O Cheiro do Desespero

O Cheiro do Desespero

Maria

5.0
Comentário(s)
281
Leituras
11
Capítulo

O cheiro a desinfetante ainda me persegue, sufocante, misturado com o eco das palavras que me arrancaram o chão: "O seu filho, infelizmente, não sobreviveu." Minhas mãos tremiam, sujas de terra e o sangue seco do meu Leo, que há poucas horas prometia um gelado depois do futebol. Mas no hospital, o meu pesadelo nem tinha começado. Meu marido, Pedro, e minha sogra, Elvira, ignoraram minha dor. O foco deles? A Sofia, irmã de Pedro, a condutora negligente que causou o acidente. "Graças a Deus que estás bem, Sofia!", exclamou Elvira, enquanto Pedro, por telefone, berrava que a irmã "precisava dele", e que eu, uma mãe acabada de perder o único filho, devia "aguentar e não criar mais problemas". Aquela indiferença me estraçalhou. O homem que amei, o pai do meu filho, não perguntou se Leo estava vivo ou morto. Ele só viu um "problema" em mim. Eles me acusaram de fazer "drama", de "não ter respeito" pela dor da assassina do meu filho. Naquela noite, vendo-os felizes na casa que deveria ser minha, percebi. Eles não se importavam. Preferiam proteger uma mentira. Eles mal sabiam que, naquela dor, nascia uma sede de justiça que eles não poderiam sequer imaginar. Não sou mais a Inês fraca. Esta guerra acabou de começar, e eu vou vencer.

O Cheiro do Desespero Introdução

O cheiro a desinfetante ainda me persegue, sufocante, misturado com o eco das palavras que me arrancaram o chão: "O seu filho, infelizmente, não sobreviveu."

Minhas mãos tremiam, sujas de terra e o sangue seco do meu Leo, que há poucas horas prometia um gelado depois do futebol.

Mas no hospital, o meu pesadelo nem tinha começado.

Meu marido, Pedro, e minha sogra, Elvira, ignoraram minha dor.

O foco deles? A Sofia, irmã de Pedro, a condutora negligente que causou o acidente.

"Graças a Deus que estás bem, Sofia!", exclamou Elvira, enquanto Pedro, por telefone, berrava que a irmã "precisava dele", e que eu, uma mãe acabada de perder o único filho, devia "aguentar e não criar mais problemas".

Aquela indiferença me estraçalhou.

O homem que amei, o pai do meu filho, não perguntou se Leo estava vivo ou morto.

Ele só viu um "problema" em mim.

Eles me acusaram de fazer "drama", de "não ter respeito" pela dor da assassina do meu filho.

Naquela noite, vendo-os felizes na casa que deveria ser minha, percebi. Eles não se importavam. Preferiam proteger uma mentira.

Eles mal sabiam que, naquela dor, nascia uma sede de justiça que eles não poderiam sequer imaginar.

Não sou mais a Inês fraca. Esta guerra acabou de começar, e eu vou vencer.

Continuar lendo

Você deve gostar

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Renascendo dos Escombros: O Retorno Épico de Starfall

Su Liao Bao Zi

Sangrando no volante do meu carro destruído, com a visão turva e o gosto de cobre na boca, usei minhas últimas forças para ligar para o meu marido. Era a minha única chance de salvação nesta tempestade. Mas quem atendeu foi o assistente dele, com uma frieza metálica: "O Sr. Wilson disse para parar com o teatro. Ele mandou avisar que não tem tempo para a sua chantagem emocional hoje." A linha ficou muda. Enquanto os paramédicos me arrastavam para fora das ferragens, vi na TV da emergência o motivo da "ocupação" dele. Meu marido estava ao vivo, cobrindo sua ex-namorada, Gema, com seu paletó para protegê-la da mesma chuva que quase me matou. O olhar dele para ela era de pura adoração. Quando voltei para a nossa cobertura para pegar minhas coisas, encontrei no bolso daquele mesmo paletó uma ultrassonografia com o nome dela. Ao me ver, ele não perguntou se eu estava bem. Ele me chamou de "decoração quebrada", jogou um cheque em branco na minha cara e congelou todos os meus cartões de crédito. "Você não é nada sem mim," ele disse, rindo com desdém. "Vai rastejar de volta em uma semana quando a fome apertar." Ele achava que tinha se casado com uma esposa troféu inútil e dependente. O que Arpão não sabia é que a "decoração" tinha uma vida secreta. Eu sou Starfall, a lenda anônima da dublagem, com milhões escondidos em contas offshore que ele nem sonha que existem. Limpei o sangue do rosto, peguei meu microfone profissional e caminhei até o estúdio da empresa dele. Não para pedir desculpas. Mas para roubar o papel principal do filme que a amante dele desesperadamente queria, e destruir o império deles com a minha voz.

