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O Cheiro do Desespero

Capítulo 3 

Palavras: 408    |    Lançado em: 25/06/2025

o do Leo estava exatamente como ele o tinha deixado

cons

da cidade. Paguei em dinheiro. Nã

isteza antiga. Sentei-me na bei

lenciosas que rolavam pela minha cara, d

ua risada, pelo seu cheiro, p

vida que me

que amei, que se r

l não parava de tocar. Chamadas

asa. Precisamos de

a ser egoísta. Isto

ar por ti e pelo Leo. Não lhe contám

nsagem fez o m

iam pert

a ser protegida da verdade, pa

e dura, substi

ei o te

ivórcio era o primeiro pas

ria ju

ha desse, eu encon

o, que agora era advogado. Expliquei-lhe a s

"E quero processar a Sofia Alve

ncio do outro

vai ser difícil. Provar que ela estava ao tel

testemunha

a a irmã do marido... O advogado deles vai destruir-te

cheia de veneno. "Ela matou o meu fi

no meu escritório amanhã. Va

primeira centelha

eu era fraca. Qu

m enga

de mim. Não me re

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O Cheiro do Desespero
O Cheiro do Desespero
“O cheiro a desinfetante ainda me persegue, sufocante, misturado com o eco das palavras que me arrancaram o chão: "O seu filho, infelizmente, não sobreviveu." Minhas mãos tremiam, sujas de terra e o sangue seco do meu Leo, que há poucas horas prometia um gelado depois do futebol. Mas no hospital, o meu pesadelo nem tinha começado. Meu marido, Pedro, e minha sogra, Elvira, ignoraram minha dor. O foco deles? A Sofia, irmã de Pedro, a condutora negligente que causou o acidente. "Graças a Deus que estás bem, Sofia!", exclamou Elvira, enquanto Pedro, por telefone, berrava que a irmã "precisava dele", e que eu, uma mãe acabada de perder o único filho, devia "aguentar e não criar mais problemas". Aquela indiferença me estraçalhou. O homem que amei, o pai do meu filho, não perguntou se Leo estava vivo ou morto. Ele só viu um "problema" em mim. Eles me acusaram de fazer "drama", de "não ter respeito" pela dor da assassina do meu filho. Naquela noite, vendo-os felizes na casa que deveria ser minha, percebi. Eles não se importavam. Preferiam proteger uma mentira. Eles mal sabiam que, naquela dor, nascia uma sede de justiça que eles não poderiam sequer imaginar. Não sou mais a Inês fraca. Esta guerra acabou de começar, e eu vou vencer.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10