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O Oceano do Luto: Encontrando a Paz em Sesimbra

Capítulo 4 

Palavras: 623    |    Lançado em: 27/06/2025

tmo. A dor ainda lá estava, uma corrente subterrânea const

ta, porque o Léo gostava de ver. Aprendi a receita do bolo de chocolate da Sofia, e no a

ém pareceu certo. Manter a sua

da de um número desconhe

É o tio

ãe. Um homem que e

á,

tua mãe, e eu entendo. Mas as coisas estã

i. Uma mulher dura, mas just

?", perguntei, o meu

dicos não lhe dão muito tempo. El

a culpa de nada disto. Afastá-la seri

que el

mo onde..." Ele parou, sem

é", disse eu.

hospital. O cheiro de anti-séptico trouxe de vol

estás

a segurar a minha mão, o se

ampeão. V

a cama, pálida e frágil, com tubos ligados a ela.

a mãe abriu a boca para falar, mas eu levantei uma

me da cama

riso fraco apareceu nos seus lábi

om estranhos, foi até à cam

sua voz era um sussurro. Ela estendeu

eus por cima da cabeça do Léo.

eu filho. Ela era uma boa

am aos meus olho

e cega. Mas isso não é desculpa." Ela olhou para a minha mãe, qu

luçar baixinho. A Clara

, mãe.

cuidar deste menino. Promete-me que vais ser feliz de novo

ometo,

ua professora e o seu peixe de estimação. Pela primeira v

inha mãe esperava

, por f

errompi. "Não por ti.

ora, com a mão do Léo

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O Oceano do Luto: Encontrando a Paz em Sesimbra
O Oceano do Luto: Encontrando a Paz em Sesimbra
“Minha esposa, Sofia, ligou-me, a voz fraca e urgente, pedindo-me para voltar para casa. Léo, nosso filho, estava com febre alta e ela não se sentia bem. Mas eu não fui. Naquele momento, a voz da minha mãe ecoou nos meus ouvidos: "A Clara (minha irmã, que tentara suicídio outra vez) precisa de ti! Tua mulher é uma adulta, ela consegue levar uma criança ao médico sozinha!" Horas depois, no chão frio do corredor do hospital, a notícia esmagou-me: Sofia havia morrido de meningite bacteriana fulminante. As mesmas horas que passei a consolar a minha irmã e a acalmar a minha mãe. A culpa era um peso físico, sufocante, quando minha mãe ligou, a voz suave, preocupada apenas com a "pobrezinha" da Clara. Contei-lhe que Sofia estava morta. O silêncio do outro lado não foi de choque, mas de cálculo. "Terribil! Mas Miguel, tens de ser forte... pela Clara." Forte? Eu tinha abandonado a minha família. Minha mulher morreu porque eu priorizei uma chantagem. Não podia ser. O que eu fiz? Que tipo de filho e marido eu sou? Que família é esta que destrói a própria vida para salvar uma que não quer ser salva? Naquele dia, jurei cortar relações. Bloqueei os números. E jurei, ali, que cada respiração minha seria para Léo, o filho que Sofia protegeu até o último suspiro. Nunca mais deixaria ninguém fazer mal ao meu filho. Nem mesmo a minha própria família.”
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