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O Cheiro do Desespero

Capítulo 1 

Palavras: 493    |    Lançado em: 25/06/2025

era sufocante, quase tão pesado quan

ilho, infelizmente, não

issional, mas cada palavra atin

seco. Há poucas horas, eu estava a segurar a mãozinha d

estava fria nalgum

essantemente na minha mala

di. Não

Dona Elvira, entrou a correr, com a cara vermelha de

estás bem, Sofia! O Pedro e

, ignorando completament

a cunhada. A

mesmo carro

aiu rouca, um som estran

a em dois sítios. O Pedro está lá fora da sala de cirurgia, a rez

já estar partido, encontrou um

seguia olha

a rezar pela irmã qu

quanto conduzia, mesmo com os meus avisos

m uma calma que me ass

i um vislumbre de dor, mas foi rapidame

acidente. A Sofia está destroçada,

amor dela

ue eu pudesse dizer uma palavra, a voz dele ex

ue estavas bem, mas porque é que não atendias? A

silencioso. Só ouvia a voz del

minha voz a tremer

Mas a Sofia precisa de mim agora! Ela está sozinha, está assustada! Tu és a mãe,

desl

ra o telemóvel, p

m perg

se o nosso filho e

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O Cheiro do Desespero
O Cheiro do Desespero
“O cheiro a desinfetante ainda me persegue, sufocante, misturado com o eco das palavras que me arrancaram o chão: "O seu filho, infelizmente, não sobreviveu." Minhas mãos tremiam, sujas de terra e o sangue seco do meu Leo, que há poucas horas prometia um gelado depois do futebol. Mas no hospital, o meu pesadelo nem tinha começado. Meu marido, Pedro, e minha sogra, Elvira, ignoraram minha dor. O foco deles? A Sofia, irmã de Pedro, a condutora negligente que causou o acidente. "Graças a Deus que estás bem, Sofia!", exclamou Elvira, enquanto Pedro, por telefone, berrava que a irmã "precisava dele", e que eu, uma mãe acabada de perder o único filho, devia "aguentar e não criar mais problemas". Aquela indiferença me estraçalhou. O homem que amei, o pai do meu filho, não perguntou se Leo estava vivo ou morto. Ele só viu um "problema" em mim. Eles me acusaram de fazer "drama", de "não ter respeito" pela dor da assassina do meu filho. Naquela noite, vendo-os felizes na casa que deveria ser minha, percebi. Eles não se importavam. Preferiam proteger uma mentira. Eles mal sabiam que, naquela dor, nascia uma sede de justiça que eles não poderiam sequer imaginar. Não sou mais a Inês fraca. Esta guerra acabou de começar, e eu vou vencer.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10