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Quando o Amor Morre no Asfalto

Capítulo 2 

Palavras: 490    |    Lançado em: 23/06/2025

de um quarto de hospital encheram a minha visão. A minha mãe, Laura, e

va acordada, segurou-me na

minha voz

scorreu-lhe pela bochec

inha barriga. Estava vazia. Lisa. Aquele pes

Não, não parou. Par

consegui terminar. A verdade

a caírem livremente agora. "Lamento muito, S

a alma a ser arrancada. Olhei para o teto, para a janela, para qualq

el? O pai do meu f

os pensamentos. "Ele está l

. Eu não fazia parte da família d

molhado e a roupa amarrotada. Atrás dele, a sua m

tes?", perguntou o

di. Apenas

"A Clara está traumatizada. Partiu o

smo depois de tudo, a primeir

eu, as palavras a saírem diretas, se

. "Eu sei. É h

anhar uma força gelada. "Deixaste-me a sangrar p

atreves a falar assim com o meu filho? Ele fez o q

o," respondi, virando a minha ca

venenosa. "Claramente, não tens instinto maternal. Entras

o Miguel, à espera que ele defendesse

silêncio. Apenas

ão foi tomada. Era tão clara e

," disse eu. A mi

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Quando o Amor Morre no Asfalto
Quando o Amor Morre no Asfalto
“Estava grávida de sete meses, o mundo parecia perfeito. A minha cunhada, Clara, e eu íamos para casa, um dia normal como tantos outros. De repente, o som de metal a rasgar. O carro capotou e o impacto atirou-me contra o vidro. Lá dentro, o pânico começou. O meu Miguel, o meu marido, o pai do meu filho, chegou ao local. Mas ele correu para a sua irmã, que gemia com um braço partido. Enquanto eu, com a barriga a sangrar, lhe suplicava ajuda, ele gritou: "Espera, Sofia! Não vês que a tua cunhada está ferida?". A última coisa que vi antes da escuridão foi ele a confortar Clara, enquanto eu sangrava sozinha. Perdi o nosso filho. No hospital, ele e a sua mãe culparam-me pelo acidente. "Talvez tenha sido para melhor", a minha sogra disse, referindo-se à morte do meu bebé. E Miguel, o meu Miguel, permaneceu em silêncio. Não me defendeu, como nunca me defendera. Percebi que toda a minha vida com ele tinha sido uma mentira. Aniversários esquecidos, dinheiro desviado para a Clara, a minha gravidez minimizada. Tudo sempre girou em torno dela, da sua irmã, do seu "laço inquebrável". Eu e o nosso filho éramos sempre a segunda opção. Como pude ser tão cega? Como pôde um homem que jurou amar-me e proteger-me abandonar-me assim? O meu filho não morreu por um acidente, mas pela frieza e egoísmo do homem que amei. Eu não estava louca, a minha dor não era apenas luto. Era raiva. Uma raiva fria e calculista. Não queria vingança, mas justiça. "Quero o divórcio." As palavras saíram com uma força gelada. Eu não pediria nada dele, apenas a minha liberdade. Mas então, descobri o extrato bancário. 5.000 euros para as facetas dentárias da Clara, pagos com o nosso dinheiro, enquanto ele me dizia que tínhamos de "apertar o cinto". Esta não era apenas uma traição emocional; era fraude. Eles queriam guerra? Iam tê-la. E eu ia ganhar a minha vida de volta.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10