Catherine
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Livros e Histórias de Catherine
Traído e Renascido: Vingança Amorosa
Xuanhuan Hoje era nosso aniversário de cinco anos de casamento e preparei um jantar especial para Clara e Sofia, minhas maiores alegrias.
Cinco anos de dedicação em tempo integral à minha família, tempo em que acreditei ter construído um amor verdadeiro.
Mas, a voz inocente de Sofia, nossa filha de quatro anos, soou pelos ares do lar, "Eu desejo que vocês se divorciem logo."
Meu sorriso congelou. Na mesa, Clara, minha esposa, empurrou um envelope com o acordo de divórcio e um cheque de cinquenta milhões de reais, revelando a fria verdade: eu era apenas um substituto para meu irmão Ricardo, que estava de volta.
Ouvir que fui "conveniente" e que "nunca me amou" pelas pessoas que mais amei desintegrou minha alma.
Humilhado, deserdado publicamente pela minha própria família e exposto ao mundo, não aguentava mais.
O sistema respondeu ao meu pedido de saída, me dando dez dias de vida neste mundo.
Com nada a perder, decidi viver o que me restava de forma extrema.
No entanto, em vez de morrer, me vi renascer em um novo mundo, com uma nova identidade: Antônio Reis, um ator aclamado e curado da minha doença terminal.
Quando pensei ter finalmente encontrado a paz, Clara e Sofia surgiram como "perseguidoras", determinadas a me ter de volta.
A fúria e o ressentimento me dominaram e com a ajuda de Isabella, uma poderosa executiva, decidi rejeitá-las publicamente de forma cruel.
Eu me casei com Isabella para apagar Clara e Sofia da minha existência, selando o destino delas.
Vivi ao lado de Isabella uma vida plena de amor e aceitação, livre das sombras do passado.
Agora, livre e em paz, sigo para a próxima aventura, sabendo que o amor e a liberdade são as maiores curas. Minha Filha, Minha Dor
Moderno O ar na funerária era frio e pesado.
Eu estava ao lado do pequeno caixão branco de Sofia, minha filha de seis anos.
Minha esposa, Clara, não estava lá. Ela ligou, dizendo estar "devastada demais".
Mas um colega de trabalho a viu no café, "parecia bem".
A dúvida se plantou.
No corredor, a porta de uma sala de descanso estava entreaberta.
Eu ouvi a voz dela, irritada: "Ele é um idiota. Acredita em qualquer coisa que eu digo."
E então, o choque. "Sofia foi um acidente. Ela atrapalhou minha vida por seis anos. Agora eu estou livre."
Meu mundo desabou quando outra voz perguntou: "Não foi um tratamento, foi?"
E a resposta de Clara, fria e sem remorso: "Foi eutanásia. Rápido e indolor."
Minha filha não morreu. Ela foi assassinada. Pela própria mãe.
Lembrei-me do último vídeo de Sofia, sorrindo: "Mamãe disse que vou fazer um tratamento para ficar forte." Ela não estava doente.
Como pude ser tão cego? A mulher que eu amei era um monstro.
Ela destruiu o quarto de Sofia. Como se ela nunca tivesse existido.
"Ela não estava doente!" Eu gritei, pela primeira vez desafiando-a.
Então, Lucas, o "amor da juventude" dela, apareceu em minha casa, no dia seguinte ao enterro.
Clara estava cozinhando para ele. Para Lucas, que nem ousou ir ao funeral.
"São joguinhos estúpidos!" Ela zombou do trabalho que construiu a carreira dela.
A verdade explodiu. Oito anos de humilhação, de ser um "sustentado".
"Você levou nossa filha... para ser morta porque era um 'fardo'?"
A aposta era clara, o divórcio inevitável. "Eu quero o divórcio, Clara."
"Essa casa é minha. Tudo aqui é meu. Você não tem nada!" ela cuspiu.
"Teste-me," eu respondi, com uma nova determinação.
Eu sabia que ela e Lucas planejavam roubar meu projeto secreto, um motor de IA.
Liguei para Mariana, minha advogada, com um pedido urgente.
"Eu quero registrar a patente imediatamente. No nome da minha filha. Sofia Almeida." A batalha pela honra de Sofia estava prestes a começar. O Abandono em Águas Turbulentas
Moderno A tela do meu celular iluminou o quarto escuro do hotel, mostrando um alerta vermelho de tempestade.
