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O Oceano do Luto: Encontrando a Paz em Sesimbra

Capítulo 3 

Palavras: 523    |    Lançado em: 27/06/2025

fia, eu estava a sair do superme

m um ar mais saudável do que eu alguma vez a tinha vist

sangue

da, a imagem que a minha mãe sempre pintava. Mas ali es

damente para o carro,

stás a m

lpa, f

. Ela viu-me. O seu

gue

ua, ignorando os c

el, e

o mais rápido que pude e fechei a porta. Quan

nhas chamadas? As da mãe?

Clara." A minha

"Isso foi cruel. Eu e

a minha mulher teve de morrer para q

assim! Eu não sabia... Eu nunca q

tu estás aqui, a fumar, a r

mbém estou de luto! A

o para jantares. Tinha-lhe dado ouvidos durante horas sobre os seus dramas intermináveis. E como é

sse eu, em voz alta, ante

A tua 'tentativa de suicídio' foi mais uma vez um pedido de atenção.

dela. "Tu não sabes de nad

r. Fica longe de mim e do meu f

tas. A Clara bateu no vidro, o se

isto, Miguel! N

meio da rua, a gritar o meu nome. No espelho

. Nenhuma pena

lado onde antes ha

ara estava a chorar?", pergu

coisas estúpidas, filho. E depois

simples e mais honesta

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O Oceano do Luto: Encontrando a Paz em Sesimbra
O Oceano do Luto: Encontrando a Paz em Sesimbra
“Minha esposa, Sofia, ligou-me, a voz fraca e urgente, pedindo-me para voltar para casa. Léo, nosso filho, estava com febre alta e ela não se sentia bem. Mas eu não fui. Naquele momento, a voz da minha mãe ecoou nos meus ouvidos: "A Clara (minha irmã, que tentara suicídio outra vez) precisa de ti! Tua mulher é uma adulta, ela consegue levar uma criança ao médico sozinha!" Horas depois, no chão frio do corredor do hospital, a notícia esmagou-me: Sofia havia morrido de meningite bacteriana fulminante. As mesmas horas que passei a consolar a minha irmã e a acalmar a minha mãe. A culpa era um peso físico, sufocante, quando minha mãe ligou, a voz suave, preocupada apenas com a "pobrezinha" da Clara. Contei-lhe que Sofia estava morta. O silêncio do outro lado não foi de choque, mas de cálculo. "Terribil! Mas Miguel, tens de ser forte... pela Clara." Forte? Eu tinha abandonado a minha família. Minha mulher morreu porque eu priorizei uma chantagem. Não podia ser. O que eu fiz? Que tipo de filho e marido eu sou? Que família é esta que destrói a própria vida para salvar uma que não quer ser salva? Naquele dia, jurei cortar relações. Bloqueei os números. E jurei, ali, que cada respiração minha seria para Léo, o filho que Sofia protegeu até o último suspiro. Nunca mais deixaria ninguém fazer mal ao meu filho. Nem mesmo a minha própria família.”
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