limite: 100 pontos. Quando chegar a zero, o divórcio." Não que importasse. Ele já tinha feito a sua escolha. Quando Isabela, o seu "primeiro amor" e "inspiração", ligou a chorar depois de um acidente simulado, ele nem hesitou. Deixou-me para trás, a comida a arrefecer no prato, ignorando o nosso jantar de família. No hospital, ouvi-o confessar, com a minha alma a partir-se: "Eu faria qualquer coisa por ti, Isabela. Tornei-me jogador de futebol porque sonhavas em casar com uma estrela do desporto." Aquele casamento, que eu pensava ser amor, era apenas uma promessa ao meu pai morto, um prémio de consolação para ele, já que Isabela se tinha casado com outro. Então, o acidente. Ferida, sozinha, no hospital. Ele no quarto ao lado, "consolando" Isabela. Quando precisei de uma transfusão urgente, o sangue, raro, estava reservado para ela, por uma "crise alérgica" falsa. Liguei para ele, o meu marido. A sua voz, fria, respondeu: "Não. Não vou arriscar a vida da Isabela por uma desconhecida. Mantenham o sangue reservado." Uma desconhecida. A sua esposa. E então, a verdade me atingiu: eu estava grávida. Ele tinha sentenciado o nosso próprio filho à morte. A dor era tão insuportável quanto o gelo que agora cobria o meu coração. Eu não choro mais. Não há mais lágrimas. Agarrei na caneta, com a mão firme, e zerei a pontuação. "Thiago, o nosso amor morreu. E tu mataste o nosso filho." Assinei os papéis do divórcio. Deixei para trás aquele passado frio e a sombra dela. Curitiba espera-me. Eu vou reconstruir a minha vida, doce por doce.
Quando o Amor Morre no Asfalto

Quando o Amor Morre no Asfalto

Moderno
5.0
Estava grávida de sete meses, o mundo parecia perfeito. A minha cunhada, Clara, e eu íamos para casa, um dia normal como tantos outros. De repente, o som de metal a rasgar. O carro capotou e o impacto atirou-me contra o vidro. Lá dentro, o pânico começou. O meu Miguel, o meu marido, o pai do meu filho, chegou ao local. Mas ele correu para a sua irmã, que gemia com um braço partido. Enquanto eu, com a barriga a sangrar, lhe suplicava ajuda, ele gritou: "Espera, Sofia! Não vês que a tua cunhada está ferida?". A última coisa que vi antes da escuridão foi ele a confortar Clara, enquanto eu sangrava sozinha. Perdi o nosso filho. No hospital, ele e a sua mãe culparam-me pelo acidente. "Talvez tenha sido para melhor", a minha sogra disse, referindo-se à morte do meu bebé. E Miguel, o meu Miguel, permaneceu em silêncio. Não me defendeu, como nunca me defendera. Percebi que toda a minha vida com ele tinha sido uma mentira. Aniversários esquecidos, dinheiro desviado para a Clara, a minha gravidez minimizada. Tudo sempre girou em torno dela, da sua irmã, do seu "laço inquebrável". Eu e o nosso filho éramos sempre a segunda opção. Como pude ser tão cega? Como pôde um homem que jurou amar-me e proteger-me abandonar-me assim? O meu filho não morreu por um acidente, mas pela frieza e egoísmo do homem que amei. Eu não estava louca, a minha dor não era apenas luto. Era raiva. Uma raiva fria e calculista. Não queria vingança, mas justiça. "Quero o divórcio." As palavras saíram com uma força gelada. Eu não pediria nada dele, apenas a minha liberdade. Mas então, descobri o extrato bancário. 5.000 euros para as facetas dentárias da Clara, pagos com o nosso dinheiro, enquanto ele me dizia que tínhamos de "apertar o cinto". Esta não era apenas uma traição emocional; era fraude. Eles queriam guerra? Iam tê-la. E eu ia ganhar a minha vida de volta.