O hotel ficava numa área baixa e precisávamos sair.
Liguei para o meu marido, Pedro, pela décima vez, mas ele só atendeu na décima primeira, com a voz cheia de irritação.
Ele bufou quando eu implorei para ele vir nos buscar na tempestade.
"Ana, para de ser tão dramática! É só um pouco de chuva", disse ele.
Então ouvi a voz da Clara, a filha da nossa vizinha, choramingando sobre o cachorrinho doente.
Imediatamente, o tom do Pedro mudou para suavidade e preocupação.
"Não te preocupes, Clara. Eu levo-te já. O Floco vai ficar bem."
Quando eu disse que a tempestade era séria e que a Sofia, minha irmã, estava aqui, precisávamos dele, ele explodiu.
"Ana, para de ser tão egoísta! A Clara está sozinha! Um cão é uma emergência! Tu e a Sofia podem chamar um táxi. Eu tenho de ir agora."
Ele desligou na minha cara.
O hotel estava a inundar, a água já nos chegava aos tornozelos no corredor, mas nenhuma aplicação de transporte aceitava corridas.
Liguei novamente, mas ele me bloqueou.
Desesperada, tentei acordar a Sofia, que dormia profundamente.
Conseguimos descer as escadas, que pareciam uma cascata, com outros hóspedes em pânico.
No lobby, a água já nos chegava à cintura, com destroços flutuantes.
As portas de vidro da frente estavam estilhaçadas e a rua era um rio furioso, arrastando pessoas.
Estávamos presas, sem saída.
Então minha sogra ligou, a voz fria e acusadora.
Perguntou o que eu fiz para irritar o Pedro, que ele estava furioso e que eu o estava a incomodar com coisas sem importância enquanto ele ajudava a pobre da Clara.
Eu disse que estávamos presas num hotel inundado, a água a subir.
"Não sejas tão dramática! O Pedro disse que era só uma chuvinha!"
Ela retrucou e desligou.
A água aos nossos pés já nos batia no peito.
Eu não conseguia entender.
Como um marido podia abandonar a esposa e a irmã em face de um perigo de vida ou morte?
Como uma mãe podia defender seu filho por priorizar um cachorro moribundo em vez de duas vidas humanas?
Por que eles me acusavam de egoísmo quando a vida da Sofia e a minha estavam por um fio?
Em meio ao caos, meu telefone tocou novamente.
Era o Pedro.
Meu coração deu um salto de esperança, talvez ele tivesse voltado a si.
Mas do outro lado da linha, antes mesmo de eu falar, ele disse que o Floco estava estável e já estava a caminho de casa.
A tempestade estava a acalmar, e eu deveria ligar para a emergência sozinha.
Desligou novamente.
O som do silêncio que se seguiu foi mais alto que a tempestade, e a Sofia olhou para mim, os olhos arregalados, a esperança morrendo.
Eu sabia.
Sabia que precisava nos tirar dali, e que seria sozinha.
Mas como?
E o que aconteceria quando eu saísse dessa provação? O Oceano do Luto: Encontrando a Paz em Sesimbra
Moderno Minha esposa, Sofia, ligou-me, a voz fraca e urgente, pedindo-me para voltar para casa.
Léo, nosso filho, estava com febre alta e ela não se sentia bem.
Mas eu não fui.
Naquele momento, a voz da minha mãe ecoou nos meus ouvidos: "A Clara (minha irmã, que tentara suicídio outra vez) precisa de ti! Tua mulher é uma adulta, ela consegue levar uma criança ao médico sozinha!"
Horas depois, no chão frio do corredor do hospital, a notícia esmagou-me: Sofia havia morrido de meningite bacteriana fulminante.
As mesmas horas que passei a consolar a minha irmã e a acalmar a minha mãe.
A culpa era um peso físico, sufocante, quando minha mãe ligou, a voz suave, preocupada apenas com a "pobrezinha" da Clara.
Contei-lhe que Sofia estava morta.
O silêncio do outro lado não foi de choque, mas de cálculo.
"Terribil! Mas Miguel, tens de ser forte... pela Clara."
Forte? Eu tinha abandonado a minha família.