Enquanto Eu Sangrava Até a Morte, Ele Acendia Lanternas Para Ela

Enquanto Eu Sangrava Até a Morte, Ele Acendia Lanternas Para Ela

Lady Ann

June abriu mão de sua identidade como uma cientista genial para ser a esposa dócil de Cole Compton por quatro anos. Até a noite em que sofreu uma ruptura de gravidez ectópica e, sangrando no chão do quarto, ligou para o marido implorando por ajuda. Mas Cole apenas atendeu com impaciência. Ele estava em uma gala luxuosa, de braços dados com Alycia, a amante que havia roubado a pesquisa médica de June. "Se esta é sua tentativa patética de me impedir de ir à gala, é uma péssima estratégia." Ele desligou na cara dela, deixando June quase morrer na mesa de cirurgia enquanto a TV do hospital mostrava o sorriso dele para a outra mulher. No dia seguinte, Cole invadiu o quarto do hospital. Irritado com a súbita frieza de June, ele a empurrou violentamente contra a cama, arrebentando seus pontos cirúrgicos recém-suturados. Vendo o sangue fresco encharcar os lençóis, ele apenas atendeu uma ligação carinhosa de Alycia e olhou para a esposa com nojo. "Limpe-se. Pare de envergonhar o nome Compton." A dor dilacerante não vinha apenas da carne rasgada, mas da constatação de que ela havia sacrificado sua vida por um monstro. A submissão desapareceu, substituída por um ódio gélido e implacável ao descobrir que a família Compton havia orquestrado o assassinato de seus pais. June arrancou a agulha do soro, assinou os papéis do divórcio sobre uma gota de seu próprio sangue e deixou a aliança para trás. Era hora de descongelar sua fortuna secreta de 128 milhões de dólares e fazer o império Compton queimar.

Capítulo
Ler agora
Baixar livro
O Cheiro do Desespero O Cheiro do Desespero Maria Moderno
“O cheiro a desinfetante ainda me persegue, sufocante, misturado com o eco das palavras que me arrancaram o chão: "O seu filho, infelizmente, não sobreviveu." Minhas mãos tremiam, sujas de terra e o sangue seco do meu Leo, que há poucas horas prometia um gelado depois do futebol. Mas no hospital, o meu pesadelo nem tinha começado. Meu marido, Pedro, e minha sogra, Elvira, ignoraram minha dor. O foco deles? A Sofia, irmã de Pedro, a condutora negligente que causou o acidente. "Graças a Deus que estás bem, Sofia!", exclamou Elvira, enquanto Pedro, por telefone, berrava que a irmã "precisava dele", e que eu, uma mãe acabada de perder o único filho, devia "aguentar e não criar mais problemas". Aquela indiferença me estraçalhou. O homem que amei, o pai do meu filho, não perguntou se Leo estava vivo ou morto. Ele só viu um "problema" em mim. Eles me acusaram de fazer "drama", de "não ter respeito" pela dor da assassina do meu filho. Naquela noite, vendo-os felizes na casa que deveria ser minha, percebi. Eles não se importavam. Preferiam proteger uma mentira. Eles mal sabiam que, naquela dor, nascia uma sede de justiça que eles não poderiam sequer imaginar. Não sou mais a Inês fraca. Esta guerra acabou de começar, e eu vou vencer.”
1

Introdução

25/06/2025

2

Capítulo 1

25/06/2025

3

Capítulo 2

25/06/2025

4

Capítulo 3

25/06/2025

5

Capítulo 4

25/06/2025

6

Capítulo 5

25/06/2025

7

Capítulo 6

25/06/2025

8

Capítulo 7

25/06/2025

9

Capítulo 8

25/06/2025

10

Capítulo 9

25/06/2025

11

Capítulo 10

25/06/2025