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O Cheiro do Desespero

Capítulo 2 

Palavras: 525    |    Lançado em: 25/06/2025

dor do hospital. O tempo passou

mecanismo de defesa, suponho. Se eu

riu-se. Vi o Pedro a correr para o médico, a cara dele

eração total... vai pre

eu marido. Ele abraçou a mãe, e os dois cho

ão. Eu era uma estátua invis

va cansada, mas havia uma luz nos seus olhos. A lu

ra. "A Sofia está bem. Está a dormir po

sse alguma coisa. Que pa

om quem partilhei uma cama, uma c

á o Leo?"

edro mudou. A im

rte. Vamos tratar disso depois. A prioridad

bir uma oitava. "O nosso filho está morto

cioso. Algumas enfermeiras olharam para nós.

"Estás a fazer uma cena! Não tens

ível e quebrado. "Ela vai aco

o meu corpo inteiro a t

Pedro. Eu disse-lhe para d

a mim. Vi a decisão a formar-se nos

es acontecem. Estás a culpá-la para não te sentires culpada.

o deixou-

eo enquanto o carro capotava? Eu, que gritei o no

e eu. As palavras saíram

Uma risada cu

tás em choque. Vais para casa, descansas,

ra falar," resp

ar. Não sabia para onde ia, apenas

ra seguiu-me

e que ela não era boa o suficiente para ti. Uma mulher

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O Cheiro do Desespero
O Cheiro do Desespero
“O cheiro a desinfetante ainda me persegue, sufocante, misturado com o eco das palavras que me arrancaram o chão: "O seu filho, infelizmente, não sobreviveu." Minhas mãos tremiam, sujas de terra e o sangue seco do meu Leo, que há poucas horas prometia um gelado depois do futebol. Mas no hospital, o meu pesadelo nem tinha começado. Meu marido, Pedro, e minha sogra, Elvira, ignoraram minha dor. O foco deles? A Sofia, irmã de Pedro, a condutora negligente que causou o acidente. "Graças a Deus que estás bem, Sofia!", exclamou Elvira, enquanto Pedro, por telefone, berrava que a irmã "precisava dele", e que eu, uma mãe acabada de perder o único filho, devia "aguentar e não criar mais problemas". Aquela indiferença me estraçalhou. O homem que amei, o pai do meu filho, não perguntou se Leo estava vivo ou morto. Ele só viu um "problema" em mim. Eles me acusaram de fazer "drama", de "não ter respeito" pela dor da assassina do meu filho. Naquela noite, vendo-os felizes na casa que deveria ser minha, percebi. Eles não se importavam. Preferiam proteger uma mentira. Eles mal sabiam que, naquela dor, nascia uma sede de justiça que eles não poderiam sequer imaginar. Não sou mais a Inês fraca. Esta guerra acabou de começar, e eu vou vencer.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10