Minha mulher morreu porque eu priorizei uma chantagem.
Não podia ser. O que eu fiz? Que tipo de filho e marido eu sou?
Que família é esta que destrói a própria vida para salvar uma que não quer ser salva?
Naquele dia, jurei cortar relações.
Bloqueei os números.
E jurei, ali, que cada respiração minha seria para Léo, o filho que Sofia protegeu até o último suspiro.
Nunca mais deixaria ninguém fazer mal ao meu filho. Nem mesmo a minha própria família. O Bilhete Premiado Perdido
Moderno O meu filho nasceu prematuro, viveu apenas três dias.
Não tive tempo de sequer o abraçar.
Liguei ao meu marido, Leo, para partilhar a dor, mas do outro lado só ouvi música alta e risos embriagados.
Ele estava na festa de aniversário da irmã, Inês.
Quando finalmente lhe disse que o nosso filho tinha morrido, a sua voz arrastada respondeu: "Não estragues a celebração por causa de um assunto tão trivial!"
A minha sogra, Sofia, ao fundo, concordou.
Eles desligaram.
O meu mundo desmoronou. Ninguém da família dele apareceu no funeral.
Mas a verdadeira atrocidade ainda estava por vir.
Ao arrumar as minhas coisas, encontrei uma apólice de seguro de vida no valor de cinquenta mil euros.
O nome do beneficiário era Leo.
O meu marido tinha feito um seguro de vida para o nosso filho recém-nascido, colocando-se a si mesmo como o único beneficiário.
Ele não chorava a perda do nosso filho, mas sim a perda de um "bilhete de lotaria premiado".
Aquela era a crueldade mais insuportável.
Como é que um pai podia ser tão monstruoso?
A dor deu lugar a uma raiva gélida e inquebrável. Eu não ia deixar que ficassem impunes.
Eu ia lutar. Pelo meu filho. E por mim.
O divórcio estava apenas a começar. Você pode gostar
A Vingança de Sofia Alencar
Kay O suor frio escorria na minha testa no primeiro dia da universidade, um deja-vu insuportável.
Eu caí do telhado, traída pela minha "irmã" Ana, que me incriminou pela morte dos meus pais e roubou a fortuna da minha família.
Em vez da morte, um milagre: eu estava viva, de volta ao dia fatídico.
Ana, com sua voz doce e generosa, distribuía o dinheiro do MEU pai para parecer a garota rica e boazinha, com a intenção de me humilhar como a "bolsista pobre" apadrinhada por caridade.
Senti a raiva gélida crescer.
Todas as humilhações da vida passada me atingiram como um soco no estômago, a dor era excruciante.
Ela sorriu, acenou e me chamou de "irmãzinha", mas para mim soou como veneno.
Ela tentou me diminuir, me pintar como a garota tímida e estranha, me colocando sob suas asas manipuladoras.
Mas eu não era mais a garota ingênua.
Com um sorriso frio, tirei uma foto do dinheiro e o print da transferência bancária: prova irrefutável da farsa.
Compartilhei tudo com os calouros, expondo sua mentira antes mesmo que ela pudesse respirar.
Aquele show dela estava prestes a acabar.
A humilhação pública na cafeteria foi só o começo.
Ao chegar em casa, Ana estava encenando para meus pais, se vitimizando, distorcendo a verdade, tentando jogá-los contra mim.
Ela se pintava como a pobre garota adotada, vítima do preconceito, mas eu sabia a verdade.
"Mãe, pai, a generosidade de vocês está os cegando", minha voz era firme.
Revelar o roubo do colar da vovó e o celular comprado com o dinheiro sujo dela foi só o primeiro passo.
Plantei a semente da dúvida.
A raiva e o ódio nos olhos de Ana eram o presságio de uma guerra declarada.
Na manhã seguinte, ela trouxe a guerra para a minha casa, com a mesma performance, tentando me fazer de impostora.
Ela implorava "ajuda" de joelhos, mas eu não cederia mais.
"Esta é a minha casa, a casa dos meus pais. Eu sou Sofia Alencar", anunciei, e chamei a segurança.
Aquele sorriso venenoso dela desapareceu.
Eu estava de pé, firme, vitoriosa, pronta para o banquete da vingança. Coração Dilacerado, Alma Libertada
Huang Xiao Huai Kael, o Senhor do Abismo, me chamava de seu tesouro mais precioso, a única luz em seu reino sombrio.
