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A Chamada Ignorada

Capítulo 1 

Palavras: 829    |    Lançado em: 26/06/2025

ndo o céu de laranja e roxo. O ar estava pesado, denso co

do acidente de carro na serra. A manchete era clara: "Colisão Múltip

arranhões nos braços, peguei no telemóvel. P

to pálido e os olhos fechados. Ele

nto, eu soub

ma eternidade, mas finalmente o Miguel atendeu

é que me estás a ligar? Passei o dia todo

coito, também se aleijou. O meu pai acabou de lhe

sei o que seria de mim e do Biscoito. De certeza que tí

u claramente pelo telemóvel, seguida pel

um lado carinhoso. Ficou claro para mim a diferença enorme que el

sorriso

amos divor

u mais firme do

ão aguen

ois segundos. Depois,

mas eu não estava ocupado a ajudar? A Sofia também estava lá, qua

s não? Não tens um pingo de compaixão? Sabes qu

ifícil? E a minha e a

estava grávida de três meses. Então, nós não val

à flor da pele. Senti vontade de chorar,

ida, e tens a coragem de falar em divórcio? Tu quer

A Sofia ainda precisa de nós. Devias

esligou o telemóv

novo. O número e

. Um sorriso amargo formou-se nos meus lábios. O telemóvel

a desistido há muito tempo. Não quereria que o meu filho

ele? Apenas o nojo que sentiri

ava no sentido contrário da serra. Mesmo que os bombeiros o tivesse

liguei tantas vezes, desesperada? Será

o teria ignorado as minhas 18 chamadas, nem me ter

dele. Eu carrega

ado tanto tempo

torcer-se. Lembro-me do desespero, do medo. O meu bebé

s pensamentos, o telemóvel do meu

inda estava a dormir,

arelho, o meu pai abriu os

consegues controlar a tua filha? És uma desilusão como pai! Será que o

rcio por uma coisa tão pequen

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A Chamada Ignorada
A Chamada Ignorada
“Grávida de três meses e a recuperar de um terrível acidente de carro, com o meu pai ferido ao meu lado, a minha única esperança era o Miguel. Liguei-lhe dezoito vezes, desesperada, do hospital. Quando finalmente atendeu, a voz dele era de irritação: "Que foi agora? Já parou de chover, porque é que me estás a ligar? Passei o dia todo nisto!" Naquele momento, enquanto a voz da minha prima Sofia, supostamente assistida e consolada por Miguel, ecoava na chamada, o meu mundo desabou. Ele ignorou-me, a mim e ao nosso filho por nascer, para correr para Sofia e o seu gato. Ao vê-lo priorizar uma prima distante e zangar-se com a minha dor, soube que a minha vida com ele era uma farsa. Ao propor o divórcio, Miguel explodiu em fúria. Chamou-me "instável", ameaçou-me, e na nossa casa, esmagou o nosso álbum de casamento e partiu a loiça que a minha mãe me dera. A família dele, incluindo Sofia e o meu sogro, juntou-se ao ataque, acusando-me de ser egoísta e sem coração, usando a minha gravidez contra mim. Cada ameaça, cada lágrima, parecia-me um golpe mortal. "Será que a vida da Sofia era difícil? E a minha e a do meu pai, era fácil?" Grávida, com um pai à beira de um enfarte, éramos nós que não merecíamos ajuda? Que tipo de homem se virava contra a própria mulher e filho neste momento? O que me prendia a ele, para além do nojo que sentiria de mim mesma se continuasse assim? Foi então que a Dra. Mendes viu a minha oferta: abdiquei de tudo, de cada cêntimo e bem comum. A minha única condição? Que ele renunciasse a qualquer direito parental sobre o nosso bebé. E pela primeira vez, eu soube: esta guerra ia acabar. O meu filho não precisava de um pai como ele. Eu iria recomeçar, fosse qual fosse o preço.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10