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Sufocada Pelo Amor Perverso

Capítulo 1 

Palavras: 1119    |    Lançado em: 02/07/2025

te barato e o suor de dezenas de corpos espremidos por hora

nto na janela, o mesmo sol poeirento cortando o ar. Da outra vez, eu estava animada, uma estudante de p

meu colo, sujando minha calça com o sapato enlameado. O filho dela, João, me olhando com seus olhos vazios e um sorriso babado, a mão dele se movendo de forma estr

or escorria pela minha testa. Eu estava de volta. No mesmo dia, no mesmo tr

siva. Ela segurava a mão de um menino pequeno, Pedrinho. O menino olhava ao redor com uma expressão entediada e malcriada. O fi

ano. Mas a garota no assent

m voltou foi outra pessoa. Alguém que viu o mal de perto, d

um sorriso lento se formou em seu rosto enrugado. E

Será que você se importaria de nos ajudar? Meu netinho não está se

culpa. A me

z, ajudei a carregar a bolsa dela, dei meu lanche p

u a encarei

ão

iso de Dona Lúcia vacilou por um s

, piscando. "É

repeti, minha

ir o olhar dela queimando na minha nuca. A raiva dela e

horamingar, um som i

uero sentar

a voz ainda melosa, mas com uma nota de

lançou um olhar irritado. Dona Lúcia sorriu para ele, um pedido de de

parando ao lado do meu assento. O cheiro dela, uma

linando. "É só por um instante. Meu João precis

vez, o sorriso babado se alargou. Ele sabia. Ele estava esperando por mim. A lembrança

m punho. A raiva era um

i, sem olhar para ela.

oi o mesmo toque que ela usou para me guiar para fora do trem n

a. Uma jovem bonita como você

ertou meu omb

Minha máscara de indiferença caiu, e eu deixei

ão de mim

se tivesse levado um choque. Ela me encarou, a máscara de vovó frágil finalmente escorreg

ente. Ela viu que eu não era

oro não estava funcionando, começou a fazer outra coisa. Ele pegou um pequeno carrinho

om uma voz manhosa.

xasse, estaria vulnerável. João poderia me agarrar. Lembrei-me de como, na ou

ore

gritou, a voz estrid

us olhos. Ela estava testando meus li

m quem estava li

um movimento calmo e deliberado, pisei no carrinho de plástico, esmagando-o. O

olhos arregalados. Então, ele abri

ou de um salto, o ro

e você fez? Ele

voz baixa e perigosa. "Ou da próxim

eçado. E desta vez

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Sufocada Pelo Amor Perverso
Sufocada Pelo Amor Perverso
“O cheiro do trem é uma mistura nauseante de metal velho e suor, um presságio familiar do inferno. Fecho os olhos com força, e uma memória me atinge como um soco: o mesmo vagão, o mesmo assento, o mesmo sol poeirento. Da outra vez, eu era Sofia, uma estudante de psicologia ingênua voltando para casa, feliz por ter economizado na passagem. Lembro da mão áspera de Dona Lúcia, do sorriso babado de João, do copo d' água... Lembro do porão úmido e escuro. A tontura. O medo. E o cheiro de mofo e desespero. Abri os olhos de repente, o coração martelando. Estou de volta. No mesmo dia, no mesmo trem. Lá está ela. Dona Lúcia, o Pedrinho e o João. A mesma família, o mesmo plano. Ela me vê. O sorriso de caçadora se forma em seu rosto enrugado. "Com licença, minha jovem", ela diz, a voz trêmula e doce. "Será que você se importaria de nos ajudar?" A mesma desculpa. A mesma mentira. Da outra vez, eu sorri e disse "Claro". Desta vez, eu a encaro. "Não", digo, a palavra fria e dura. O sorriso dela vacila. O coração martela. A raiva ferve. Ela não sabe com quem está lidando. A estudante de psicologia ingênua morreu naquele porão. Quem voltou foi outra pessoa. Alguém que não sentiria mais pena.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10