Ele trançava meus cabelos prateados todas as manhãs com suas mãos fortes e eu cuidava da Flor da Alma, um presente do meu amor por ele.
Tudo ruiu quando ele retornou de uma batalha, não sozinho, mas com Lira, uma mulher frágil com quem ele demonstrava a preocupação que antes era minha.
Ele a carregava nos braços, e na última noite em que dormimos juntos, não veio ao nosso quarto.
Lira adoeceu e ele exigiu que eu entregasse pétalas da Flor da Alma, mesmo sabendo que cada uma drenava minha força vital e me deixaria doente por meses.
Com meu corpo enfraquecido e meu coração dilacerado, ouvi Kael confessar: "Elara... Elara sempre foi apenas uma guardiã para a flor. Seu propósito está quase cumprido."
Eu não era seu tesouro, mas uma ferramenta descartável.
A dor física se tornou insignificante diante do vazio gelado em minha alma.
Como ele pôde me usar assim? Como pôde fingir amor por séculos?
As palavras dele, seu beijo com Lira, a humilhação pública: tudo era um preço pequeno a pagar?
Decidi ir embora, não para outro reino, mas para o Rio do Esquecimento, o único lugar de onde ninguém retorna.
Eu, Elara, preferia ser apagada a viver um segundo a mais como a tola de um deus.
Minha partida seria o que ele menos esperava. O Despertar De Uma Nova Mulher
Dragon A escuridão era fria e sem fim.
Eu flutuava nela, revivendo meus últimos momentos: o cheiro de mofo da favela, a febre me queimando, meu irmão João chorando enquanto segurava minha mão.
Vinte anos.
Vinte anos de miséria desde aquele dia fatídico.
O dia em que Pedro, meu irmão adotivo, me vendeu por um punhado de comida, condenando-me a uma vida de sofrimento.
Eu vi meus pais adotivos, os Silva, desolados sobre meu corpo sem vida. O arrependimento deles era uma faca, mas a dor já havia me consumido.
Pedro, pálido, talvez por culpa, talvez por medo do escândalo que mancharia seu nome, estava lá.
E Ana, sua irmã mimada, que tomou meu lugar na minha ausência, chorava "lágrimas de crocodilo" agarrada à mãe.
Eles se arrependeram. Mas de que adiantava?
Meu fim já estava escrito. Ou assim eu pensava.
De repente, uma luz forte me cegou. Abri os olhos, o ar invadindo meus pulmões com uma urgência dolorosa.
A primeira coisa que vi foi o teto familiar da casa dos Silva. O mesmo teto de vinte anos atrás.
Então, ouvi a voz irritante de Pedro: "Pai, mãe, eu não aguento mais! Essa casa é um inferno! Eu quero ir embora, tentar a vida na cidade grande!"
Eu estava no meu antigo quarto. Minhas mãos eram as de uma jovem, sem as cicatrizes e a aspereza de anos de trabalho forçado e doença.
Eu voltei do inferno.
Voltei para o dia em que tudo começou.
Pedro insistia: "Eu já tenho dezessete anos, não sou mais criança! E a Maria vai comigo. Ela é minha irmã, tem que cuidar de mim!"
Eu caminhei até a porta, espiando pela fresta.
Ele queria me arrastar para o mesmo destino de desgraça.
Mas desta vez, não.
Pedro tentou pegar minha mão, o sorriso manipulador se formando em seus lábios.
Recuei, as palavras saindo firmes: "Não."
O choque no rosto dele era quase cômico.
Sem remorso, encarei os olhos que me viram ser vendida por comida: "Eu disse não. Eu não vou a lugar nenhum com você, Pedro."
Os Silva e Pedro ficaram surpresos. Eu nunca o havia desafiado antes.
Agora, eu daria o primeiro passo para reescrever meu destino e o de João. O Preço da Traição e o Renascer
Wo Ruo Zhi He Eu sou Sara Costa, médium yin-yang, e usei meu dom para salvar Pedro Mendes, o herdeiro moribundo que se tornaria gigante da tecnologia. Eu o ajudei a reconstruir seu império do nada, fui a força invisível por trás de seu sucesso, e juntos tivemos um filho, João, a luz das nossas vidas.
Mas, em uma emboscada na estrada, Pedro abriu a porta do carro e me empurrou para fora, com nosso filho no colo, entregando-nos aos inimigos em troca de sua liberdade.
Fui mantida em cativeiro por dias, humilhada e torturada, enquanto meu filho chorava assustado. Quando finalmente fomos libertados, descobri que Pedro havia usado nosso sequestro como uma distração para dar seu golpe final na empresa que um dia o descartou. Ele me encontrou e pediu perdão, e eu, exausta e ainda querendo acreditar, o perdoei.
Mas nosso mundo mudou. Fomos escondidos em uma gaiola dourada, e Pedro, agora um bilionário cobiçado com outra parceira, se tornou um estranho. Meu filho João cresceu sob a sombra do trauma.
A dor se tornou física quando a segurança de Pedro, a "Mendes Tech" , nos tirou João, morto por um tiro ao invadir uma área restrita atrás de sua bola. Eu vi Pedro na TV, ao vivo, mal piscando enquanto anunciava um novo produto, ignorando a morte do nosso filho.
A brasa do amor virou cinzas. Sentei-me em choque, ouvindo Pedro e Sofia, sua parceira, falando em como a morte de João era parte de seu plano de cortar "laços com aquele passado" , um "elo fraco" que precisava ser removido. Meu filho foi reduzido a propriedade da empresa, e eu, drogada e descartada, percebi a extensão da traição.
Não foi um acidente. Ele mandou matar nosso filho. Meu João. A tristeza deu lugar a uma resolução de aço. Ele me tirou tudo, mas esqueceu do poder que eu tinha. Eu o salvei da morte, dei a ele a vida, o poder, o império. Agora, eu usaria a conexão que tínhamos para me salvar e, então, para destruí-lo.小说原文> Vingança e Amor: Um Novo Destino
Si Si Qing Wang O cheiro de álcool e perfume batia forte, me cegando com flashes e zumbidos de aplausos.
Então, o estalo forte no meu rosto.
Um tapa de Sofia Albuquerque, minha noiva.
Ela era linda no vestido branco, mas seu olhar era puro nojo.
"Meu avô te salvou, que azar o dele", ela sussurrou, as unhas vermelhas cravando no meu braço.
"Distraído até no dia do nosso casamento? Inútil."
Eu sorri por dentro. Eu entendi.
Nos últimos dez anos, desde que o avô de Sofia me salvou de um acidente e me fez prometer cuidar dela, minha vida virou um inferno.
Na vida anterior, eu aceitei me casar para pagar as dívidas dela. Foi o começo do fim.
Fui atropelado, envenenado, preso injustamente.
Enquanto isso, a família Albuquerque prosperava. O pai de Sofia foi promovido, a irmã dela teve o salário dobrado.
Até o inútil do Ricardo Mendes, amigo de infância dela, virou empresário de sucesso.
E eu? Morri inexplicavelmente na rua, meu corpo devorado por cães.
A última coisa que vi foram Sofia e Ricardo, rindo sobre meu cadáver.
Ele segurava meu seguro de vida.
"João, ainda bem que o mestre era bom", ela disse. "Sugou toda a sorte desse desgraçado..."
"Obrigado, irmão. Agora o dinheiro e a mulher são meus", Ricardo cuspiu. "Espero que você me veja do inferno, gastando seu dinheiro, dormindo com sua mulher e criando o seu 'filho'!"
'Filho'?
Abri os olhos.
Eu tinha voltado para o dia do casamento.
Minha vingança começava ali. Traída e Renascida: Vingança Fatal
Xiao Mao Mao A sensação pegajosa de suor nas minhas costas e o cheiro de couro barato do carro.
Minha mãe, Dona Ana, soava suave ao meu lado, e meu pai, Dr. Carlos, fechava o porta-malas com um baque surdo, exibindo um sorriso cruel.
Na minha vida anterior, essas palavras foram o prelúdio do nosso fim.
Ele não só me traiu, traiu minha mãe com sua amante, Sofia.
Ele também sabotou os freios do carro, e o acidente nos mandou para o hospital, onde ele assinou os papéis para desligar nossos aparelhos e doar nossos órgãos.
Tudo por causa de Pedro, um filho bastardo que ele teve com Sofia, que sofria de insuficiência renal.
Por uma cruel coincidência, eu e minha mãe tínhamos rins compatíveis.
Ele nos via como obstáculos, pedaços de carne inúteis porque eu nasci mulher.
O ódio em seus olhos no hospital, quando percebeu que eu ainda respirava, era palpável.
Minha mãe, boa e cega por amor, sacrificou sua vida por ele, cortando laços até com seu irmão, meu tio João, a rocha dela.
A lembrança da minha vida passada era um filme de terror: o acidente, a dor aguda, a escuridão, e a decisão fria do meu pai nos sentenciando à morte.
Um nó de gelo se formou no meu estômago de ódio.
Eu não iria deixar acontecer de novo.
Desta vez, eu protegeria minha mãe.
Eu faria aquele homem e sua amante pagarem por tudo em dobro.
"Pai", eu disse, minha voz mais firme do que esperava.
"Acho que esqueci meu livro em casa. Podemos voltar rapidinho para pegar?"
Ele franziu a testa, impaciente.
"Maria, já estamos atrasados. Você pega o livro outra hora."
"É importante", insisti, olhando-o intensamente.
Eu precisava de tempo.
Precisava de um plano.
O primeiro passo era não entrar naquele carro sabotado.
"Tudo bem, tudo bem", ele cedeu.
Enquanto ele saía do carro para abrir o portão.
Eu me virei para minha mãe.
"Mãe, não vamos com este carro."
"Por que, filha? O que deu em você hoje?"
"Apenas confie em mim", eu disse, segurando sua mão com força.
"Por favor."
Eu jurei a mim mesma que, desta vez, a história teria um final diferente.
A caça não seria mais a presa.
Eu era a caçadora agora, e minha vingança estava apenas começando. A Irmã, o Engano e o Mar
Tang Bu Tian A sensação de água salgada enchendo meus pulmões ainda queimava.
Eu estava morrendo. Eu morri. Mas então, eu inspirei.
Abri os olhos, mas não era a escuridão do oceano. Era o teto branco do meu quarto, o cheiro familiar de lavanda.
Meu celular marcava: Sexta-feira. Um dia antes da viagem. A viagem de mergulho que acabaria com a minha vida.
Minha chefe, a Sra. Carla, e minha irmã, Luiza. Elas me traíram. Me deixaram para morrer no fundo do mar.
Eu morri, mas renasci, revivendo o dia anterior à traição.
A dor e o medo me diziam que não foi um pesadelo.
A porta do meu quarto se abriu. Ali estava Luiza, com seu sorriso inocente e um panfleto colorido da viagem. O mesmo sorriso que ela tinha momentos antes de me abandonar.
Ela falava de um recife inexplorado, de Sra. Carla pagando tudo. Exatamente como antes.
Um aviso soou na minha cabeça. Desta vez, eu não cairia.
Eu me levantei. "Luiza, nós não vamos."
Seu sorriso vacilou, substituído por teimosia e raiva. "Você sempre faz isso! Sempre tenta controlar a minha vida!"
Ela não entendia. Ou não queria entender.
Mas eu faria diferente. Eu faria com que a história não se repetisse. O Retorno Do Amor Traído
Weeble Eu renasci.
No momento em que abri os olhos, o cheiro de macarrão instantâneo e solidão invadiu meu quarto bagunçado, o mesmo que me custou a vida.
Era a véspera da apresentação da "startup de tecnologia" de Ricardo, o dia antes de ser traído, assassinado e ter meu sonho roubado.
Na vida anterior, Luana, minha namorada, e Pedro, meu melhor amigo, me convenceram a acreditar em Ricardo, um rival da faculdade com um suposto "investimento anjo".
Fui um tolo.
O investimento era um esquema de pirâmide, a startup uma farsa, e eles queriam apenas o código-fonte do meu jogo. Quando me recusei a entregar, Pedro segurou meus braços enquanto Luana, o amor da minha vida, me apunhalou.
Agora, eu estava de volta, mas com a mente clara como cristal.
Luana e Pedro apareceram para me apressar para a apresentação.
"Pronto para quê?", perguntei, minha voz mais calma do que eu esperava.
Eles falavam de "nossa grande chance", cegos para a armação.
Tentei alertá-los, gritei, revelei a fraude, mas fui silenciado.
"Ele está louco!", acusou Pedro.
Luana, com lágrimas falsas, implorou: "João e eu terminamos recentemente. Ele não está lidando bem com isso. Ele está... doente. Só quer atenção."
Fui arrastado para um depósito escuro, a mente tentando entender a audácia da traição.
Estavam invertendo a realidade, me pintando como o gênio manipulador por trás de tudo.
"Foi ele", Luana, com uma crueldade gelada, me acusou ao detetive.
Pedro se juntou à farsa, "É verdade! João é o cérebro por trás de tudo. Quando percebemos que era um golpe e tentamos pará-lo, ele surtou. Ele até nos trancou naquela sala!"
Então, algemado, fui socado e chutado pela multidão furiosa.
Minha gravação. A gravação secreta em meu celular poderia revelar a verdade.
"Está gravando", eu disse ao detetive, "Desde o momento em que eles entraram no meu quarto para me forçar a vir."
Eu tinha morrido uma vez, mas não faria isso de novo.
Desta vez, eu estava preparado. Curupira: Um Amor de Outro Mundo
Gavin Quando abri os olhos, o cheiro de terra molhada e a luz verde da floresta me envolveram, e entendi que estava de volta ao inferno que um dia chamei de lar.
A Joana estava lá, minha melhor amiga, com o mesmo brilho de excitação nos olhos que me enganou da primeira vez.
Na vida passada, eu, tola, corri para os braços do Rei Jaguar, um monstro disfarçado de rei, enquanto Joana, fascinada, seguiu o Curupira para seu domínio sombrio.
Fui traída, humilhada e subjugada, vivendo em uma gaiola de ouro onde o título de Rainha dos Jaguares era uma sentença de sofrimento e traição pelas concubinas, e pela própria Joana.
Ela me traiu, me empurrando para a morte certa, direto para as mãos de um Curupira furioso, que em seus olhos, antes de eu cair no nada, revelou algo que parecia choque e tristeza.
Mas desta vez, algo mudou, e no exato momento do meu retorno, Joana correu, com um sorriso vitorioso, não para o Curupira, mas para o homem com olhos de predador, o Rei Jaguar.
Um sorriso gelado se formou nos meus lábios, de pura ironia, pois ela não fazia ideia do inferno que a esperava.
Decidi que meu caminho seria diferente, e virei as costas para a cena de Joana se jogando nos braços do Rei, procurando por ele, o Curupira.
Parei na sua frente, estendi a mão, um pedido silencioso de confiança, e quando sua pele fria tocou a minha, o mundo girou, a escuridão me engoliu, mas dessa vez, não estava sozinha, eu confiei. Segunda Chance, Destino Mudado
Da Ma Guo Chang An A dor, o frio se espalhando e o grito final do meu filho que nunca veria a luz do dia foram meus últimos momentos.
Abri os olhos e a luz do sol invadiu o quarto, o cheiro de sândalo familiar.
Eu estava morta, tinha certeza, lembrando-me claramente de Clara, minha irmã adotiva, sorrindo enquanto o veneno fazia efeito.
"Como posso deixar uma bastarda me dominar? A culpa é dela e daquele bastardo por estarem no meu caminho!" Aquelas palavras ecovam, repletas de ódio.
Minha barriga estava lisa, mas senti uma vida ali, uma vida que, na existência anterior, não consegui proteger, um bebê que tinha acabado de ser confirmado pelo médico.
Olhei o calendário: era o mesmo dia, o início do meu fim.
Uma onda de choque, tristeza avassaladora pelo meu filho perdido, mas também uma chama fria de determinação cresceu.
Eu voltei. Não sei como, nem por quê, mas ganhei uma segunda chance. desta vez, tudo será diferente.
Lucas, o Quarto Príncipe e meu marido, entrou, com o mesmo sorriso fingido da minha vida passada.
"Sofia, meu amor! O médico me contou a boa notícia! Teremos um filho! Eu sou o homem mais feliz do mundo!" Ele tentou me abraçar, mas eu recuei, e seu sorriso vacilou.
Na vida anterior, eu teria me jogado em seus braços, cega para sua hipocrisia. Mas agora, via sua ambição, a alegria pela vantagem política.
Então, sorri. Eu tinha um plano.